Especial: Os mitos da Sega – parte 2 de 4

Saudações, amiguinhos

Como combinado na postagem anterior, na sequência do link segue a parte dois do especial.

Logo de cara, na postagem de hoje tratarei sobre mais um mito bastante difundido na internet e nos fóruns sobre videogames:

– Mega Drive/Genesis era mais poderoso que o Super Nes e especializado em gráficos tridimensionais.

Como no texto anterior eu abordei os mitos referentes às chamadas eras 8 e 16-bits, abordarei primeiro o mito a respeito do Mega Drive/Genesis. Pelo o que reza essa lenda urbana, o console da Sega era mais “potente” que o Snes, este limitado pelo pobre processador 65C816. Enquanto os jogos do Snes só tinham “umas” cores a mais, os do Mega eram mais rápidos, fluidos e com mais detalhes. Melhor eu parar com a descrição, pois até delírio tem limite.

Vamos ao mito. Fora o fato de que a esmagadora maioria dos gamers não entendem bulhufas de dados técnicos, e no máximo disputam uns com os outros com os números de tabelas que pipocam pela rede, a verdade crua é que esse papo de que fulano ou ciclano é mais “potente”, serve muito mais para brigas de istas do que para qualquer outra coisa. Quem entende de videogames e tem acesso a livros e entrevistas com profissionais da área, sabe que o hardware não é nada sem o software (a surra que o Wii está dando nessa geração mostra isso). Ou seja, quando se analisa a capacidade de um console, se faz pelo que ele apresentou de fato, ou seja, os jogos. Não por números que não significam nada para qualquer um que não seja programador.

Dito isso, discutiremos o uso da palavra potência, um tanto capciosa neste caso. Para os fanáticos seguistas, “potência” significa maior velocidade do clock do processador, nada além isso. Além do óbvio simplismo, essa é uma noção errada, pois um processador com maior clock não significa maior desempenho necessariamente. É o que ocorre com a comparação Mega x Snes. É fato que o processador do Mega tem clock maior e portanto é mais rápido, o que significaria em teoria, maior processamento de dados em menor tempo. Porém, os fanáticos convenientemente se esquecem de uma palavrinha mágica: a arquitetura.

No caso de um console ou computador, arquitetura se refere ao funcionamento de todos os componentes integrados (cpu, gpu, memória ram, som, etc), julgando o desempenho unificado desse conjunto (caso eu esteja errado, sintam-se livres para me corrigir). Como o Snes foi desenvolvido depois e lançado dois anos após seu concorrente, claro que possui uma série de recursos que o MD não tinha. Segundo Steven L.Kent, autor do livro The Ultimate History of Videogames, “O Research and Development Team 2, liderado por Masayuki Uemura, projetou um console em cima da performance de video e audio ao invés da velocidade de processamento”. Trocando em miúdos: o foco foi sobre a arquitetura, não apenas clock maior.

A maior resolução (máximo de512×448 vs 320×244), mais cores (256 vs 64, embora com truques de programação o MD chegava a 128), maior capacidade de geração de sprites (128 com 8×8 pixels até 64×64 vs 80 com 32×32), além dos manjados efeitos por hardware (mode 7, transparência, blá, blá,blá), permitiram ao Snes a realização de jogos tecnicamente mais complexos que os do MD, como Chrono Trigger, Donkey Kong Country, Final Fantasy VI, Tales of Phantasia, Super Metroid, entre outros. (nota do autor: não cabe aqui, bem como em todo o texto, qualquer comparação qualitativa entre os jogos e os consoles, apenas para constar). Embora o console da Sega tivesse jogos que superaram a expectativa de desempenho do MD, como Gunstar Heroes (este que requereu programação fina para realizar efeitos que o console originalmente não suportaria, incluindo o “truque” das 128 cores), eram exceções e nenhum apresentou recursos que o Snes não pudesse fazer.

Outro parâmetro equivocado é a comparação entre conversões de jogos de outras plataformas (como arcades e Neo Geo) para os consoles, como se isso fosse uma medida precisa. Se por um lado, o Genesis teve conversões de melhor qualidade técnica, o Snes também teve as suas, isso quando se ignora o fato de que boa parte delas eram de jogos de gosto bastante duvidoso (estou olhando para você, Mortal Kombat).

