Resident Evil 4: o game anedótico da Capcom

Saudações aos enclausurados.

É incrível o furor capitalista que a Capcom tem com alguns de seus jogos. Incrível também a capacidade dela de transformar clássicos em “carne de vaca”. Agora que Resident Evil 4 conseguiu chegar a sua sétima versão, o game se transforma cada vez mais em uma anedota do mundo dos games. Acompanhem.

No início da geração passada a Nintendo e a Capcom assinaram um acordo de exclusividade que envolvia a série Resident Evil. Dessa forma, o aclamado remake do primeiro game da série foi lançado para GameCube em 2002. Algum tempo depois foi anunciado o game que daria sequência à série, Resident Evil 4. O grande problema é que na época em que o jogo foi anunciado, o Playstation 2 estava comercialmente léguas de distância em relação ao GameCube. Essa situação gerou dúvidas se a exclusividade realmente se manteria em pé. Isso até que o criador da série, Shinji Mikami, ter afirmado em uma entrevista na época que se mataria se o game se tornasse multiplataforma. E o jogo então…se foi posteriormente lançado para Playstation 2.

Disso vocês já sabiam. Com o passar dos anos, Resident Evil 4 deu um passeio na Rua Augusta e voltou de lá com seis novas versões do mesmo jogo. Isso é que é exploração. Depois de celulares e até o Zeebo terem um RE4 para chamar de seu, agora é a vez do iPad. Pois é, simplesmente o maior fail recente em termos de aparelho eletrônico tem um Resident Evil 4 com um surrado e quadrado Leon atirando nos mesmos ganados de sempre (pelo menos não são os na’vis da versão celular).


Puxa vida, quanta ação

E de port em port que se mata a credibilidade de um game. De título aclamado e que reinventou uma série, a fórmula de Resident Evil 4 já ficou cansada antes mesmo do lançamento de seu sucessor. Sem contar que o próprio criador da série sofreu anos com frequentes piadinhas em cima da malfadada entrevista do passado. Agora só falta o anúncio de futuras versões de Resident Evil 4 para forno de microondas, armário padrão cerejeira das Casas Bahia e máquina leitora de cartão de débito.

Enquanto isso, nunca uma caixa de jogo ficou tão desmoralizada:


Eu rio toda vez que olho para essa caixinha

Abraços e até o próximo post.

André V.C Franco/AvcF – Loading Time.

24 thoughts on “Resident Evil 4: o game anedótico da Capcom

  1. Esse barbudo aí é você? 😛

    Bom, quanto à Resident Evil, só curto mesmo o primeirão (e naturalmente o remake pro GameCube, que possuo aqui comigo até hoje). O 2 e o 3 prá mim soaram meio “caça-níquel” demais, sem aforça do primeiro. o Code: VERONICA parece resgatar um pouco da atmosfera de Resident Evil 1, e aquele Resident Evil Zero enche o saco de tanto você ter que ficar trocando de hominho. Pro 5 e pros outros eu confesso que eu nem “tchum” prá eles…

  2. Tae uma série que eu nunca consegui terminar nenhum jogo. Não é pela dificuldade não, é falta de interesse mesmo.

    Olha, eu até acho bacana quando um jogo não é exclusivo de uma plataforma, mas desse jeito já virou apelação. Coitado do “Only For”…

  3. o que eu mais gostei foi do 3, pela facilidade de jogar, claro!
    terminei diversas vezes e (não agora) sabia o jogo de cor…. hehehehe

    o 4 fui longe, mas não terminei….. só terminei mesmo do 1 ao 3 no psx =)

  4. o melhor re pra mim é o zero… muito bom… graças a Deus esse e o remake do 1 estão lá intactos no gamecube… abraço a todos…

  5. Bom, Remake, Zero e novamente o 4 tão lá no Wii. Assim, o gamecube definitivamente não tem mais a exclusividade que tinha. Eu acho RE4, chato, repetitivo e muito comprido. Parecem 3 jogos em 1 e prefiro o esquema dos classicos onde voce anda varias vezes pelo mesmo local, resolvendo puzzles com munição contada ao invés de ir sempre pra cima, podendo matar qualquer um que se aproxime.

  6. Eu acho RE4 o melhor da série, nem o 5 conseguiu ser tão competente e emocionante!!!! Ao contrário, o 5 é facil, previsivel e pouco empolgante. Mas essa prostituição que aconteceu ao longo dos anos é chata, ta parecendo a série Star Wars huahua!!! Mas por outro lado é bom que da possibilidades a que não jogou em alguma plataforma por algum motivo, tenha um pouco da experiencia. Eu por exemplo nunca o teria jogado se ele estivesse parado no Gamecube. Mas pq o 4? Ele devia ter ficado na versão Wii por causa dos movimentos e talz, e nunca ter saido para Iphone. Tragam coisas novas nessas plataformas, os fãs da série agradecerão.

