Pirateiros? Vuvuzela neles!

Saudações aos baladeiros.

Você, pirateiro de longa data, está pensando em jogar Michael Jackson: The Experience no conforto e praticidade de seu ErreQuatro? Pense novamente, pois você não conseguirá. Quer dizer, até conseguirá ligar, mas prepare-se para uma agradável experiência com vuvuzelas:


LINK

Gostoso, né? E saibam que essa é apenas a primeira entre sete barreiras anti-pirataria que o jogo possui. Ah sim, essa foi mais uma criativa e infame idéia made in Brazil. Trata-se de uma troca justa, os bons consumidores ficam com os clássicos de Jacko, enquanto os pirateiros com as vuvuzelas. Isso devia virar padrão, seria engraçado demais ver a choradeira nos fóruns de pirataria mundo afora. Como diria a molecada da internet, “se fodam aew, nerdões”.

Bom fim de semana e até o próximo post.

AvcF – Loading Time.

36 thoughts on “Pirateiros? Vuvuzela neles!

  1. Sou a favor da pirataria apenas nos jogos extremamente ruins.

    Ou seja, por mim a série Tomb Raider (inteira) jamais teria um jogo original. 😀 😀 😀 😀 😀

  2. O “Anarchy” já disse. E só complementando, eu consegui rodar o jogo sem nenhum erro usando a rom LIMPA. “Seria engraçado demais ver a choradeira nos fóruns de pirataria mundo afora”. Nunca serão =P

  3. Pois é AvcF, você e a turminha burguesa anti-pirataria perderam mais essa. Chora agora nerdão!

    Comentário do AvcF: agora quem compra original é “burguês”? Esse comentário ficou parecendo de militante do PSTU.

  4. Nem precisei da ROM crackeada, o Acekard atualizado conseguiu numa boa driblar essa proteção – que admito, foi de muito longe a mais engaçada que já vi.

    Ou seja, “se foda aew, você!” (sem ofensas, só to colocando o que está na postagem…)

  5. HAUAHUAHAUHA Quem compra original agora é burguês?! Pensei que fossemos apenas consumidores normais que respeitam o trabalho dos desenvolvedores de games! Todo mundo sabe que games não é algo barato, demanda tempo e dinheiro, muito dinheiro, portanto quem não pode comprar faz o quê? Pirateia.

  6. Leiam atentamente: “turminha burguesa anti-pirataria”, vocês tão usando uma afirmação que não fiz obrigatoriamente. E sinceramente, nunca vi mesmo alguém que ganha um salário mínimo ralar um mês inteiro e gastar R$200 em um original, então até faz sentido o “quem compra original é burguês” mesmo hein.

    George,

    Sem papo de “demanda dinheiro, mimimi”, não precisa se formar em Economia pra saber dos altos impostos no país né?

  7. @Berje ”Sem papo de “demanda dinheiro, mimimi”, não precisa se formar em Economia pra saber dos altos impostos no país né?” Os impostos no nosso país são absurdos e todos sabem disso, mas isso não isenta o fato de que mesmo lá fora um game não é algo tão barato, $50 dólares (média de um lançamento) é um valor bem razoável mesmo para quem mora nos EUA. E covenhamos que quem ganha um salário e ”rala” como você disse não se enquadra no perfil de consumidor que possa gastar com produtos de tecnologia, que com ou sem ”mimimi” são caras.

  8. É impressionante como as pessoas que pirateiam sempre vêem com essa desculpa de ” jogo de 200 reais”. Eu tenho um Wii, só tenho jogos originais (12 pra ser exato) e nunca gastei 200 reais em um jogo. Concordo que quem ganha um salário mínimo não pode comprar um jogo original todo mês, o problema é que as pessoas não compram nenhum original o tempo todo, esse é que é problema. Já usei jogos piratas, porém parei quando percebi que eu comprava muitos jogos e não aproveitava nenhum. Procurando, dá sim pra se achar jogos originais com preços mais acessíveis, é uma questão de mentalidade.

