Semana Gameboy: Game Contraste – Mega Man (Gameboy)

Saudações aos transeuntes.

Prosseguindo com a semana Gameboy, vamos a mais um game contraste, aquela análise em que mostro a diferença entre games ruins com belas capas e vice-versa. Como vocês leram no título, o escolhido de hoje é o Mega Man: Dr. Wily Revenge, lançado para o portátil originalmente em 1991, pela Capcom.

Em minha infãncia gamística, durante meus anos de NES, um dos primeiros games que conheci foi o clássico Mega Man, a princípio com MM 2 e depois com os demais. Nem preciso gastar linhas descrevendo a qualidade dos games da série no console de mesa, vocês já sabem de cór e salteado. Falarei aqui sobre o primeiro dos MMs portáteis, Mega Man: Dr. Wily Revenge, para Gameboy. Em 1991 o GB já tinha dois anos de existência, provavelmente os jogadores já se perguntavam por aí se o portátil não iria receber a sua versão. Naquela altura, o NES já estava para receber o quarto título, quando finalmente o robô azul resolveu dar seus tiros na telinha monocromática do portátil da Nintendo.

Ao invés de optar pelo port simples, a Capcom fez um game novo, mas que reaproveitava boa parte dos elementos das versões 1 e 2 do NES. O que infelizmente ela reaproveitou também foi a ruindade da capa de primeiro Mega Man do NES e autorizou novamente uma arte patética para vender um jogo seu. Sério, quem levaria em consideração um herói com essa cara de duende com segundas intensões? Outra dúvida é de onde surgiu esse físico musculoso, ainda mais sendo Mega Man um robô. Além de que ele nunca fez essa pose rídicula para atirar. Para tentar dar um ar futurista à arte (?), o ilustrador fez um grid hexagonal que nada tem a ver com o game nem com a estética de nenhum dos jogos da série clássica do Mega Man. Ou seja, um elemento desnecessário e inútil, em sua tentativa de esconder a pobreza de uma capa mal feita (fora o fundo em degradê laranja de péssimo gosto).

Felizmente, o jogo em si segue pelo caminho oposto e cumpre bem o papel de proporcionar bom gameplay e ser divertido. Como disse no começo do texto, o jogo reaproveita os elementos do NES, mas é um game novo, com fases e desafios próprios. Como a tela do Game Boy é pequena e o espaço era diminuto, os designers optaram por amenizar um pouco o rítmo da ação e colocar menos elementos na tela, tornando o game um pouco mais lento do eram as versões 1 e 2 no NES. Mas nem por isso o jogo ficou mais fácil, e o desafio pega pesado em alguns trechos.

Desta vez, quatro chefes da primeira versão se juntam a mais quatro de MM2, além de um robô extra chamado Enker. Some ao castelinho do Wily e temos um Mega Man mais enxuto, mas não menos desafiante e divertido. Sem contar a trilha sonora que embora não tivesse o mesmo patamar do NES, era muito bacana também. Enfim, a Capcom fez um título digno do nome Mega Man, os jogadores corresponderam e Dr. Wily´s Revenge se tornou um million seller do Game Boy. Mesmo com aquela capa horrível para atrapalhar.

Abraços e até o próximo post da semana Game Boy!

André V.C Franco/AvcF – Loading Time

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