Outro fato pouco conhecido é que o modelo da cpu do Snes facilitava a integração com chips externos, usados para melhorar a performance ou adicionar efeitos extras, como o DSP, SA-1, Super FX, entre outros, tornando a disputa técnica ainda mais desigual (nota do autor: após ler várias páginas de documentação do 65c816, não consegui localizar a fonte exata dessa informação, novamente, se houver erro de minha parte, por favor me corrijam). Recurso esse que não era viável no 68000 do MD, prova disso foi o bisonho cartucho da versão caseira de Virtua Racing, que sequer encaixava nas versões posteriores do Mega Drive e era um verdadeiro trambolho. Por falar nisso, se o console tinha essa superioridade toda, qual seria o sentido da Sega ter lançado a salada de periféricos para criar jogos que não fossem possíveis no Snes? Nunca vi um fanático seguista responder essa pergunta. Talvez porque não haja uma resposta que lhes convém.

Outra baboseira que li diversas vezes era uma suposta “especialidade” do Mega Drive para gerar gráficos tridimensionais. A verdade aqui é que ambos os consoles eram fraquíssimos nesse quesito, cujos jogos genuinamente tridimensionais eram primitivos e limitados tanto no aspecto gráfico quanto em suas propostas de gameplay. Para se ter uma idéia da limitação dos aparelhos nesse aspecto, Winnie Forster, autora do livro The Encyclopedia of Game Machines, escreveu: “…o SuperFX, um processador RISC especialista em manipulação de vetores que era capaz de mover e sombrear de modo plano (sem texturas) 100 polígonos por segundo.” Embora os seguistas de plantão jurem que os simuladores de vôo do Mega Drive eram absurdos, esses jogos em sua maioria não passavam de recriações absolutamente inferiores e quase injogáveis, comparados aos similares dos computadores. Nada mais óbvio, já que o console foi projetado para jogos em 2D. “Poxa, AvcF, mas essa comparação é injusta!” É sim, mas é apenas uma ilustração de até onde a paranóia dos talibãs da Sega vai para provar que a capacidade do Mega Drive era maior do que realmente era.

Após todas as linhas acima, creio que está mais do que clara a diferença entre a realidade e este mito. Só o que não faz sentido para mim, é porque até hoje, mais de dez anos após o fim desses consoles, que marmanjos barbados percam tempo para “provar” para os outros que o console do coração era mais legal e poderoso, como se isso mudasse a qualidade dos jogos que aí estão. E não falo só das viúvas, pois outros istas também repetem esse comportamento. Sei lá, é que acho meio deprimente isso tudo (até nisso a geração playstation é pior). Antes que alguém venha me detonar com posts apalermados, digo que joguei e aproveitei bastante os dois consoles, curti bastante a geração “de ouro” dos 16-bits.

Até os próximos dois mitos.

Publicado originalmente em 8 de maio de 2008

19 thoughts on “Especial: Os mitos da Sega – parte 2 de 4

  1. Essa série de textos “Os mitos da Sega” é muito boa. Mas o mais incrível é que mesmo com fatos concretos comos os apresentados no texto, citando fontes e tudo mais, os fanáticos não dão o braço a torcer. Acabei sendo expulso de um fórum por apresentar este texto e ser “obrigado” a discordar das “opniões segas”.

  2. Rapaz, é sério isso? Que fórum de “discussão” é esse que se pode discordar, desde que não contrarie a ideologia reinante? No mais, obrigado pelos elogios e desculpe pela falta de posts novos, pois ainda tô tendo um trabalho enorme em reorganizar tudo o que quase foi perdido da última versão.

    André Franco.

  3. Esses seguistas que se prendem somente a velocidade de clock … tsc, tsc, tsc … nunca devem ter ouvido falar de mac … ou então devem comprar um dual core com tudo onboard e achar que estão abafando! Tenho um Celeron 2,6 aqui com som e video off e ele dá uma surra em muito pc com processador mais rápido em jogos! Processador é apenas um de vários componentes que um console (ou pc) tem. Importante sim, mas não é tudo!