  9. não acho que o papo de “200 reais” seja papinho furado. é fato: 200 reais num jogo é uma grana preta.

    por menos de 200 reais, só se forem jogos velhos. tenta aí achar DK por menos de 200.

    e depois, que ironia: se for dar se o trabalho de encontrar um jogo mais ou menos barato e ainda ter de *pagar* por isso… melhor baixar logo que é mais facil e de graça.

    sério, compro originais (jogos, musicas etc), mas não dá pra dar uma de santo com jogos a esse preço.

  10. Não sou burguês, meu pai é funcionário público e não pode sustentar luxos como videogame (no Brasil é luxo). Trabalho, e com meu décimo terceiro pude comprar GoldenEye e Donkey Kong Country Returns original e estou muito feliz com isso!!! \o/ Rumo a uma coleção original no Wii \o/

  11. Berge, só li até o começo da sua frase e o salário mínimo não está 200 reais.
    Quando EU recebia 200 reais por mês, eu guardei grana e comprei um 64 (na era ps2) com os cartuchos que eu queria.
    Meu meia quatro não tem 1 cartucho pirata… e aê, quem é burguês aí na história?

    estou muito feliz por cada cartucho original do 64 que eu tenho! huaehuaehueahuaeuha

    e ainda ralo e compro jogo original, mesmo com o salário baixo que eu tenho (não é o mínimo, mas tá longe de ser algo bom)….. e compro jogos de ps3 mesmo, não de DS que até que é barato comparando…

    MAS É CLARO que eu pirateio tb, afinal não gasto 200 reais em um jogo de DS que eu não goste…. original do ds só tenho o pokemon gold =D

  12. “Tenta achar DK por menos de 200 reais”

    Paguei R$ 159,00 no DK. E paguei R$ 130,00 no GoldenEye.

    Não sei a origem, suspeito que seja contrabando, mas não me interessa.

    Melhor do que dar 60% do valor pro governo, que não dá retorno desse dinheiro em serviços.

    Mesmo assim, tenho jogos piratas, pois eu nunca teria condições de jogar mais de 20 jogos de Wii se fossem todos originais. Eu levei 1 ano pagando o Wii, e por exemplo, 20 jogos de Wii siginificam praticamente comprar outro console.

    Edwazah, coincidência! Também comprei um Nintendo64 na era PS2.

  13. “Não sei a origem, suspeito que seja contrabando, mas não me interessa. Melhor do que dar 60% do valor pro governo, que não dá retorno desse dinheiro em serviços.”

    Verdade. Melhor dar dinheiro pra traficante. Ou vc acha que contrabandistas são pessoas de bem sem nenhum relação com o crime organizado? Quando vc for assaltado a mão armada, pense que o dinheiro que pagou nesses jogos foi útil para a formação daquele meliante.

  14. Galera apela, falando de traficante, huauahauahua, ah vá gente. Eu penso que jogo é um bem cultural, assim como existe biblioteca, onde alguém pagou por um original e várias outras pessoas desfrutam do livro, vejo a pirataria de jogo (supondo que você não compre, mas faça download) como essa rotatividade de cultura, pra quem não tem acesso. Não é todo mundo que compra todo livro que lê, jogo não precisa ser assim.

  15. E qualquer um sabe que comprando pela internet é mais barato. Dá vontade de rir de quem vai num shopping pagar R$ 280,00 num “Meu Malvado Favorito: The Game” da vida.

  16. Verdade. Agora só estou comprando jogos originais de PS2, estão muito baratos agora. Paguei R$ 30,00 no God Hand, comprado nas Americanas (só não comprei mais porque os outros jogos eu já tinha: GTA Vice City, Liberty City Stories etc.). Fora no Ebay, que tem milhares de jogos originais a preços módicos. Paguei R$ 100 na coleção completa do Guitar Hero com frete incluso, fora alguns avulsos que pago a R$ 10,00, R$ 20,00. Estou até doando minha coleção pirata, já que nem os jogo mais (nunca joguei, na verdade, só acumulando e não jogando). Ou seja, pirateio tem mais é que tomar vergonha na cara mesmo, porque jogo barato tem de montão.

