Playstation 2 no Brasil: reflexões

Greetings, mortals.

Quem não esteve em uma caverna sem acesso a internet nos últimos dias, deve ter lido ou ficado sabendo do lançamento oficial do Playstation 2 no Brasil. A página do Uol jogos dedicou uma reportagem sobre o assunto, em que foi escrito:

Na última quinta-feira (28/8), o Conselho de Administração da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), aprovou a fabricação do PlayStation 2 nas instalações da Sony no Pólo Industrial de Manaus.

A assessoria de imprensa da Suframa, no entanto, confirmou que o projeto envolve um investimento fixo de R$ 504 mil e total de R$ 8,8 milhões. A produção prevista para o primeiro ano é de 450 mil unidades, chegando ao montante de 520 mil no terceiro ano. No total, serão gerados 74 empregos. Ainda não foi divulgado quando o aparelho começará a ser produzido.

O UOL também apurou que os DVDs para o console passarão a ser prensados no Brasil – atualmente, as cópias são importadas. A Sony DADC, que cuida da replicação de CDs e DVDs do grupo Sony, esquivou-se e disse à reportagem que, ao menos por enquanto não há nada de concreto sobre o assunto.

Contudo, a própria Suframa já divulgou em seu site oficial uma nota sobre investimentos globais na Zona Franca de Manaus que envolveriam, dentre outros projetos, um para “diversificação na área de eletroeletrônicos, como os de telejogos PlayStation 2, da Sony Brasil”. Matéria completa aqui.

Refletindo sobre essa notícia, creio que podemos tirar conclusões boas e ruins a respeito desse lançamento do PS2 no Brasil. Com relação aos aspectos positivos, parece que finalmente entramos no século XXI dos consoles, saindo dos surrados aparelhos de 8 e 16-bits. Outros fatores importantes são (como a própria reportagem aponta) a geração de empregos e a valorização da Zona Franca de Manaus. Talvez com a importação das peças e a montagem do aparelho aqui, ocorra uma diminuição dos preços, tornando o console atraente para as classes C, D e E, que naturalmente não têm como acompanhar o mercado e ainda estão à mercê desses videogames reciclados de seunda categoria. Fica também a expectativa de que os games do PS2 sejam prensados aqui, saindo por uma faixa de preço mais acessível do que o rídiculo valor de R$ 250 que são cobrados em média na maioria das lojas que trabalham com produtos oficiais.

Na primeira versão desse blog, escrevi um texto falando sobre o encontro da SBGames de 2007 que ocorreu São Leopoldo (RS), em que falei sobre a palestra que dirigentes da Sony deram à época, falando sobre o interesse que a companhia tinha no Brasil. Eu havia questionado a posição dos dirigentes, devido ao fato da Sony ter um histórico de declarações infelizes e meias-verdades ditas durante os últimos anos. Nesta oportunidade, porém, o interesse realmente se confirmou e finalmente temos algo de concreto nessa história toda. Como diriam alguns, é o famoso (e um tanto infame) “agora vai!”.

Por outro lado, essa notícia mostra de forma crua o tamanho de nosso atraso em relação aos demais países do mundo em relação aos videogames. Simplesmente estamos OITO anos atrasados, tratando como novidade um aparelho deveras ultrapassado. Embora o Playstation 2 seja um console histórico, dada a sua importância na tragetória dos videogames, é inegável que lá fora ninguém mais dê bola para ele. Esse atraso todo é um reflexo do quão capenga é o nosso país como mercado de videogames, pelas razões que todos estão carecas de saber, mas que muito poucos realmente se interessaram em encarar de frente. É melhor que nada? Sim. Mas é muito pouco diante do tão propalado portencial do país para se tornar um mercado de peso.

A expectativa geral é positiva, varemos o que ocorrerá daqui em diante. Se realmente as ações da Sony se confirmarem e forem bem implementadas (ela tem todo o know-how para isso), poderemos ter um progresso importante na setor de games do Brasil. Resta saber também se superaremos a antiga tradição maldita nacional de dar um passo a frente para em seguida dar dois para trás. E vocês, o que acham?

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9 thoughts on “Playstation 2 no Brasil: reflexões

  1. “Agora vai ” =)

    É assim que se efetivamente se luta para ganhar um mercado. Nada de importar console . Nem jogos. Será que veremos finalmente jogos de qualidade a 60~70 reais sem qualquer tipo de “malandragem” ?

    Mesmo que seja para oferecer um console , digamos. antigo abre uma miríade de possibilidades pois coloca os outros concorrentes em real desvantagem (quem vai “Bombar” no mercado oficial , PS2 de 500~600 , Wii de 1800 ou 360 de 1899 ?). No final todos serão obrigados a se adaptar e o mercado ganha com isso como um todo . Não da para viver eternamente de dynacon vendendo nintendo 8 bits e tec toy vendedo master system a 200 reais e mega drive a 300

  2. Bom estamos preocupados com o nosso atraso em relação ao mercado de games.
    Porém se esta ação desencadear em produções nacionais de jogos, aí sim será a grande sacada.
    Nós conseguiremos instalar uma estrutura para criação de um produto nacional, e com essa base poderemos pensar na geração atual.

  3. É bem interessante isso,e espero que sai mais barato o console, tudo bem que é de uma geração anterior,mas olhando apra um lado que saiu o “mega drive 3” a pouco tempo atraz pela tec-toy,é uma evolução e tanto,e se vender,podemos criar expectativas para trazerem mais novidades para ca 😀

  4. É como já disseram, se isso for um pontapé inicial para a expansão do mercado de jogos no Brasil, ponto positivo. Mas se for só uma forma da Sony faturar uma grana com um console que quase não vende mais no resto do mundo, mas que no Brasil ainda é “top de linha”, ae… só fico curioso com relação ao preço, já que é possível compra-lo não muito caro, tanto em lojas quanto em “lojas”.

  5. o video da entrevista na uol q tem no site do leonardo mostra tudo q tem q ser dito sobre o wii…os jogos atualmente saum runis msm, pq ninguem acreditava q ia dar certo, e soh agora as empresas estaum começando a produzir com seus melhores equipes para o wii, e por isso tah demorando tanto para aparecer jogos bons (o primeiro jogo violento foi lançado recentemente, para maiores de 18 anos)

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