  4. Lamentável…. Nunca vi tanta “parcialidade” 🙂
    Quem gosta de NES gosta de NES mesmo hehehehe Sou fã da SEGA e não pretendo extender uma discussão aqui… Hoje tenho Wii simplesmente porque resgatou a melhor época, além de eu ter ficado órfão da SEGA é claro…

    Me orgulho de ser um barbado que como vc mesmo diz:
    “…marmanjos barbados percam tempo para ‘provar’…”

    Não sei de onde você tira suas análises confiáveis 🙂
    Mesmo assim, parebéns pelo POST….

  5. Não sei se foi parcialidade, como disse o WDN, falta de conhecimento, falta de pesquisa ou um conjunto desses fatores, mas tenho que discordar dessa matéria.

    O que sempre se alardeou é que o Mega tinha maior poder de processamento (“blast processing”) que o SNES, o que de fato é verdade. Verdade que geralmente o SNES apresentava melhores gráficos, mesmo porque era 2 anos mais novo e, portanto, tinha um conjunto mais moderno, não era por causa de sua CPU que obtinha essa vantagem.

    O Motorola 68000, processador do Mega, era realmente muito poderoso para a época. Somente para ilustrar seu poder, poderia citar que ele equipava dentre outros: os Macintoshes da Apple, o Neo-Geo da SNK e as placas arcades CPS1 e CPS2 da Capcom. Todos estes com gráficos muito superiores ao do SNES. Sua arquitetura era fantástica, batendo inclusive os processadores concorrentes da Intel. Mais tarde a Motorola se uniu a IBM e a partir da arquitetura da família do 68000 criaram a família PowerPC, que hoje, direta ou indiretamente, equipa nada menos do que todos os 3 consoles da atual geração. E o 65C816, quem equipou, para onde evoluiu?

    O que tu tratou por arquitetura, se referindo ao conjunto, sim traz melhorias em relação ao Mega. Sistema de vídeo e som mais modernos e mais memória, tanto RAM quanto de vídeo. Porém, o SNES tinha um gargalo, sua CPU. Não só em jogos rápidos era perceptível a superioridade da CPU do Mega, até em jogos como Desert Strike era perceptível a animação mais suave e agradável no console da SEGA. Mesmo assim eu preferia jogar esse jogo no SNES, por causa dos botões L e R, mas como estamos falando de “potência”… Por estes aspectos, me parece que a Nintendo escorregou, já que teve dois anos para lançar o sistema e ficou devendo nesse quesito importante, além de não superar tanto assim o Mega nos outros como poderia.

    Quanto ao quesito resolução o problema da CPU aparecia novamente. Apesar do PPU (sistema de vídeo de SNES) ser mais avançado que o VDP (sistema de vídeo do Mega), permitindo resolução máximas maiores que a do Mega, não era incomum os jogos para Mega rodarem em maior resolução do que os de SNES, já que este, para manter o frame rate, algumas vezes sacrificava a resolução, o que colocava essa vantagem em cheque. De fato o PPU permitia ótimos efeitos no SNES, porém eles eram usados em uma minoria dos jogos. Donkey Kong Country, considerado por muitos tecnicamente o grande jogo do SNES não usa nada que o Mega não faça, vide Vectorman 1 e 2, que utilizam exatamente a mesma técnica gráfica. Além disso, alguns dos efeitos que o Mega teoricamente não era capaz de fazer e o SNES tinha implementado em hardware podiam ser feitos, graças a força bruta de sua CPU, como vimos em Gunstar Heroes, com suas rotações.

    Com relação a integração com chips externos nunca ouvi dizer que havia qualquer problema. De fábrica o Mega já trabalhava com a dobradinha 68000 e Z80. Teve ainda os upgrades do SEGA CD, que trazia outro 68000, do 32X, que trazia dois Hitashi SH2, além do SVP que vinha no Virtua Racing, uma lista bem extensa. O “bisonho cartucho da versão caseira de Virtua Racing”, mais incrível conversão arcade dos 16bits, se encaixava em qualquer versão do Mega, mas só funcionava nas versões 1 e 2 do sistema, já que a partir do 3 (lançado muitos anos mais tarde) o Z80, fundamental para seu funcionamento, foi removido. O cartucho do Virtua Racing só era maior do que os cartuchos regulares, pois além dos chips de memória trazia o SVP, o mesmo não ocorria com os jogos de SNES que continham chips externos, pois seu cartuchos normais tinham aproximadamente o dobro do tamanho dos de Mega, o que me permite concluir que na tua opinião todos os cartuchos de SNES são “trambolhos”.