  17. Não sei pq ficar nesta onda de moralismo em cima de uma insdustria que fatura mais que cinema e musica juntas…Vc sendo de um pais onde a carga tributaria “come” o seu salario durante os 5 primeiros meses do ano…Tem mais é que piratear mesmo…E outra…Esta mesma industria esta pouco se lixando para os paises de 3 mundo como o brasil…Pq se eles realmente desem a minnima para vcs no minimo os jogos teriam a opção de idioma em Português.
    “se fodam aew, nerdões”.

  18. Conceito é simples: alguém faz algo e quer receber por isso. Pronto. Doeu pensar? Vou mais além então…

    Você vai ao médico, ele cobra e você não aceita pagar por algum argumento acéfalo tupiniquim. Ou seu chefe chega ao fim do mês e resolve não lhe pagar, pois sua mão de obra é cara. Uma pessoa adquire uma obra sua e se recusa a lhe dar um tostão. Enfim, podemos passar dias dando exemplo.

    O Game é uma produção, um produto. Quem faz, recebe pelas vendas e não por osmose ou uma entidade metafísica. O produto é dele, logo ele tem o direito de cobrar. É a mesma dinâmica que ocorre em um Supermercado, e lá acredito que vocês não pegam o que querem por pura demagogia, não? Assim como você provavelmente deve ter um piso salarial ou um valor que será pago pelo seu esforço.

    Usar Pirata é violar o direito da pessoa pela sua produção. Seja ela uma indústria poderosa ou 5 loucos fazendo no fundo da garagem, alguém deverá ser pago. Eles podem dar de graça, mas é direito deles escolher se o produto deve ser pago ou não. E o seu dever respeitar.

    Aí vem uma série de discursos ignorantes de seres que tentam desesperadamente justificar o consumo da pirataria, ao passo que choram serem ignorado pela indústria do game no Brasil e pelo imposto alto. O paradoxo aqui é bem óbvio.

    Acho interessante sim que possam ser questionadas as formas de venda, mas isso já está acontecendo lá fora sem que um bando de jumento batizado saia banalizando o consumo da pirataria sob discursos vazios. Inclusive a dinâmica industrial já oferece jogos gratuitos, jogos com pagamento mensal, jogos mais caros, edições especiais, etc.

    Enfim, tenho uma proposta aos coleguinhas partidários anti-burgueses (está tão em voga esse discurso no Brasil, não?). Vocês trabalham, mas não poderão cobrar absolutamente nada pelo seu serviço. Aí, quem sabe, poderão exigir o consumo gratuito e deliberado. Não vale ter formação particular ou qualquer privilégio de consumo, ok? Isso sim é compartilhar. Acham que conseguem? Aposto que não.

    Ah, antes que eu seja também taxado de burguês sujo e maldito, trabalho em um ramo do serviço social do governo. Ou seja, recebo do governo para atuar com comunidades carentes e as ajudarem a sair da miséria e poderem se desenvolver plenamente, com saúde e dignidade. Eu e todos meus colegas que se dedicam diariamente pelas causas sociais recebemos dinheiro que veio do seu imposto… Por exemplo, os 60% dos jogos. Olha quanta ironia em uma só explicação?

    Querem combater a corrupção? Façam de maneira menos estúpida e (mais uma ironia) menos burguesa. Pois esse discurso ridículo pró-pirataria advém de burgueses mimados que possuem condições plenas de vida, tiveram estudo privilegiado e têm dinheiro para consumir celulares, mp3 player, Televisão e (mais uma ironia!!!) os consoles. Aqui se faz a ideia de querer ter tudo, e não se responsabilizar com nada.

    Para que o país evolua, os seres moradores precisam crescer. Então, cresçam.

  19. Poxa, estou me sentindo um sujeito mal agora. Os impostos que evito do governo acabam deixando um país corrupto e na miséria, poxa vida, acho que vou me contentar com flashgames! :’/

  20. Você percebe que alguém ficou sem argumento quando sua resposta é apenas uma representação ínfima de um meio entendimento do texto.

    Eu até que gostei de tentar explicar dentro de uma perspectiva o porque uma pessoa que fica exclamando contra a corrupção enquanto consome produtos ilegais soa bem hipócrita. Fica bem evidente que as ideias sempre bem pautadas do discurso pró-pirataria advém de uma camada pobre em conhecimento econômico, do âmbito social e, acima de tudo, política. Bem, na verdade é o típico brasileiro médio…

    Talvez eu consiga trazer mais um exemplo tão óbvio que me admira ninguém ter pensado nisso (é como um simples exercícios de raciocínio lógico):

    A pirataria é descontrolada no Brasil, liderada pela classe média e sem qualquer perspectiva de mudança. Uma indústria que se preze, jamais arriscaria entrar agressivamente e brigar por isenção de impostos ou qualquer outro benefício se o risco é extremamente alto. Pirataria tira do Brasil qualquer intenção de investimento sério.

    Tem mais uma: Até agora só falamos dos estrangeiros, mas essa pirataria também desacelera qualquer intenção da consolidação de uma indústria forte no país. Não há grandes investimento, o terreno é arriscado e não há troca com o mercado externo. Os bons (ou sortudos), acabam saindo para um mercado menos esdrúxulo e com mais recursos.

    Ciência simples. Não há motivação por conta da Pirataria deliberada, não há consolidação de uma indústria. Não há indústria, o mercado estagna (ou morre) e qualquer chance de desenvolvimento competitivo, mão de obra qualificada ou geração de emprego desaparece.

    Ah! Quase esqueci. Sim, o imposto ajuda nos investimentos sociais. Há também, infelizmente, a baixaria da corrupção e desigualdade social… mas não é com esse pensamento fraco e consumindo produtos ilegais que você vai fazer algo.

    Talvez se manifestar diretamente contra o aumento absurdo do salário em Brasília, por exemplo, ou se organizar com abaixo assinados, movimentos políticos…. enfim, existem muitas maneiras mais eficazes. Vamos sair do casulo galerinha?

  21. João Vitor, não é falta de argumento ou de entendimento do texto, você tem razão em suas palavras, mas apenas está mirando uma face do problema, tratando a questão unicamente econômica. Sempre vejo gamemaníacos defendendo a indústria do game, não só como entretenimento, mas como uma fonte de cultura e lazer, podendo educar tanto quanto outros artifícios culturais (esportes, literatura, arte, etc). É impossível também não enxergar o quanto essa indústria é inacessível para muitos! Você afirma entender de questões “sociais”, mas demonstra uma visão incrivelmente “otimista” em relação ao que o governo faz com os impostos, sendo que se fosse tudo tão belo e preciso como diz, não viveríamos em um país em desenvolvimento, mas desenvolvido.

    Sinceramente, seu argumento “caprichado” sobre a questão, não mostra nem uma luz e nem tende a refletir em uma opção que não seja pirateando ou pagando altos preços, acho que devemos pensar em uma saída (assim como houve com a indústria fonográfica).

  22. Olá,
    Eu entendo perfeitamente seu argumento, agora. Também defendo que todos os brasileiros possam ter acesso livre a cultura e lazer. Defendo essa causa com ferro e fogo, lutando para que a arte e suas variantes possam entrar nas comunidades mais afastadas dessas privilégios.

    Vou desviar um pouco o ritmo. Vamos falar do videogame em si. Aqui no Brasil não há ainda uma indústria ou ao menos uma manifestação plena e consolidada dessa arte/cultura/lazer, enfim, chame como quiser. A Pirataria acaba sufocando qualquer chance de que essa produção que depende diretamente do lucro bruto para se desenvolver venha a se tornar algo sólido no Brasil.

    Enquanto isso, culturas já consolidadas no Brasil, como cinema, teatros, museus e etc. Acabam se afastando das camadas mais pobres, se localizando em pontos extremamente elitizados das cidades e circulando entre uma camada intelectual extremamente favorecida. Aqui está o problema.

    Atacar uma indústria que mal consegue entrar no Brasil, sendo que a problemática se encontra em um plano mais macro, é simplesmente cruel. Tenho colegas e grandes amigos que tiveram o sonho de criar games massacrados por essa filosofia da pirataria. Não acredito que possam haver sujeitos sacrificáveis dentro de uma manifestação. Matamos outros colegas artistas em nome de algo que temos culpa diretamente. Legitimamos a frase odiosa de que o fim sempre justifica o meio. Não é assim.

    Não existe museu, amostra ou cultura de videogame ainda no Brasil. Ela não consegue se levantar sozinha, pois há muito mais custo e esforço em conceber um jogo virtual do que muitas outras manifestações artísticas. Resumindo: é caro pra cacete. Necessita de grandes investimentos e um esforço coletivo enorme.

    Com a fotografia foi um caminho bem diferente, em outro momento histórico e não se trata nem em comparação do mesmo processo de criação. Comparar alface com banana aqui se faz algo bem pobre. Só porque se trata de uma manifestação artística, não quer dizer que se engloba de maneira totalizante na mesma ideia. Cada uma deve ser analisada de maneira individual, reconhecendo suas potencialidades e maneiras de se resolver o conflito.

    Artistas, intelectuais e outros não saem de sua roda intelectualizada e do centro artístico afastado, enquanto discursam hipocritamente sobre inclusão e políticas públicas. Não está certo. Ainda aceitam sacrificar o crescimento de outros, a possibilidade de outra indústria e a chance de, um dia, as comunidades poderem pensar e produzir nesse mundo digital, apenas porque consumir o pirata é extremamente gratificante.

    Eu respeitaria muito mais seu discurso se você fosse mais honesto (não comigo, mas com você mesmo), dizendo que “eu estou pouco me lixando, compro pirata porque é barato e não vou parar”. Seria mais honesto e menos hipócrita.

    Agora, caso um dia aceite ao menos considerar pensar em propostas mais interessantes para combater essa desagregação da cultura no Brasil, sem destruir outras pessoas que querem crescer no processo, estarei aberto. Sem mais.

  23. O que me tira mais do sério em seu discurso, e eu preciso mesmo falar, é que os sujeitos que mais se beneficiam da pirataria são os de classe média e alta.

    Eu atuo em uma cidade vizinha a sua, Mogi das Cruzes, conhece? Tem comunidades onde as pessoas nunca viram uma máquina fotográfica na vida, onde crianças jamais tiveram oportunidade de ter lápis de cor. Comunidades que nunca tiveram o prazer de contemplar uma obra de arte, ou ver uma peça teatral, ou ir ao cinema… Lugar onde os jovens já me perguntaram se podiam ir ao Masp ou museu de língua portuguesa, pois não se achavam no direito de frequentar lugares da elite.

    Só citei acima correntes artísticas já bem consolidadas no Brasil, não? E vocês vem querer me dizer que com a pirataria estão praticando a inclusão? Querem praticar inclusão, comece com expressões artísticas que mais signifiquem para o desenvolvimento das pessoas. Comece levando a arte à eles, teatros, lápis, possibilidades….

    Vai por mim Berje, PlayStation é a última coisa que eles precisam. Antes, tem muito caminho a ser traçado. E vocês estão apenas atrapalhando o crescimento de outra indústria, porque são cegos demais pra sair do casulo intelectuóide e ir atrás de entender o país. Agora sim encerro meus argumentos.

