Jornalista odeia tanto o Wii que fala bobagem duas vezes

Saudações aos nobres leitores.

No que talvez possa ser o primeiro tópico polêmico do blog em 2009, volto a discutir o Nintendo Wii, console mais discutido e mal compreendido de todos os tempos. Nesse post farei um pouco diferente, ao invés de apenas traduzir um texto formal, comentarei e colocarei pontos de discussão em cima da opnião de um ilustre jornalista que realmente entende de videogame. Querem saber de quem se trata? Cliquem na continuação do link, como sempre.

O jornalista a que me refiro é ninguém menos que Steven L. Kent, autor do livro Ultimate History of Videogames, simplesmente o melhor livro sobre a história dos jogos eletrônicos que tenho conhecimento. Sua obra é tão bem escrita e completa que não só eu já li e reli diversas vezes, como foi base para vários textos publicados aqui no blog, como a série Mitos da Sega, por exemplo. Kent é um jornalista experiente, realmente entende do assunto, já entrevistou boa parte das principais figuras de meio, de Shigeru Miyamoto a Yuji Naka, de Alexey Pajitinov a John Romero. Ou seja, não preciso mais de nada para afirmar que o cara possui credenciais para falar sobre a indústria dos videogames. Importem Ultimate em um Amazon da vida e atestem por vocês mesmos a qualidade do que está escrito lá. Não estou brincando quando afirmo que é o melhor livro do gênero.

Por outro lado, justamente por isso que me surpreendi de forma tão negativa quando descobri seu blog e li um post intitulado “Admitting I was WRONG to Wii and Wired”. Em linhas gerais o jornalista começa seu texto admitindo que havia errado em sua previsão quanto ao sucesso do Wii, em que havia dito que o console se tratava de uma bolha que estouraria em 2007. Ao invés de simplesmente reconhecer seu erro e refletir a cerca dos porquês do naufrágio de sua previsão analisando fatos e dados, o jornalista despencou ladeira abaixo, com um texto rancoroso, amargurado e com ironias pobres. Não traduzirei na íntegra para o post não ficar longo por demais, apenas os pontos que serão discutidos aqui, mas o original se encontraaqui.

Bom, vamos do começo. Logo após Kent adimitir que sua previsão falhou e que a opinião de um colega seu é que estava correta, ele começa seu choro com esse parágrafo (já traduzido):

O que eu posso dizer? Mesmo após duas décadas como jornalista de games e mais de 30 anos como um viciado em videogame, eu entendi mal o mercado. Eu não previ a maioria do mercado escolhendo um console que não tinha nada melhor que Wii Music e um port muito sólido da versão GameCube/DS de Animal Crossing para o natal. Chris, você acertou.

Para aqueles de vocês que tiveram um natal fingindo tocar tuba no seu Wii, eu lhes desejo um maravilhoso 2009.

Nem parece que a mesma pessoa que escreveu Ultimate History foi responsável por esse texto. É estranho como um jornalista que se diz tão experiente (e é de fato) tenha caído na vala dos homens pássaros. Aqui surge o primeiro de uma coleção de sofismas que o autor usa para justificar seu ódio ao Wii (mais para frente eu falo disso). Quando diz que não há nada melhor que os jogos citados para se jogar no natal, é claro que Kent se refere aos lançamentos natalinos da Nintendo, mas nas entrelinhas ele tenta passar a idéia de que não há mais nada que preste para se jogar. Curiosamente eu passei muito bem o natal jogando Call of Duty: World at War e Shaun White Snowboarding, dois games muito bem avaliados pela critica (82 e 79 respectivamente no Metacritics), ambos lançados em novembro. Estranho que o Wii é acusado de ser tão ruim e tão pior que seus pares de geração, mas seu CoD tem apenas dois pontos a menos que a versão X360 no Metacritics, enquanto SWS do console verde despenca para um medíocre 62. O comentário que encerra o parágrafo é simplesmente constrangedor, digno dos piores istas de fóruns de videogame, nem perderei tempo comentando isso.

Após falar sobre algumas impressões negativas de eventos de 2007, Kent prossegue com a seguinte pérola:

Enfim, após 18 meses no mercado, o inventário do Wii ainda não correspondia a demanda em nenhum lugar, mas as únicas coisas que as pessoas jogavam em seus consoles eram tênis, boliche e boxe. Em outras palavras, ainda estavam jogando Wii Sports.

Novo sofisma. O autor usa um mito com que muitos jogadores justificam seu preconceito quando querer falar mal do Wii, porém quando confrontada com a realidade, a crença derrete em instantes. Para provar o que digo mostro uma lista dos million sellers do Wii:

Wii
Wii Sports – 17,850,000
Wii Play – 9,230,000
Super Mario Galaxy – 5,190,000
Mario Party 8 – 4,350,000
The Legend of Zelda: Twilight Princess – 4,300,000
Super Paper Mario – 2,160,000
Big Brain Academy: Wii Degree – 2,000,000
Mario Strikers Charged – 1,650,000
Metroid Prime 3: Corruption – 1,140,000
Link’s Crossbow Training – 1,070,000
Wii Fit – 1,050,000
Fonte – Essa lista é de janeiro de 2008, portanto período anterior aos 18 meses estipulados pelo jornalista. Agora mais uma lista, desta vez envolvendo apenas jogos de terceirizadas, de março de 2008:

Mario & Sonic at the Olympic Games (3.4 mil)
Guitar Hero III: Legends of Rock (1.8 mil)
Resident Evil 4: Wii Edition (1.6 mil)
Rayman Raving Rabbids (1.2 mil)
Carnival Games (1.2 mil)
Sonic and the Secret Rings (1.2 mil)
Red Steel (1 mil)
Jogos que estavam para chegar ao 1KK:
Resident Evil: Umbrella Chronicles (900k)
LEGO Star Wars: The Complete Saga (900k)
MySims (850k)
Fonte

Aqui tem mais uma lista com million sellers, mas como a fonte foi o vgchartz, não confio muito. Pois é, todo mundo comprou esses jogos, mas ninguém jogou, exatamente como aquelas estantes cheias de livros apenas decorativos, já que ninguém os lê. Fora que desconsiderei os jogos que venderam na faixa dos 200 a 500 mil, que embora não tenham sido blockbusters, foram bem comercialmente. Após ver esses dados, alguém ainda realmente acredita que após um ano e meio de console as pessoas só jogavam Wii Sports? Seriam esses dados de vendas fruto de alucinação coletiva?


Sonic and the Secret Rings vendeu mais de um milhão de cópias de seu lançamento até março de 2008. Mesmo assim para Kent, ninguém jogou.

Para finalizar essa primeira parte, o autor fez uma comparação deveras infeliz:

Na época, eu começei a chamar o Wii de ‘Wii Sports Delivery System’. O nome não era inteiramente original. Eu estava parafraseando alguma coisa sobre o Xbox original que um executivo da Electronic Arts me contou uma vez.Quando o Xbox foi lançado, a única coisa que as pessoas pareciam jogar era Halo. Ele começou a chamar o console da Microsoft de ‘The Halo Delivery System‘.”

Para dar alguma consistência ao que foi dito acima, o jornalista chega ao ponto de relacionar o Wii com o Xbox, console com características completamente diferentes e de uma geração anterior. Assim como mostrei que a tese de que as pessoas só jogavam Wii Sports é falsa, também é uma clara exageração o que ocorre com o console da MS. Além de ter vendido mais do que o Gamecube, o Xbox teve vários million sellers. Se ninguém jogava mais nada além de Halo, como explicar que Project Gothan Racing, Star Wars: Knights of the Old Republic e Splinter Cell ultrapassaram a barreira de um milhão de cópias? Ou como explicar os quase dois milhões de cópias da versão do console de Fable? Acho até meio desconexo um executivo da EA ter dado tal declaração quando somadas as versões 2005 e 2006 de Madden NFL venderam 2,8 milhões de unidades no Xbox. Será que ele desconhece o quanto a sua companhia vendia naqueles tempos? Se duvidarem do que digo, acessem aqui e aqui.

Quanto ódio nesse coraçãozinho

Quando os argumentos acabaram, ao invés de encerrar o texto, Kent preferiu partir para uma linha ainda mais ranzinza. Nessa parte faz metáforas etílicas que nadam acrescentam ao já pobre texto e demonstra uma raiva e um ódio ao aparelho da Nintendo que a mim não faz o menor sentido. O pior de tudo a meu ver que depois de criticar a empresa e o console, no fim sobra até para os jogadores, tratados como seres acéfalos e acríticos:

Chris Kohler, você estava certo. Os chame de jogadores casuais, ou como gosto de dizer, ‘trágicos’, aparentemente Carnival Games e Pokemon Battle Revolution eram o que as massas realmente queriam jogar. Julgando pelas vendas de Wii Fit, as pessoas realmente queriam fazer exercícios com seus consoles, não jogar videogames neles.”

Além de ser um parágrafo marcado pelo preconceito e pelo sarcasmo, novamente as idéias contidas nele podem ser facilmente rebatidas. Na primeira parte do artigo “Os homens pássaro e a falácia casual” (publicado aqui no blog) Sean Malstrom já dizia com correção : “Toda vez que vocês lerem “jogos casuais” nas noticias, apenas troquem “casual” pela palavra “retardado” e você entenderá como verdadeiramente isso é encarado pela indústria. “Existe um boom dos jogadores casuais” deve ser traduzido como “Existe um boom dos jogadores retardados”. A “Divisão de Jogos Casuais da EA” é realmente traduzida como “A Divisão de Jogos Retardados da EA”.” Dentro desse raciocínio, o texto de Kent da a entender que os jogadores do Wii são verdadeiros palermas, incapazes de escolher um jogo por conta própria e incapazes de reconhecer um jogo de qualidade, mesmo diante de um. Battle Revolution não aparece bem posicionado em nenhuma das listas de mais vendidos do Wii, enquanto que Carnival é uma rara excessão de jogo ruim que alcançou o sucesso. No lamaçal de shovelwares disponíveis para o console da Nintendo, todos fracassaram de forma épica nas vendas, não importa por qual empresa tenham sido lançados. Pegar uma exceção para criar uma regra é querer fabricar a realidade.

No final, o texto de Kent se transforma em uma trilha de lágrimas, uma seqüência de lamurias e lamentações só para disfarçar a incrível dor de cotovelo do jornalista devido ao sucesso do Wii. É até patético mesmo.

Por fim…

Ao contrário do que muitos pensam (e alguns devem realmente querer acreditar), não defendo nenhuma forma de fanatismo, nem para mim nem para os outros. Não quis aqui dizer que o Wii é a oitava maravilha do mundo, ou que seja a última bolacha do pacote. Se alguém me perguntar: “mas puxa, AvcF, você ficou satisfeito com o ano de 2008 do Wii?” Digo sem sombra de dúvidas que não. Na minha visão, a Nintendo falhou não apenas na distribuição dos seus principais lançamentos, concentrando demais no começo do ano e deixando o final sem nada de realmente expressivo, como o braço americano pecou em seu conservadorismo excessivo, ignorando os apelos dos jogadores e deixando de lado lançamentos de jogos como Fatal Frame 4, Tenchu (que no fim será lançado pela Ubisoft), Disaster: Day of Crisis, Sky Crawlers, entre outros que não me lembro agora.

Em algumas partes do ano a sensação que dava era até de certa prepotência, como se a empresa não precisasse se esforçar muito para fazer sucesso. Era incrível ver o PS3 e X360 recebendo jogos de peso enquanto nada se anunciava ou se fazia por parte da Nintendo. Ao menos, o fracasso tanto comercial quanto de crítica de Wii Music deve ter acendido um sinal amarelo na Big N. Por outro lado, as terceirizadas melhoraram com vários bons lançamentos em 2008, mas ainda sim, em quantidade insuficiente e nenhum dos jogos teve força para ser considerados clássicos. 2009 sinaliza ser um ano mais expressivo para console com anúncios como Punch Out, The Conduit, Klonoa, Monster Hunter 3, Final Fantasy Crystal Bearers, Fragile: Farewell Ruins of the Moon, Arc Rise Fantasia, Muramasa: The Demon Blade, The House of the Dead: Overkill, Cursed Mountain, e por aí vai.

Reafirmo por fim, o meu respeito pela obra de Steven Kent, até mesmo por isso que nenhuma de minhas criticas tenham sido pessoais. Mas que ele pisou na bola feio, isso é fato.

Agora aguardo as opiniões de vocês. Concordam, discordam? Ou muito pelo contrário? Abraços e até a próxima postagem.

André V.C Franco/AvcF – Loading Time.

12 thoughts on “Jornalista odeia tanto o Wii que fala bobagem duas vezes

  1. Desconheço totalmente a obra, mas pelo seu reconhecimento a ela acredito ser de suma importancia para qualquer apreciador de videogames. No entando, realmente fica difícil acreditar que uma pessoa tão culta em assuntos gamísticos possa ter falado atrocidades como essas… humildade nao reina naquele corpo. O wii é um console excelente, a nintendo sempre alertou que graficos não era o potencial. Acredito mesmo q o wii remote possa ser utilizado de formas mais criativa e ainda melhor (veremos com o wii motion plus), pois até agora, salvo alguns pouquíssimos jogos, como o próprio wiisports, kororinpa e talvez boom blox, nao há titulos q utilizem bem dessa ferramenta. Contudo, há sim títulos que mesmo sem um eficaz uso do wiiremote oferecem muito na hora de jogar, como o call of duty WAW e o seu excelente modo online, mario kart (meu favorito) entre outros.
    Enfim, acredito mesmo que esse descaso total com o console da Nintendo seja simplesmente para nao dar o braço a torcer, que talvez um dos maiores conhecedores de video games tenha errado tão profundamente em uma previsão.

  2. O livro é de fato tudo aquilo que falei, por isso até foi um choque para mim que um sujeito que escreveu aquela obra fosse o mesmo autor desse texto tão pobre e rancoroso quanto o de seu blog. A princípio foi uma decepção, mas quando fui refletir sobre o que tinha lido, vi que merecia um texto a respeito.

  3. Não posso dizer que concordo com ele, mas também não posso dizer que concordo com o que você diz. Primeiro, porque sinto que há uma pequena gota de “protecionismo” quando você decide falar da Nintendo, talvez pelo fato de tantos a odiarem apaixonadamente. Segundo, porque o que ele diz tem uma certa ponta de verdade. Os números que você prega, de outros jogos vendendo 1 milhão de unidades, são relevantes mas não tão expressivos como os 40 milhões do Wii Sports, como podemos ler em um trecho do gizmodo brasuca, onde “Segundo dados do VGChartz.com, no final do ano passado Wii Sports ultrapassou Super Mario Bros. e passou a ser o video game mais vendido de todos os tempos – foram 40,24 milhões de unidades comercializadas até a semana que se encerrou no dia 27 de dezembro”. Obviamente, o jogo alcançou esta marca pois foi vendido “em pacotes com o respectivo console”, mas mesmo assim, é uma marca incontestável, que deixa todos os outros jogos que você comparou bem atrás.

    Agora, quando ele usa de adjetivos e ironias para falar mal dos jogadores e da estratégia da Nintendo, aí eu concordo que ele realmente se perdeu, talvez por não suportar o fato de ter levado uma rasteira do próprio mercado de games. Ele tem todo o direito de expressar sua opinião, mas não de agredir ou ironizar uma empresa que merece o respeito de todos, principalmente por fazer de um console reconhecidamente inferior (em termos gráficos) ser um sucesso de vendas, em tempos em que a qualidade da imagem é tão divulgada e cobiçada (vide repercussão da tv digital, Blu-Ray e etc).

    Porém, quando ele diz que a maioria dos usuários é de jogadores de Wii Sports, isso é fato. Mesmo com outros jogos vendendo bem, a grande maioria tem apenas este jogo (ou o tem como o “principal” da prateleira), o que nenhum número de vendas pode negar. Além do fato de que foi o Wii Sports que popularizou bastante o console entre os “jogadores casuais”, ou o “novo público alvo”, etc.

    Mas essa é só a minha opinião. Gosto bastante das coisas que você escreve (concordando com umas, outras não =D). Parabéns pelo texto. =]

  4. Obrigado pelo elogio, Last!

    Com relação ao que você escreveu, discordo apenas quando você diz “…concordo que ele realmente se perdeu, talvez por não suportar o fato de ter levado uma rasteira do próprio mercado de games.”

    Kent não levou uma rasteira do mercado de games, mas sim de seus próprios preconceitos e de sua miopia “hardcore”. Prova disso foi que ele perdeu as estribeiras de vez, quando ao responder um usuário, atacou um site sem qualquer motivo prático. Aí ele tomou uma surra argumentativa de Sean Malstrom (olhe esse link para entender melhor: http://seanmalstrom.wordpress.com/2009/01/09/why-did-steve-kent-bash-gonintendo/).

    Por outro lado, não questiono a significância de Wii Sports, tanto comercialmenta quanto por sua capacidade de atrair quem não está familiarizado com os games. O que mostrei de forma clara no texto é que é falsa a idéia de que os compradores de Wii só jogam esse jogo, quando os dados mostram que os bons titulos do Wii vendem bem e tem compradores. Em uma parte de seu texto, Kent afirma que os jogadores queriam mesmo era Carnival Games e Pokemon Battle Revolution, tese essa que esfarelou-se quando confrontada com a realidade. E esse é só um exemplo.

    O Wii não é um console tão difícil de se entender assim, isso quando é encarado sem conservadorismo e sem filtros bocós como hardcore e casual.

  5. Olha, se a Nintendo tava sumida e queria dar um jeito de aparecer ela conseguiu. Quem é Microsoft ou Sony e seus respectivos consoles para serem tão falados assim.

    Obs.: pra mim esse tipo de comportamento do cara é falta de mulher, he he he.

  6. sei não, tem muita gente que compra um wii e consequentemente o wii sports, e nunca mais joga (sou um exemplo disso). os jogos best sellers, 4 milhoes desse, 5 daquele, são repartidos aos donos de wiis, e certamente esse proprietário não fica somente no wiisports, com tantas outras opções no mercado, inclusive no informal. Eu acho q coloquei o wiisports umas 5 vezes no console e nunca mais. Consumidor não é tao burro qto alguns pensam, e o efeito “mágico” proporcionado pelo jogo se dissipa em algumas horas jogadas. avcf, qual a venda de wii music até agora? com certeza nao chega aos 17.850.000 unidades de wii sports vendidas obrigatoriamente ao consumidor em adquirir um wii.

  7. AvcF, arruma lá no começo, tá “opnião” ao invés de opinião. Só uma pergunta, esse livro não tem foi traduzido, foi? Quanto ao texto, parece que esse cara perdeu uma aposta e pagou muito caro por isso. Ele realmente parece revoltado. Acho que o Wii é um console muito bom, e quanto aos games dele, muitos deles chegam a ser brilhantes. Essa geração parece que vai ser a geração dos games multi-plataformas, como grande prova, ai está o Final Fantasy XIII vindo para o 360. Com isso o Wii está ganhando muitos games bons, não podemos nos esquecer da plataforma PC, que vem comendo pelas rabeiras e a tempos está se mostrando uma plataforma para o futuro. Novamente mais um exemplo é o Street Fighter IV para PC, alguem se lembra do ultimo game de luta para o PC, hein? Voltando para a terra, queria terminar lembrando que uma parte do sucesso do Wii se dá pelo seu preço bem acessivel, que convenhamos, aqui para nós, pobres mortais de um pais “sub-desenvolvido”, isso interfere muito. Como disse em outro post eu gosto bastante do Wii, mas se fosse para ter um, também gostaria de ter um 360 também. Ai AvcF, belo post, parabéns, isso ainda vai dar muto pano para manga. Abraços

  8. Opa, valeu pelo elogio e pela correção. Ainda tenho uma maldita mania de escrever opnião com p mudo. A sua visão é correta, apenas em um ponto que discordo, que é em relação ao preço. Esse nunca foi um fator decisivo para um videogame vencer uma geração. O próprio Gamecube sempre foi o mais barato de sua geração e ficou em último. O Super Nes era mais caro que o Genesis e mesmo assim venceu o duelo dos 16-bit. Fora que aqui no Brasil temos a situação bizarra de o PS3 ser mais barato que o Wii em muitas lojas.

  9. Nossa, PS3 custando mais caro que o Wii? É realmente estou por fora desse assunto, é que aqui o Wii é mais barato. Com os exemplos que você deu provou que minha tese estava errada. Abraços

  10. Provavelmente da lista de jogos que devem pintar no WII em 2009,MADWORLD,jogo criado por ex-funcionários da capcom e distribuido pela sega é o que mais vai receber atenção.

  11. No caso da relação Xbox/Halo que fora feita é porque de fato o Xbox em seus primeiros meses teve como chamariz o tal jogo. Todos compravam o Xbox “porque tinha Halo”. Se você puder observar algum índice de vendagem com cronologia, eu não pensaria duas vezes em apostar meus dedos (que são muito úteis nessa área) dizendo que o Halo foi a maior venda disparada nesses meses.

    A mesma coisa aconteceu com o Wii Sports.

    Mas todos estes acontecimentos não tiram a estupidez deste jornalista (que, inclusive, vou ler este livro). Ele com certeza é preconceituoso perante ao “se mexer” enquanto joga (como eu fui no começo) e se esqueceu que os videogames AINDA pertencem à indústria do entretenimento.

    PS. Parabéns pelo blog, vou passar a lê-lo. E estou pensando em fazer um blog sobre videogames, com um ponto de vista um pouco diferente. Who knows?

  12. Bacana que tenha gostado do blog, Alexandre. Sobre o Xbox, não sou louco de dizer que Halo não foi o maior destaque do console durante um bom tempo, ou que não era um system seller. Mas o que mostrei no texto era que a noção de que só se jogava Halo era falsa, algo que comprovei pelos números de vendas de diversos títulos.

    Ultimate History of Videogames é sensacional, pode ler sem medo que vale muito a pena. Até por isso que no começo foi muito estranho eu ter que separar o autor do livro, do bocó preconceituoso e rancoroso que se ressentia pelo fato do Wii ter passado uma rasteira em sua previsão furada.

    Espero que continue a ler o blog. Valeu.

    AvcF.

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