    Os periféricos lançados pela SEGA (SEGA CD e 32X) não tinham por objetivo superar o SNES. O SEGA CD foi lançado para combater o TurboGrafx-16/PC Engine que contava com essa tecnologia. Foi uma tentativa de ganhar mercado no Japão, onde esse sistema superava o Mega, além de que o fato de a SEGA ser um empresa de vanguarda tecnológica, de origem nos arcades, deve ter pesado na decisão(pensamento meu). Já o 32X foi uma resposta ao Super FX da Nintendo. A SEGA considerava uma sacanagem que os consumidores pagassem pelos mesmos chips externos todas as vezes que comprassem jogos que os utilizassem, embora ela mesma tenha lançado o Virtua Racing com o chip embutido (vai entender as “fantásticas” estratégias da SEGA). Então optou por lançar uma versão bombada desses chips na forma do 32X, o que sabemos foi uma cagada sem precedentes.

    Nunca li ou ouvi essa de o Mega ter por especialidade gráficos 3D, mas se alguém de fato o fez está louco. Porém, não lembro de nenhum jogo genuinamente 3D (poligonal) feito para o SNES sem o uso de chips externos, já no Mega lembro de um: Hard Drivin’. Claro que era um jogo simples (como todos os 3D da geração), que nem de perto permitiria tais afirmações, embora não deixe de ser mais uma prova do potencial de sua CPU.

    No fim minha resposta ficou maior do que teu post! :p Mas a fiz por ter considerado esta “Repostegem Especial” um tanto inverídica e provocativa. Me parece que consegui desmistificar algumas das críticas ao Mega e também à SEGA, ao mesmo tempo que acrescentei algumas que me pareceram pertinentes.

    Isso aí, abraço.

  6. Colorado,

    É até um alívio ler um post bem escrito como o seu, após ter que deletar diversas apelações de dos fanáticos seguistas. Vou responder por partes:

    Com relação a do processador, é óbvio que o Genesis tinha um modelo melhor que o Snes, não questiono isso no texto. O que disse lá e sustento é que o Snes tinha uma arquitetura superior, com mais efeitos gráficos, mais memória ram, som melhor, etc.

    Sobre o Virtua Racing, o cartucho só roda no primeiro modelo do Genesis, os demais não funcionava, o que é bem ridículo ao meu ver. Seria como se Star Fox não rodasse no segundo modelo do Snes. E a diferença de tamanho entre os carts dos dois consoles não grande, nem no peso (falando dos cartuchos originais, claro).

    O que você falou sobre o Sega-CD é verdade, mas no Japão, pois nos EUA ele foi marketeado sim para bater de frente com o Snes. O 32X não foi feito para combater o SFX, essa função coube ao SVP, que sabemos que não deu certo. O 32 foi uma maneira tacanha de prolongar a vida útil do Genesis, que além de ser uma porcaria de acessório, atrapalhou o lançamento do Saturn e queimou o filme da Sega.

    Sobre o que você falou a respeito de efeitos, discordo. Eu joguei Vectorman, e em minha opnião é tecnicamente bastante inferior a DKC, que não creio que seja possível no Genesis, não por falta de processamento, mas por suas limitações técnicas. Como disse no texto, o Genesis só fazia metade das cores do Snes via truque de programação (oque geraria uma perda gráfica significativa), além de não conseguir fazer os efeitos presentes no jogo. Fora que provavelmente perderia nas animações e na qualidade das sprites. Você citou o Gunstar Heroes (que eu também mencionei no texto), mas ele era uma solitária excessão da Treasure, produtora que dispensa comentários.

    Os meus textos são provocativos sim, mas inverídicos não. E pode acreditar, tem vários loucos por aí que acham que o Mega era bom com 3D. Abraços e continue a acompanhar o Loading time.

  7. avcf, valeu pela dica do livro e pelo elegio!