  24. @João Vitor, fico muito feliz em saber que existem pessoas com uma linha de pensamento tão madura e coesa como a sua, não vivemos no país das mil maravilhas, mas somos nós que o constituímos e, se todos (ou ao menos a maioria) enxergassem a realidade como você, teríamos um lugar bem melhor para se viver. Sou fã de games há bastante tempo (Master System para ser + exato) e antes não existia essa desgraça de pirataria, acho que uma boa solução para quem gosta de ”devorar” jogos é alugar, me lembro que antigamente locava um game, jogava até ”zerar” e só depois
    usava minha mesada para comprar, ou seja tinha que valer a pena e não comprar só por comprar como se fossem bananas numa feira livre, tenho um vizinho que só compra jogo pirata e não é por falta de condição não, ele é engenheiro civil e ganha bem, tipo dos jogos que ele ”acumula” ele não joga sequer 30% do que possui, ou seja, de certa forma ele acaba comprando algo que no fim das contas não desejava tanto assim. Sobre o comentário que você fez a respeito da indústria de games não vir para o nosso país por conta da pirataria, em parte você está certo pois realmente este é um dos fatores limitantes, mas veja que o México que também é um país de terceiro mundo e que possuía mais piratas que o Caribe, conseguiu com o apoio do governo se tornar um dos pólos de maior consumo de games da América Latina chegando ao ponto de possuir lançamentos simultâneos com os EUA e até a distribuidora da Nintendo a Latamel fica lá! O Brasil já teve nos seus áureos tempos a única empresa no mundo que fabricava consoles e games Nintendo fora do Japão sabia? Foi a junção da Estrela+Gradiente que surgiu a Playtronic depois vindo a ser fabricado pela extinta Gradiente apenas. Acho ridículo o fato de 10 anos depois de um console ser lançado (PS2) a Sony venha fabricá-lo em nosso país e vendê-lo ao mesmo preço (ou até mais caro em alguns casos) do que se pagava via importação, em plena era PS3, HD’S e afins querem empurrar um produto obsoleto com preço de Top lá fora, fala sério tem que ser muito desorientado para cair nessa viu? Já na contramão vem a odiada por muitos a Micro$oft que está fazendo um trabalho louvável, pois diga-se de passagem o seu produto top de linha está sendo fabricado aqui e temos agora até games localizados para a nossa língua e preços bem mais praticáveis do que antes.

  25. George, não só agradeço pelo elogio, mas como agradeço por acrescentar mais informações e dados históricos que muito ajudam na conversa. Eu até me lembrei de tempos mágicos (rs) em que eu comprava jogos de Mega Drive juntando dinheiro de mesada. Nós Brasileiros matamos empresas como a Tec-Toy, ou falimos pessoal que queria fazer um jogo chamado Outlive, pois achamos que pirataria seria mais compensador.

    O discurso pró-pirataria não funciona. Usam até luta entre classes para se defenderem… mas na verdade os maiores praticantes, são os que socialmente já são mais favorecidos.

    Bem, não tenho muito o que falar. Abraço!

  26. não li tudo que foi escrito, mas tô com o Berje ali… todo esse falatório tem um ponto de razão, mas só enxerga o ponto de vista econômico.

    esse discurso é muito bonito — se vc for dono da Nintendo, quem sabe. mas não sou, e não sou eu que estou faturando RIOS de dinheiro MESMO com a existencia da pirataria, então porque eu deveria ignorar todos os pequenos detalhes e defender ele?

    não é o meu papel, nem sequer meu papel de cliente.

    isso pra não falar naquele assunto que todo mundo evita: quem não tem mp3 aí?

    e saudade de alugar fita não dá, né…

  27. Olá Jv.
    Você sintetizou de maneira brilhante todo seu pensamento e poder de argumentação ao dizer “não li tudo que foi escrito…” Isso também elucida grande parte da preguiça intelectual tupiniquim, então, obrigado pelo exemplo.

    Sobre mp3, bem, eu apenas as adquiro de maneira legal, seja pela iTunes ou com CD. Claro que muitos artistas disponibilizam de graça, então nesse caso eu faço download em suas páginas oficiais.

    Ah sim, não tenho nenhum produto pirata. Quando eu não tenho dinheiro, não compro. Não me acho no direito de roubar produto de ninguém, seja no supermercado ou em jogos de game. Prefiro me manter dentro da lei e respeitar o trabalho e esforço de outrem.

    Abs.

  28. Ah é, Jv, quase me esqueci.

    O que levou as locadoras de jogos à falência e está destruíndo as locadoras de vídeo é a pirataria. Legal não?

    Abs!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.