Um retrato da rardecoridade

Saudações aos leitores.

Nunca joguei Bayonetta. Apesar de ter recebido certo destaque e ter ganho boas notas entre os sites de games, esse jogo simplesmente não me atraiu. Portanto, apesar da surpresa do anúncio da exlusividade de Bayonetta 2 para o WiiU, para mim esse foi um anúncio que não fez nenhuma diferença.

Todavia, nossos estimados amigos rardecores não pensam assim, e com sua graça a alta capacidade de argumentação, começaram uma virulenta campanha de difamação contra a Nintendo e a Platinum Games – nada menos que a produtora do jogo. A coisa toda tomou um rumo tão patético que chegou até mesmo a liderar os trend topics no Twitter. Tirem as crianças da sala e vejam um pouco do show de baixaria internético:


Link

Isso porque alguns leitores aqui do blog achavam que eu pegava pesado quando tirava sarro dos rardecores em alguns posts publicados aqui. Porém o que está acima é apenas um breve retrato do que são os rardecores. Breve e triste.

AvcF – Loading Time.

13 thoughts on “Um retrato da rardecoridade

  1. Essa exclusividade não será temporária, já que é a Nintendo que investiu no jogo. É ela que está publicando também. Só se as empresas rivais se contentarem com um logo da nintendo logo no começo do jogo.

    A nintendo precisa ceder os direitos dela para outros poderem lançar em suas respectivas plataformas.

  2. Não vi nada demais.. Se eu tenho um jogo que gosto na minha plataforma favorita e a continuação sai exclusiva pra outra plataforma, eu também ficaria puto.

  3. Não entendi o que esse post está tentando provar. Se anunciassem que o jogo “Colheita Feliz” ou “CityVille” passaria a ser exclusivo para alguma comunidade que ainda nem foi lançada, tenho certeza que teria um efeito muito maior e mais furioso do que isso; Ou mesmo, se anunciassem que o novo “Quake” passaria a ser exlcusivo para Macintosh, afim de promover a plataforma da Apple, veriamos acontecer o mesmo.

    Na década de 90 não ia acontecer muita coisa, pois não haviam canais de manifestção públicas tão poderosas à diposição de todos. Mas agora, em plena “era twitter”, nada mais natural do que demonstrar o descontentamento (seja de forma elegante ou estúpida) diremante aos produtores nas redes sociais.

    Isso pra mim, no máximo, só demonstra o quanto o público que a Nintendo pretende atingir com esse novo console (do qual parece ser demarcado aqui como “rardecore”) não gosta da empresa e nem cogitava leva-lo em consideração para uma compra futura, o que é muito importante para a Nintendo observar, e se planejar a curto e longo prazo quanto a direção que dará aos seus produtos afim de conquista-los.

    1. Acho que o post é bem claro. Ele não critica o descontetamento em si, mas sim o fato da deselegância com que demonstraram o descontetamento. Quando o Avcf usa o termo “Rardecore”, ele não se refere aos jogadores dedicados, entusiastas. Ele se refere aquele típico estereótipo de garoto de no máximo 20 e poucos anos, que começou a jogar na geração 32/64 bits ou mais recente, que se acha porque joga games violentos, mas que jamais passaria da primeira fase de um Megaman clássico. Aquele jogador que adora apontar o dedo, com o único intuito de ofender usuários de sistemas diferentes do seu. E que acha que alguém é menos jogador que ele apenas por que não joga os mesmos tipos de jogos.

      1. Já vi posts do Avcf criticando o uso inadequado deste termo (rardecore) para designar o esteriótipo de consumidor que você citou, já que invariavelmente este engloba, no caso, jogadores dedicados e entusiastas. E até mesmo uma certa inclinação por parte do blogueiro em não usar mais tais as denominações da forma como vários meios de comunicação erroneamente adotam.

        Por isso não vi sentido em usar tal termo para designar um público tão distinto do qual o termo se originou e, pelo menos acredito, ainda lhe é aplicável. Amenos que eu esteja totalmente desatualizado, e ser hardcore tenha virado uma sub-categoria de Fanático, e Entusiasta não tenha mais nada a ver com ser hardcore. Ou se o Avcf mudou de idéia quanto a isso (nesse caso meu feedback realmente não tem valor. O blog é dele, faça como quiser).