    Mas vamos lá, começarei pelo processador. Falei da superioridade do processador pois o texto me pareceu um pouco confuso, já que tu citou que ele tinha clock maior, mas isso não era tudo. Então pensei que tu pudesse achar que o 65C816 tivesse uma arquitetura superior fazendo com que fosse mais rápido mesmo com clock menor. Além disso, o termo arquitetura é mais usado quando se fala de processadores e não do conjunto da máquina. Concordo que o SNES tinha um conjunto melhor, embora considere que a falta de uma CPU melhor limitava seu conjunto mais moderno, o que por vezes fazia o Mega, 2 anos mais velho, ter versões de jogos superiores às versões do SNES, embora o contrário fosse mais comum.

    Quanto ao Virtua Racing, tu está enganado. Ele roda no Genesis 1 e 2, só não roda no Genesis 3. Tenho certeza absoluta disso. Devo salientar que o Genesis 3 só foi lançado em 1998, pela Majesco, como um console de baixo custo, compacto e capado, por isso era incompatível com o Virtua Racing, SEGA CD, 32X e o adaptador para o Master. Ele tinha somente o necessário para rodar os jogos comuns de Genesis, o que excluía unicamente o VR . No lançamento desse modelo foram relançados alguns jogos e acessórios, menos os que acabei de citar, não só pela incompatibilidade, mas por seu novo público alvo. Diante dessa situação não considero esse fato grave, já que o Genesis havia sido descontinuado só sendo relançado para o público de baixa renda, não fazendo sentido manter essas funções que pesariam no preço final do produto. Brabo é o que vimos hoje sobre o Nintendo DSi, que no seu auge, deixará de trazer o slot de GBA impossibilitando que jogos de peso, como Guitar Hero, funcionem na nova versão do aparelho. Quanto ao tamanho dos cartuchos, acabei de comparar aqui com minhas relíquias e os de SNES tem quase o dobro do tamanho.

    Sobre o SEGA CD, nunca vi nenhuma propaganda da SEGA dizendo que ele faria o Genesis bater de frente com o SNES, até porque, como sabemos, eles já batiam de frente naturalmente. Um aspecto interessante, que talvez tu não saiba, é que o SVP quase foi lançado como acessório, mas no fim a SEGA, erroneamente, optou por lançá-lo embutido no cartucho do VR e mais tarde lançou o 32X, como um add-on mais parrudo. Daí que tirei essa do 32X combater o Super FX, quando oficialmente essa função cabia ao SVP mesmo.

    O Vectorman só perdia para o DKC em termos artísticos, pois as técnicas e efeitos usados eram os mesmos. Tirando a questão das cores e do som, que era ótimo no SNES, o DKC ficaria basicamente a mesma coisa no Genesis, com pequenos prós e contras, e ao contrário do que tu disse só teria a ganhar em termos de animação. Não te esquece que os sistemas de vídeo da época eram totalmente dependentes de suas CPUs. Inclusive joguei uma versão pirata de DK3 no Mega, gráficos praticamente iguais, mesmo o jogo sendo uma tosqueira braba, como é comum em versões piratas. Mas mostra que o DKC, feito por profissionais, rodaria numa boa no Genesis, dá uma olhada: http://br.youtube.com/watch?v=Xw9kMZDL1qs&feature=related. Além do Gunstar Heroes, acho que o Street Racer e o Alien Soldier também traziam efeitos que o Genesis teoricamente não seria capaz (posso estar enganado). Mesmo assim lembro que o Street Racer era muito melhor no SNES, já que sua versão tinha efeitos bem melhores, já que eram implementados em hardware. Quanto ao Alien Soldier, também da Treasure, é um jogo surpreendente, o tamanho e qualidade do sprites, a quantidade de objetos se movendo pela tela e sua velocidade me faziam duvidar que esse rodasse no SNES. Sei lá, acho essa briga feia, embora em termos de efeitos o SNES tenha boa vantagem.

    O fato é que são ótimos consoles, tenho ambos até hoje. Não poderia ser mais justo o título de “era de ouro” para esses dois.

    No mais, acho que concordamos em tudo. Até!

  8. Ou seja, tira um pouquinho daqui, coloca um pouquinho de lá e no final das contas é tudo a mesma merda, pra mim o que ainda faz um console melhor que o outro é biblioteca de jogos e não hardware e blá, blá, blá.