  7. @ Serginho: o 1 Remake (que eu saiba) saiu nos E.U.A. pro Wii também – e talvez o Zero também.

    Pela jogabilidade que o Resident Evil 4 tem quando o vi rodando pela 1ª vez eu achei ele uma espécie de “Nightmare Creatures Deluxe”!! 😛

    Hahahahahaha! XD XD

  8. Considero o RE 4 o melhor resident também, não enjoa nunca, já zerei até no profissional, é um desafio e tanto!! Não vejo problema algum em jogar RE4 no meu novo microondas enquanto preparo meu miojo, dá até água na boca ver uns miolos estourando enquanto preparo o rango! Fala sério, não existem games de third parties ”exclusivos” se fizer sucesso eles lançam versões e remixes até ficar saturado mesmo.

    Comentário do AvcF: Ainda existem jogos exclusivos, como Metal Gear Solid 4 e Heavy Rain no Playstation 3; e Capcom vs Tatsunoko e Red Steel 2 no Wii. Ok games de sucesso ter versões, mas SETE começa a virar putaria.

  9. Galera não é só no Japão. Os jogos Resident Evil Remake e Zero foram lançados nos Estados Unidos com o nome de Resident Evil Archives e Resident Evil Archives Zero para WII. Pra quem não jogou e quer lembrar como é o verdadeiro Survival Horror, são jogos baratinhos.

  10. A muito (muito mesmo) tempo joguei o RE2 no PC e no N64. Foi a primeira vez que tive contato com a série e nunca mais joguei RE. Não curti, mas sei que é uma grande franquia.

    Só não entendo essa obsseção pelo “4”…?! Será que os outros são (tão) inferiores que não merecem uma versão para o “Brick Game 1001 games” ou a Capcom está de pirraça só por causa da entrevista do Mikami?

    Pra mim, o que RE precisa são concorrentes (realmente) de peso! Aí sim vão lançar novos BONS RE’s.

  11. Isso é normal.
    Vide Castlevania (NES):

    1- Family Computer Disk System
    2- Nintendo Entertainment System
    3- Commodore 64
    4- Commodore Amiga
    5- PC MS-DOS
    6- PC Microsoft Windows
    7- Game Boy Advance
    8- AT&T Wireless mMode Network
    9- Virtual Console

    9 versões! hehe

  12. Na verdade há três versões diferentes. As outras são ports umas das outras:

    Gamecube -> PC/PS2
    Celulares -> Zeebo
    iPhone/iPod Touch -> iPad

    Não adianta: Quando um jogo leva nome, acabam explorando até a última gota, vide os jogos que acabam ganhando “remakes” (com exemplo já dado acima) em para ganhar em cima de nostálgicos das gerações retrô.

    E, geralmente, os ports acabam recebendo versões pioradas. A versão PC só dá “crash”, e a versão Zeebo sem comentários. Aliás, esse review já “resume” a piada:

    http://www.youtube.com/watch?v=MLhiBBPw6GY
    http://www.youtube.com/watch?v=RlhXZUESbYM

  13. Um jogo receber dezenas de ports não é problema, desde que os ports tenham qualidade.

    Por exemplo, Tempest 2000 teve tantos ports que saiu até pro Macintosh Clássico… Tomb Rider é outro bom exemplo de “multiplas versões”.

    No caso do Tempest 2000 há uma ligeira excessão: É que todos os ports desse jogo eram melhores que a original para Jaguar64 – em que o som da música e dos efeitos sonóros embaralhavam fácil e constantemente, tornando o “melhor jogo do Jaguar” a pior versão do mesmo já lançada em todas as suas plataformas. =s!

  14. @Trouble Man: Tem razão, Prince of Persia continuou a receber ports em novos consoles vários anos depois da versão original (e você tirou do baú essa einh! ahahahahaa, eu quase me lembrei daquela musiquinha de “abertura” do Prince of Persia 2 em PSG…rsrs), e todos eles bastante fiéis ao original.

    Ou exemplo que eu poderia citar seria Myst, que praticamente virou sinônimo de “multimedia game” e foi lançado em quase tudo que rodava imagens gravadas em cd com alguma interatividade.

    Ou até mesmo o Doom, que apareceu em quase tudo que rodava “gráficos 3D”…

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