        1. Concordo em gênero, numero e grau com tudo que você disse.
          Eu sinceramente gostaria que o AVCF esclarecesse de uma vez por todas qual é esse publico que ele citou no post.
          O que na concepção dele, é ser um jogador hardcore, e se existe algum problema em ser, ou não um hardcore.
          Eu gostei bastante do primeiro Bayonetta,e fiquei chateado sim, não com fato de sair para o WiiU , mas o fato de ser exclusivo, isso quando um dos próprios produtores do game, chegou a discutir com alguns jogadores via redes socias, afirmando que o jogo não sairia de jeito nenhum. OK, não vivo no mundo da fantasia, sei que o dinheiro é aquilo que fala mais alto.
          A pessoa que tem nos games, seu principal meio de entretenimento,que acompanha, que consome, que se dedica, que é apaixonada, seria designada por qual termo na sua opinião AVCF ? Faço essa pergunta na boa cara, sem arrogância nem nada cara.
          Na minha opinião, esse termo é atacado pelo blog, em razão do que ocorreu nessa geração, principalmente com o console da Nintendo, o Wii.
          O Wii, foi um console extremamente criticado por muitos jogadores, a maioria hardcore, e como sabemos que o proprietario do blog, tem digamos uma “admiração especial” pela empresa de Kyoto, os caras que trolavam o Wii, foram devidamente retalhados.
          O problema é que o pessoal que trollava o Wii, eram aqueles caras com o perfil que o Gilmar citou, e não os hardcores de fato,aqueles com características que eu citei. Mas do jeito que o AVCF fala, da impressão que é tudo farinha do mesmo saco.
          O “descolado” é chacoalhar os bracinhos……………………………..pelo menos até a chegada do WiiU.

  4. Por mais que o termo original se refira a o tipo de jogador mais dedicado, o termo hardcore hoje também é associado (erroneamente) a esse estereótipo que mencionei, principalmente por alguns veículos de mídia. É fácil achar na internet matérias associando Mario SOMENTE ao público infantil, quando na verdade os acostumados com a franquia sabem que alguns de seus jogos, pra não dizer a maioria, estão entre os jogos mais “hardcore” já criados, no que tange a dificuldade. E também muitos jogos taxados de “hardcore” apenas por ter mais sangue que gameplay.
    Acredito que o AVCF usa o termo de uma forma mais satírica, dá pra notar até pela forma como ele escreve.

    1. Isso que você falou pode ser verdade, eu já percebi a forma que ele escreve, com R, e não com H.
      No entanto, o problema, é que eu não vejo relação com a sátira dele, com o conteúdo do post em si.
      Infelizmente, a minoria das pessoas na internet são polidas e educadas, e logo você vê palavrões. e uma postura até imatura das pessoas naqueles tweets. Mas a grita, é absolutamente legitima na minha opinião, o problema foi a maneira que os caras se expressaram.Eu me mesmo me despontei muito, mas nem por isso eu sai xingando como fizeram os caras ai em cima.
      Hideki Kamyia, o diretor do jogo, chegou a afirmara que Bayonetta, jamais teria uma sequencia, mesmo sabendo que os fãs muito a queriam.
      Agora o game sera exclusivo de um console que sequer foi lançado, que não se sabe ao certo qual sera seu publico, e o pior para um console Nintendo, ….eu explico antes que me chamem de anti-nintendo.
      O primeiro game foi lançado para X360, e PS3, logo ele já criou uma base de fãs, coisa que não existe nenhum console Nintendo, pelo simples fato do game não ter saído em nenhum de seu consoles. Assim. TEORICAMENTE, se é para ser exclusivo, que fosse para X360 OU PS3.
      Mas agente sabe que rolou é MUITA GRANA por parte da Nintendo, já que segundo as más linguás, a Sega, parceira da Platinun até então, não teria tido interesse em bancar a produção do game, pois teria se desapontado com seu desempenho nas vendas. Só pra deixar claro, na minha opinião:Boas vendas não tem necessariamente uma relação com a qualidade em si, se assim o fosse, Ico, Shadow of The Colossus, Okami, seriam lixos, já que apesar de serem aclamados pela critica, e pelos jogadores, tiveram vendas pífias.

      1. A Platinum carrega uma maldição: Sempre faz jogos excelentes, mas que não correspondem comercialmente. Pra quem não se lembra, a Platinum é a antiga Clover Studio, estúdio fechado pela Capcom e responsável pela criação da série Viewtiful Joe e Okami (que também venderam abaixo do esperado). Já como Platinum, além do próprio Bayonetta, teve também um jogo para Wii, Madworld, que não era uma obra prima, mas podia ser considerado um bom jogo. O resultado comercial também foi ruim.

        A respeito de Bayonetta 2 e a relação Sega-Platinum-Nintendo, foi dito que a Sega não investiria na distribuição de uma sequência, pois além de estar mal das pernas, o jogo não vendeu o suficiente para justificar um novo investimento. A Nintendo será a publisher no caso da sequência, então é óbvio que o dinheiro dela está no meio também.

        Sobre a questão de público que você falou, até compreendo em partes. Porém o que muitos não entendem é que o Wii U é um console novo, ele não foi pensado como concorrente desta geração, mas da próxima. Então o publico dele teoricamente é novo (donos de Wii, alguns donos de Xbox 360 e PS3).

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *