Game Contraste: Michael Jordan Chaos in the Windy City

Saudações aos boleiros.

Confesso que essa eu fui fundo na obscuridade. Falarei aqui de um jogo que provavelmente nem os programadores que trabalharam nele devem se lembrar da existência dessa coisa. Trata-se de Michael Jordan: Chaos in the Wind City, um joguete mais sem graça que picolé de chuchu, pior que kisuco de graviola quente e sem açúcar. Vamos em frente.

Ao lado do indecente Shaq Fu, Michael Jordan CitWC é um daqueles jogos bizarros envolvendo celebridades esportivas, que visavam somente ganhar uns trocos em cima do nome e da popularidade da estrela que for.

Logo de cara, a capa já denuncia isso, mostrando o astro do basquete em uma pose que simulava movimento, com Jordan fazendo cara de mau (a troco de que eu não sei) e segurando uma bola de basquete pegando fogo em uma mão e uma de gelo na outra mão. Ele está usando uma camiseta regata branca que lembra a do pessoal que joga basquete de rua, fazendo o contraste correto com sua pele negra, o que o realça ainda mais no primeiro plano. O logo alaranjado soa feio hoje, mas era comum naquele começo de anos noventa, acreditem, além de compor os espaços sem que ficasse nenhum buraco na composição. O céuzinho esverdeado não fede nem cheira, mas é propositalmente sem graça, pois é o jogador quem deve ser a figura de destaque.

Por outro lado, o jogo em si não tem destaque algum. Embora tenha havido um esforço de criar uma estética cartunesca própria, todos os elementos sem exceção são genéricos, não possuem qualquer detalhe ou característica que os diferencie uns dos outros. Tecnicamente os gráficos até são bons, mas tudo é absolutamente estranho e sem sentido, com fases longas e monótonas, pois o design geral é tão confuso que nunca sabemos ao certo para onde ir e o que fazer. A movimentação imprecisa do Jordan aliada a um design de fases frustrante, torna o jogo artificialmente difícil e ainda mais sonolento. A paleta de cores meio escura da maioria das fases contribui para a monotonia geral.


Mais emocionante que uma rodada de bingo do clube dos idosos lerdos

Para ter alguma coisa de basquete no jogo, os movimentos do Jordan se resumem a enterradas e arremessos, que obviamente são completamente contraproducentes em boa parte das situações de enfrentamento dos inimigos. Para compensar, existem bolas com vários efeitos, como fogo, gelo, uma que bate e volta, uma roxa uva, mas no fim das contas são inúteis pois a bola padrão resolve do mesmo jeito e não tem a quantidade limitada. O som é genérico e acompanha a mediocridade do resto do jogo, com suas musiquinhas que não empolgam nem para ambientar elevador ou sala de dentista.

Não servia nem para alugar, de tão chato que era. Pelo menos deve ter servido para deixar o Michael Jordan um tantinho mais rico, além da EA, claro. Ainda bem que a moda dos jogos com celebridades do esporte ficou nos anos noventa junto com as carreiras daquele pessoal.

Abraços e até o próximo post.

André V.C Franco/AvcF – Loading Time.

4 thoughts on “Game Contraste: Michael Jordan Chaos in the Windy City

  1. haha esse eu tmbm lembro tinha na locadora que eu frequentava, mas nunca tive curiosidade de pegar. Mas akeles carinhas com cameras que ele esta matando são paparazzos? Não entendi direito, e pq eles estão usando roupas de gangster estilo Dick Tracy? eu hein!!!!!

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