    @Colorado

    A retirada do slot GBA do DS era algo que já era previsto, no GBA Micro ela já tinha feito algo parecido, só espero que o preço do DSi não seja absurdo. Não acho que é uma perda, tendo em vista que não há motivos comerciais para a Nintendo manter uma retrocompatibilidade a essa altura do campeonato, e o DS já tem sua “touch screen” que já dá interatividade suficiente, tornando desnecessários acessórios como o de Guitar Hero (jogo que aliás eu considero ridículo e no DS é três vezes mais ridículo ainda).

  9. Tchulanguero,

    Concordo, o que faz de um console bom ou ruim é sua biblioteca.

    Agora, sobre o DSi… A perda da compatibilidade com o GB/GBC do GBA Micro foi compreensível, já que ele era extremamente compacto e nenhum jogo da linha GBA exigia compatibilidade com as versões anteriores, fora o fato de que quando o Micro foi lançado a linha GBA já estava no seu fim, com o DS já no mercado. Porém, esse novo DSi vai trazer muitos problemas. Para começar, se era prevista a retirada do slot a Nintendo não deveria ter permitido que lançassem jogos que o exigissem. Além disso, essa nova versão trará problemas não só para quem o comprar, mas também para os mais de 81,55 milhões de consumidores que tem as versões anteriores ao DSi, já que eles não terão acesso aos jogos que exigirão o uso das câmeras embutidas do DSi e nem aos jogos que serão lançados exclusivamente por download, só compatíveis com o DSi, lembrando que esses dois tipos de jogos já foram confirmados. Daí o que tu vai dizer para justificar? Que os jogos que usam câmera são ridículos e que os jogos por download são três vezes mais ridículos? E tudo isso no sistema que mais está vendendo nessa geração, entre portáteis e consoles de mesa, não em um sistema em fim de carreira. Lamentável.

  10. Eu não ia postar pois o primeiro texto começou bem, mas comecei a ver falhas que acredito ser de fontes duvidosas e tive a impressão do mesmo ser bastante tendencioso, me obrigando a ser um pouco também.

    Tenho os dois consoles, alguns gigas de emuladores de ambos os sitemas e muitos outros, coleções de revistas e vivi praticamente toda essa época de ouro.

    Realmente o SNES apresentava gráficos mais complexos, som´s de qualidade superior para timbres mais baixos (entende-se como som mais agudos, isso inclui vozes, além de mais instrumentos simultâneos), mas o Mega Drive apresentava jogos mais rápidos e com melhor fluidez e qualidade de som melhor para timbres mais altos (som mais grave, o som do baixo no Mega Drive e alguns outros instrumentos graves são muito bem feitos… ahh, o piano acustico e som de violão são também muito bons – Ver Comix Zone).

    Ambos os sistemas apresentavam ótimos jogos e, inclusive há jogos que o Snes faz que com certeza não ficaria legal no Mega Drive, assim como o oposto.

    Quanto aos efeitos de zoom, rotação, transparência e etc, podem ser vistos em alguns jogos do Mega Drive, conforme abaixo:

    *Red Zone (rotação total de tela);
    *Adventure of Batman and Robin (rotação em duas camadas);
    *Gunstar Heroes (rotação em duas camadas);
    *Chuck Rock 2 (rotação em uma camada);
    *Os 3 Road Rash (usam Zoom);
    *Sol Deace (usa rotação);
    *Mega Turrican (usa zoom e rotação);
    *Alien Soldier (usa rotação e transparência);
    *NFL Sport Stalk FootBall Sarring Joe Montana (é realmente um jogo surpreendente);
    *Casttlevania (o movimento do torre de Pizza é show);
    *Panorama Cotton (ótima movimentação 3D);
    *Ranger X (Além das 128 cores, há aguns efeitos de zom e rotação impressionantes);
    *Vector Man;

    Quanto aos jogos em poligono, graficamente eles eram ruins em ambos os sistemas, mas o Super FX “2” usava muitas imagens 2D (Ver Stunt Race), enquanto que o SVP no Virtual Racing também usava imagens 2D, mas só no plano de fundo e os efeitos 3D são muito superiores… e o Mig 29, também no Mega Drive tem uma movimentação interessante (apesar de ser muito lento).

