Konami’s Gamers Night – Cobertura do evento

Saudação aos leitores.

Ontem, quarta-feira, estive presente no badalado Konami’s Gamers Night, evento organizado com o intuito de trazer novidades e games da Konami para o Brasil nesse fim de ano. Foi uma noite bacana, com videogames, quitutes mil e muita gente não apenas da imprensa dita tradicional, mas também da internet e de outros veículos. Acompanhem.

P.S: ainda não pude subir todos os videos que fiz lá, então aos poucos vou atualizando com os que faltam. Se eventualmente tiver uma referência a algum video ainda não postado, peço paciência por parte de vocês.

Marcado para as oito da noite, cheguei ao local do evento com certa antecedência (um prédio muito bonito chamado The View). Para minha surpresa, o lugar já estava cheio de gente pronta para cobrir o evento da Konami, pessoal montando câmeras, chegando com credenciais, coisa e tal. Ali ocorreu o único momento de tensão. No instante que fui confirmar meu nome na lista, a simpática moça que recepcionava as pessoas deu aquele sorriso amarelo, e me disse de forma tétrica: “Err… não encontro seu nome na lista, senhor…” Naquele exato segundo, mentalmente fiz aquela cara das montagens da internet, e a minha mente gritava FUUUUUUUUU! Mas para meu alívio, exatamente ali ao lado (mesmo) estava o organizador do evento, e resolvi tudo rapidamente. Houve um pouco de atraso até tudo começar de fato, aí cada vez mais gente chegava e lotava o disputado corredor que dava acesso ao elevador que levaria a todos ao trigésimo andar, onde ocorreria o evento.


O disputado corredor de entrada


Assim que saimos do elevador, logo a primeira a direita tinha esse espelho


O Messi não tava com essa bola toda nos últimos jogos da seleção argentina…

Chegando enfim ao trigésimo andar, me deparei com uma cobertura muito bonita e bem decorada. Já de cara havia um espelho com um desenho daquela menina congelada do Silent Hill Shattered Memories, lançamento para Wii, PS2 e PSP, e um dos destaques da Konami naquele evento. Mais ou menos no centro do lugar tudo estava montado para o discurso que logo ocorreria com diretores da Konami. Havia um telão, a direita uma tribuna, e a esquerda do telão um piano (esse que aparece na foto era o tradutor dos diretores). Ao lado havia um grande balcão servindo todo o tipo de bebidas a noite toda, e quando falo de bebidas, falo de coisa fina. Champagne, uísque 18 anos, vinho argentino e por aí vai (descobri nesse evento que jornalistas bebem horrores). E ao fundo estavam os televisores com os consoles e jogos para o pessoal testar a vontade. Algum tempo depois da chegada enfim começou a movimentação para a grande apresentação que a Konami planejava para aquela noite.

Então entrou Erik Bladinieres, Diretor Regional da América Latina, e de cara avisou que não poderiam ser feitas fotos ou vídeos da apresentação. É, a parada era séria, amiguinhos. Ele começou o discurso daquele jeito burocrático que vemos nos vídeos de eventos estrangeiros. Agradeceu a presença do pessoal, falou da importância do Brasil e por aí a fora. Foi aí que veio a informação importante: A KONAMI VIRÁ OFICIALMENTE PARA O BRASIL. Depois foi a vez de David Daniels, diretor de Marketing da Konami para os EUA, discursar. Ele foi descrevendo os jogos que estavam lá no evento e mais alguns que apareceram no vídeo que ia sendo exibido a cada jogo novo que ele mencionava, incluindo Metal Gear Solid Peace Walker e Castlevania Lords of Shadow. Mas sobre esses dois, acho que o que foi exibido deles já havia sido mostrado naquela feira que ocorreu faz pouco tempo na Alemanha. No fim Daniels reforçou a importância do Brasil como mercado líder da América Latina (fiz uma “micro entrevista” com ele, está no vídeo).