    Quanto as outras informações do amigo Colorado, devo “ratificar” que o Virtual Racing é compatível até o Mega Drive 3 (Mega Drive 2 nos EUA e etc), fato que é o Mega Drive que possuo e que roda perfeitamente esse jogo. E a campanha publicitárias do Sega CD, de fato não foram para concorrer com o SNES, até mesmo pq elas mostram possibilidade de jogos interativos, bem diferente do console da concorrente.

    Já o 32X – segunda maior burrada da Sega por que a primeira foi descontinuar o Mega Drive prematuramente (conforme CEO Tom Kalinske ele poderia permanecer no mercado até 97 ou 98, garantindo um ótimo faturamento a empresa), foi vendido como uma possibilidade de sobrevida do console e inclusive há uma propagando no necrotério que mostra isso claramente… ou seja, não era mais comprar Mega Drive, era comprar o adaptador para garantir que o console não seja obsoletado.

    OBS: Todos esses jogos podem ser baixados no seguinte site: http://emu-russia.net/ru/?a=roms&l=en

    Grande abraço a todos.

  11. QUOTE XD
    Colorado disse:
    “Tchulanguero,

    Concordo, o que faz de um console bom ou ruim é sua biblioteca.

    Agora, sobre o DSi… A perda da compatibilidade com o GB/GBC do GBA Micro foi compreensível, já que ele era extremamente compacto e nenhum jogo da linha GBA exigia compatibilidade com as versões anteriores, fora o fato de que quando o Micro foi lançado a linha GBA já estava no seu fim, com o DS já no mercado. Porém, esse novo DSi vai trazer muitos problemas. Para começar, se era prevista a retirada do slot a Nintendo não deveria ter permitido que lançassem jogos que o exigissem. Além disso, essa nova versão trará problemas não só para quem o comprar, mas também para os mais de 81,55 milhões de consumidores que tem as versões anteriores ao DSi, já que eles não terão acesso aos jogos que exigirão o uso das câmeras embutidas do DSi e nem aos jogos que serão lançados exclusivamente por download, só compatíveis com o DSi, lembrando que esses dois tipos de jogos já foram confirmados. Daí o que tu vai dizer para justificar? Que os jogos que usam câmera são ridículos e que os jogos por download são três vezes mais ridículos? E tudo isso no sistema que mais está vendendo nessa geração, entre portáteis e consoles de mesa, não em um sistema em fim de carreira. Lamentável.”
    concordo!
    deveriam liberar o download e os jogos por download pro ds lite

  12. engracado ver homens barbados brigando por isso! agora falando serio:tenho 34 anos,vivi a geracao 16 bits e tive os dois consoles:snes e mega.adimito que o snes era graficamente superior,mas nunca pude deixar de amar o mega,naum sei bem porque mas eu me divertia muito mais no mega,tanto que o mantive comigo e ele veio a falecer a alguns anos(em 2004 se naum me engano),todos os outros que eu tive eu vendi,menos ele,naum vejo sentido em comprar outro ja que tenho emulador e varios jogos dele no pc,o que mais me chamava atencao no mega eram as musicas,eu achava e ainda acho muito boas,concordo com voces:em 3D ambos eram terriveis,tambem pudera,naum foram feitos pra isso.na epoca eu ficava imprecionado com aquelas coisas de tecnologia que estavam surgindo,graficos 3D absurdos com playstation e talz,mas hoje em dia,depois de ja ter experimentado geforce com milhoes de poligonos e todos aqueles efeitos,volta e meia eu me vejo me divertindo pra caramba com o meu mega(agora no emulador),sera que eramos felizes e naum sabiamos?

  13. briga boa essa que vcs travaram aqui! :p O dono do post é Nintendista doente, isto tá claro. Sempre gostei da Sega ( master, Mega, Saturn e Dreamcast), mas admito qu o Nes era melhor qu o Master( tive um Nes tbm!). Todos eram bons como o Saturn na minha opinião foi fodástico!!

  14. o avcf é nintendista, todos sabemos, mas não acho que foi puxar sardinha esse post (antiiiigo, que tão revivendo)…. a coisa que eu mais odeio da sega, no caso no mega drive, é o lag que dá jogar sonic 2 de 2 players…….

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