Esse lugar ficou apinhado de gente depois


Serviam de tudo aqui


Sr. David Daniels discursando


“Micro entrevista” que fiz com o Sr. Daniels

Sobre os games

Claro que não passaria a noite sem experimentar pelo menos alguns dos games que estavam lá. A seleção era diversificada e havia opções para todos os consoles: Pro Evolution Soccer 2010 (PS3/X360), Silent Hill: Shattered Memories (Wii), SAW (X360), Dance Dance Revolution Hottest Party 3 (Wii), Karaoke Revolution (PS3), Zombie Apocalypse (X360), Pop n’Music (Wii), Tornado Carnage (PS3). Algumas mocinhas também andavam de um lado para o outro convidando o pessoal para experimentar um joguete de DS chamado Wire Way. O curioso é que quando perguntei para duas delas qual era o nome do jogo que elas estavam carregando de lá para cá, não sabiam responder. Até que uma enfim percebeu que o nome do jogo estava escrito no acessório preto encaixado na entrada de cartões do DS (sem sacanagem). Falarei um pouco sobre o que pude perceber dos jogos:

Pro Evolution Soccer 2010: não consegui jogar porque tinha fila o tempo todo e o pessoal que jogava não queria largar o controle. Durante o discurso, David Daniels fez questão de frisar que a versão 2010 é a mais fluida da série, inclusive ele chegou a dizer que não havia mais a necessidade de jogar quase o tempo todo com o botão de aumentar velocidade. Eu me lembro de já ter visto na internet várias reclamações que os últimos PES estavam rápidos demais, soando artificial até (especialmente em comparação aos últimos FIFAs). Aparentemente a Konami se esforçou nesse aspecto, além das adições que sempre ocorrem a cada atualização. Fora isso, houve uma bela evolução gráfica (ao menos no meu conceito, não sei para quem está acostumado a jogar todo ano), e nas animações, embora eu ainda tenha achado alguns bonecos levemente duros (aquele jeito típico que alguns correm no PES, vi muito isso na versão 2008 do Wii).


Versão do Xbox 360 do PES 2010. Não era perimitidas fotos nem videos do jogo rodando.

Silent Hill: Shattered Memories: confesso que não dava muito para esse jogo, mas pude ver que a Konami está se esforçando para lançar um bom game. Tecnicamente é impressionante e fluido em movimento. As animações, desde a cena com o psiquiatra até aquele encontro do protagonista (a bebida me impede de lembrar o nome dele) com aquela policial no bar (idem ao parêntese anterior) estão bem dirigidas, com os personagens agindo de forma bastante natural. O gameplay funciona muito bem, me acostumei rapidamente ao layout do controle e o personagem responde perfeitamente aos comandos. A movimentação também é muito bem feita, bastante acessível. Não vi ninguém tendo dificuldades nesse sentido. Meu único medo com o jogo é um só: pareceu-me chato. Eu ficava andando por cenários vazios, mais ou menos escuros e não fazia praticamente nada além de só andar e andar. Não encontrei um monstrinho sequer em vários minutos de jogo. Pode ser que o problema seja eu (nunca joguei Silent Hill antes, podem rir) e tenha manhas que eu possa desconhecer. Não sei, mas vi outras pessoas também perdidas lá e largando o jogo algum tempo depois.


Silent Hill Wii


O game está muito bonito ao vivo

Tornado Carnage: uma palavra para esse jogo: tosco. Trata-se de um joguete bobo e genérico em que o jogador assume o controle de um alien que vira um furacão que vai destruindo tudo por cenários pseudo-abertos. Digo pseudo porque havia vários lugares com uma fumaça amarela que limitava a liberdade de movimentação. Andei, destruí uns milharais e só fiquei com vontade de beber mais uma caipirinha. Pior jogo da noite.


Bonitinho, mas tem cara de ordinário

SAW: Também não joguei devida a alta concorrência para experimentar o jogo. Gráficos muito bons e animações bens executadas. O clima emula muito bem os filmes, com aqueles ambientes sujos e mal iluminados do manicômio desativado. Só achei bem estranhos os combates, os bonecos mal se tocavam, a colisão parecia ser meio problemática.


Os combates parecem meio estranhos mesmo

Dance Dance Revolution Hottest Party 3: Para quem está acostumado a série, não há grandes novidades aqui. O que vi de mais destaque desse jogo foi o uso da Balance Board e dos Miis dançando. Dava também para jogar com o wiimote, modo preferido pela maioria. Ninguém teve coragem de rebolar no BB.


A fulaninha não foi muito bem no videoclipe da Lady Gaga

Karaoke Revolution: Fez muito sucesso ontem a noite. O pessoal se divertia horrores estragando músicas consagradas. Como não gosto de karaokê, não dei muita bola para esse jogo. Valeu mais para rir do povo desafinando.


Coitado do Michael Jackson…

Zombie Apocalypse: Confesso que desconhecia por completo a existência desse jogo. Pelo que pude sentir, trata-se de um blood bath com zumbis em cenários bastante amplos. Ficava bem mais legal em dois jogadores detonando geral a zombizada com vários tipos de armas. Tecnicamente bem feito, bons gráficos e animações.


Maluco jogando o Zombie Apocalypse


O jogo rodando

Wire Way: Joguete simpático do DS. Ficava um bichinho preto andando de um lado para o outro da tela de baixo, cabendo ao jogador puxar cordas para ir jogando o bichinho para o alto e avante. Mexi pouco com esse jogo, mas me pareceu simples demais mesmo para o padrão do DS.

Pop n’Music: joguete musical simples para o Wii. Colorido, cheio de bichinhos e alegre até dizer chega. O foco aqui era batucar uns botões coloridos seguindo o ritmo das musicas tocadas.

Apenas uma notinha rápida: foi impossível qualquer avaliação do som dos jogos. O barulho das pessoas somada a música ambiente impedia qualquer audição apurada deles.

Por fim…

Foi um evento deveras agradável e torço para que tenha mais desse tipo por aqui. Também achei muito legal essa aposta da Konami no Brasil, o que mostra que apesar de todos os pesares, eles acreditam que o nosso país é um lugar que vale a pena se investir. Já pensaram se um dia a Capcom fizer um evento parecido? Torço muito para isso. Dada a quantidade de profissionais de diversas emissoras de televisão, em que pude ver gente da ESPN, RedeTV, Cultura e PlayTV ( aquele canal do Luciano “Lucas Silva e Silva” Amaral – ele deve odiar esse personagem, hehe), por óbvio se tratou de um evento importante e de destaque. Fiquei feliz por ter feito parte disso. Veremos que frutos essa história toda envolvendo a Konami renderão. Se houver mais notícias a esse respeito, ficarei esperto para ficar sabendo o quanto antes e informar vocês.


Jigsaw ficou de olho na sensacional caiprinha de Rum.

Além disso, um passarinho bem informado me disse (sem qualquer detalhe, porém) que nós devemos esperar mais coisas boas para o fim do ano. Depois eu ouvi a palavra Sony. O resto fica pela interpretação de vocês.

Vou ficando por aqui, até mesmo porque liguei a televisão e começou o Globo Rural com um tiozinho discutindo o preço da arrouba do boi, o que significa que passei muito da hora. Abraços e até o próximo post.

André V.C Franco/AvcF – Loading Time.

*Crédito para legendagem e tratamento do video com David Daniels: Carol, site Start Select. Muito obrigado!

32 thoughts on “Konami’s Gamers Night – Cobertura do evento

  1. Eu, como um old school em termos de Konami (o MSX era praticamente deles, convenhamos), aguardo ansiosamente por um novo Knightmare e o resgate do Pentarou, o hoje praticamente desconhecido mascote da Konami (e sim, um Parodius Rebirth pra ontem!).

  2. Bom, eu só espero que isso induza o Brasil a diminuir os impostos para os aparelhos eletrônicos, pq com esses preços atuais será difícil alguma empresa de games se manter por aqui…

  3. micro ao extremo…XD
    e poxa curti alguns dos games(menos pes,pq apos fifa07,pes viro coisa criança pra mim…)
    e eu to doido pra saber do novo mgs…
    e caramba,meteram umas braçadeiras nos consoles hsuAHShaoush
    eita confiança…

  4. Espera aí… A Konami vem oficialmente para o Brasil?! O.O”
    Vivaaaaaaaaaaaaaaa!!!

    Isso quer dizer que os jogos da Konami receberão o mesmo tratamento dos jogos da Warner (capa e manual traduzidos)? Se sim, além dos PES, teremos a possibilidade de ter outros jogos localizados (com legenda e/ou dublagem)? Tomara que sim… Ah, Silent Hill em português… *o* [/sonho]

  5. ghuahuahauhau, olha o Thales por aqui. Aonde eu vou eu te acho mano. até na EGM eu já te achei . ghuahauhuahua.

    Comentario preocupante esse a respeito do Silent Hill. Não tava botando muita fé no jogo por acha-lo muito parado. Ai o sujeito me joga e me confirma justamente isso. Já não bastasse o lance de não poder atacar os inimigos, esse jogo tá me parecendo Fail total.

  6. Eu achei os gráficos de Silent Hill muito bons pro padrão do Wii. Caramba, ficaram excelentes, principlmente a animação e a luz. Mas esse game não ia sair para o PS2 tmbm?

  7. Nossa, esse evento me pego de surpresa.
    Eu nem fazia idéia da existência dele.

    Mas que ótima notícia hein??Konami no Brasil.
    Agora tomara que o negócio ande.

    @Flavio

    Vai sair sim, e para PSP também.Mas, segundo a Konami, esse jogo será originalmente de Wii e os outros serão port.
    De qualquer forma, o jogo está realmente muito bonito.
    Compra garantida.

  8. Se é o Thalesado do Mackenzie eu não sei, mas que o jeito de escrever é identico isso é. hehehe
    EGM é a revista não o site, tem uma Materia do Thales Nunes lá falando sobre RE04. E o Thales que eu, acredito que seja, é um que frequenta constantemente o site Wii-Brasil.com
    De um jeito ou de outro, peço desculpas pela confusão.rsrsrs

  9. Valeu Contra, mas fiquei sabendo hj que provavelmente o meu sobrinho que mora comigo vai ganhar um Wii no fim do ano huhu!!!! Vou esperar e jogar a versão dele.

  10. @NitroxxBR

    Quer algo sanguinolento no Wii??
    Joga Madworld.
    Não gosto dele, mas o que não falta é tripa e sangue voando pela tela.Em certas partes você sente até nojo.

  11. avcf…tipo,nao sei se ja falei,mas eu moro em foz do igualu-pr,e fica ao lado do paraguay,e fui semana passada la e perguntei o preço do ps3,PÁSME o ps3 40gb tava 140 dolares,ou 260 reais…

    não tem nada a ver com o assunto mas eu queria comentar…:)
    quando der eu vo la e compro,se ainda tiver…

  12. “Boa a notícia da Konami vindo pra cá. Parece que a coisa por aqui aos poucos vai melhorando.”

    A Konami está com cada jogaço (:-s )que esse evento e nada é a mesma coisa, Castlevania que é bom nem o vídeo.

  13. Procurando outra coisa na net me deparei com esse bog, e ví o infeliz comentário que o acvf, sobre o “ç” que adicionei a uma palavra: quem parar pra pensar um pouquinho, conclui que esbarrei na tecla “ç” enquanto adicionava o acento circunflexo a outra letra. Tanto que continuei a grafia de forma correta. Então foi um acidente, não um erro ortográfico
    E no mais, tentar desclassificar um comentário apontando um “erro” de grafia..olha, campeão vc.

    No mais….até nunca mais

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *