Explicando a geração playstation

Saudações, senhores internautas.

Os que acompanham esse blog com certa freqüência, devem ter notado que o texto sobre o Mega Man 9 causou certa celeuma em alguns. A razão do ódio foi uma expressão que uso algumas vezes aqui, o termo “geração playstation”. Uns acharam que era generalização ou preconceito, o que até parecia mesmo, pois eu ainda não havia explicado o sentido por trás do uso dessas palavras. Pois bem, aproveitarei esse post para definir o que essa expressão de fato significa, além da razão de tantas criticas que faço a esse grupo em específico.

Mas afinal quais são as características e como categorizar esse grupo? Bom, vamos lá que eu explico. Caracteriza-se como geração playstation aquele grupo de jogadores que ou nasceram ou começaram a jogar videogames no início da década de noventa, mais precisamente quando o console Playstation foi lançado. O aparelho da Sony foi responsável por estabelecer alguns paradigmas da indústria de jogos, como a popularização dos CDs como mídia dos games (3DO e Saturn também já rodavam jogos em CDs), a explosão dos jogos tridimensionais, além da consagração de jogos destinados ao público “adulto”, com temas violentos e às vezes até sexuais, como GTA 1 e 2, Driver 1 e 2, Fear Effect, Resident Evil, Silent Hill, etc. Por um lado, o PS1 foi um grande console (o melhor de sua geração provavelmente) e teve conquistas importantes, por outro, criou uma legião de babacas que estão aí até hoje enchendo o saco dos verdadeiros gamers, aqueles que realmente conhecem a apreciam todos os jogos de qualidade, sem preconceitos.

Então quer dizer que todos os que “nasceram” para os games a partir de 94/95 são idiotas? Claro que não. Ou que não existam jogadores babacas anteriores a esse período? Também não é isso que quero dizer. Agora que já contextualizei o termo, parto para dissecá-lo melhor. Como disse no parágrafo anterior, o PS1 foi responsável por diversas conquistas. O paradoxo é que parte dos jogadores que as experimentou não tinham conhecimento nem discernimento gamístico para refletir sobre elas, aí começou o problema. Seguimos em frente.

Devido ao crash de 1984, a Nintendo para poder vender e promover o NES teve que evitar a todo custo o emprego do termo “videogame” e vendia seu aparelho como um brinquedo. Começava aí a imagem de que games eram coisas destinadas apenas a crianças, conceito esse que ainda ecoa no inconsciente de muita gente. Mesmo a Sega buscava um público próximo, apostando principalmente nos pré-adolescentes. A Sony foi realmente a primeira empresa que conseguiu romper essa barreira, tornando seu console atrativo também ao público dos 17 aos “vinte e poucos anos”. Naturalmente que deveriam ter jogos para essa faixa, e aí que começaram a surgir boa parte dos títulos que eu citei anteriormente. Agora imagine a cena: um moleque na faixa dos onze aos catorze anos mais ou menos, com pouco conhecimento em games jogando umas partidas de Driver. Aí ele para e olha, por exemplo, Mario 64 ou Banjo n’ Kazooie. Já imaginou o que um ser desses iria dizer né?

Um gamer com mais “bagagem”, com mais tempo de joystick, jogaria tanto Driver quanto Banjo, aproveitando ambos com suas virtudes e propostas de gameplay. Já o personagem do exemplo acima provavelmente diria: “Que porcaria! Esse Banjo é joguim de criança”, como se o fato de um game ter visual cartunesco ditasse sua qualidade. Eu presenciei situações como essa diversas vezes e provavelmente vocês também devem ter visto e ouvido coisas parecidas. O curioso é que uma espécie de prepotência e um sentimento de auto-suficiência começaram a crescer nessa turminha do barulho, embora baseados em preconceitos e idéias vazias, muitos realmente acreditavam (e ainda acreditam) que entendiam mais do que os outros só porque jogavam games destinados a um público mais velho. É mais ou menos a mesma reação babaca daqueles moleques que conseguem entrar para assistir um filme destinado a maiores de idade.

Outro problema foi a pirataria massiva que tomou conta a partir daquela geração. Não que não existiam jogos piratas antes, mas os infames CDS “genéricos” escritos errado com caneta de retro-projetor, tomaram conta naquela época. Com jogos tão baratos e fáceis de conseguir, era comum a turma com estojos de cem ou até duzentos CDS. A molecada comprava qualquer porcaria e enterrava poucas partidas depois, o que fazia com que qualquer senso crítico a respeito dos jogos fosse desnecessário, afinal por cinco ou dez reais tanto faz se um jogo é bom ou ruim. É claro que os “GTA da vida” eram os mais procurados, fazendo a alegria dos camelôs e donos de lojinhas de segunda. E é claro que a pixotada achava o máximo pegar os jogos violentos, sentindo a mesma sensação de um menino que conseguia comprar uma revista Playboy.

Esse pessoal cresceu (ao menos fisicamente) e com o aumento do acesso a internet e os fóruns virtuais, acharam seu espaço para disseminar sua mentalidade e outros foram entrando nessa, como parte do pessoal que começou a jogar com o Playstation 2/Game Cube/Xbox. No fim das contas, o termo “geração playstation” é na verdade um epíteto que representa o pessoal que ao mesmo tempo acha que sabe muito mas são ignorantes, que julga a qualidade dos games apenas por fotos estouradas ou vídeos de baixa resolução, que tem preguiça de ler análises e apenas olha as notas, considera os gráficos mais importantes do que os outros quesitos e que acha que jogos que não tem violência, protagonistas musculosos e armas de grosso calibre são infantis e por conseqüência ruins. Tanto faz se um sujeito começou a jogar em 95, 97 ou 2002, se sua forma de pensar apresenta as características descritas aqui, ele pode ser enquadrado como geração playstation. Foi justamente essa mentalidade medíocre que levou muitos a fazer torcida contra o Mega Man 9, por exemplo, ou a ignorar o aclamado Okami, que vendeu tão pouco que obrigou a Capcom a portá-lo ao Wii, na tentativa de dar mais visibilidade ao jogo.

Por fim, só gostaria de lembrar que geração playstation não se limita a quem teve o console da Sony, nintendistas e caixistas também assim podem ser chamados. Ou quem nunca viu um nintendista que outrora defendia a qualidade sobre a vendagem e agora acha o máximo as altíssimas vendas do Wii? Ou caixistas que ficam páginas e páginas nos fóruns negando o vexame das 3rls (mesmo quando as vezes o mané está no segundo ou terceiro X360), e ficam discutindo minúcias gráficas dos jogos multiplataformas ao invés de falar da qualidade ou gameplay dos mesmos? Ou ainda essas pessoas dentro desses dois grupos de istas procedendo da mesma maneira como eu descrevi anteriormente no texto? Enfim, acabei me alongando mais do que queria, mas acho que debati todos os pontos em relação a esse termo um tanto espinhoso. Abraços e até o próximo post.

André V.C Franco/AvcF – Loading Time

25 thoughts on “Explicando a geração playstation

  1. Cara, que texto legal.Falou umas boas verdades.
    Sabe que no final de 2006 eu arranjei um Master System(trocado por um livro!) com o memorável Sonic na memória e por incrível que pareça eu preferia jogar o arcaico sistema de 8-bit a matar yakees no Battlefield Vietnam no computador modernético do meu pai.Não que eu achasse o Battlefield ruim,apesar de um pouco(…muito)enjoativo, até gostava de pegar um helicóptero mi-8 e mandar os yankees pro colo do capeta.Achava legal o visual e adorava ver o computador controlando 30 bonecos (bonecos por que jogo sem história não tem personagens eu acho…) de uma vez mas simplesmente não me divertia tanto quanto o nosso velho amigo Sonic.
    É preciso acabar com essa lenda que um jogo só é bom se for de ultima geração.
    Há um tempo um moleque tentava que convencer que Metal Slug era uma bosta por que era( ele não tinha argumentos pois nunca tinha jogado, apenas visto um amigo jogar).Eu argumentei que era tão divertido que gastei uns seis ou sete cobres no fliper só pra ter o gostinho de zerar.Não deu resultado, ele disse que não jogaria por nada(só faltou chamar o jogo de feio, bobo, cocozento…)O pior de tudo é que fui eu que ensinei esse moleque a jogar, ironicamente, num PSX.Criei um monstro…

  2. Curioso! Eu já comentei muito com o pessoal aqui essa coisa de que ninguém mais “zera” nada nos dias de hoje. Quando o Super Nintendo mandava era comum os caras na locadora terminarem Super Metroid ou Super Contra III várias vezes, em vários níveis… Hoje o sujeito dá uma olhada rápida e pede o Campeonato BraZileiro 2010! Cada tem seus conceitos formados(…ou não!), mas EU acho isso triste. Foram-se as conversas descentes(…ou não!) com o pessoal, já que ninguém mais se dedica a um game até o fim…

  3. O que eu acho engraçado é que a maioria dos ditos jogos adultos de adultos não tem nada, não passam de jogos feitos para adolescentes, afinal sexo e violência não são necessariamente temas adultos, depende muito do contexto.

  4. Ah, outra coisa. Tenho o Xbox 360 e o PS3…não tenho o Wii. Costumo jogar os jogos até o fim e me dedico um por vez. O negócio é curtir a viagem, seja pela história ou por outro motivo que o leve a amar um jogo. Considero uma peça de arte, saca? Me sinto no dever de observar, aproveitar, admirar e, também, jogá-lo com afinco.

    Comprei o Megaman 9 e, rescentemente, o Braid (outro jogo que os negos reclamaram que era caro, desconsiderando sua beleza e arte). Estou curtindo minha nostalgia aos velhos tempos no megaman 9 e viajando no Braid. Não pelos achievement (unica coisa que parece motivar a molecada), mas sim pelo tesão mesmo, saca?

    Falando do Megaman 9, aqui está o motivo que eles tanto odeiam (ao menos no 360):
    Clear the game without continuing.
    -Defeat a Boss without getting damaged.
    -Clear the game by using the least amount of Weapon Energy possible.
    -Defeat your 1000th enemy.
    -Clear the game 5 times in 1 day.
    -Clear the game without dying.
    -Clear the game in 60 minutes or less.
    -Clear the game without using any Energy or Mystery Tanks.
    -Clear the game by defeating the fewest number of enemies possible.
    -Defeat the 8 Bosses with the Mega Buster.
    -Clear the game once.
    -Defeat every type of enemy.

    Pois é, se é foda fazer achievement, eles falam mal.

  5. Théo,

    Esses desafios são de todas as versões, não? Eu tenho a do Wii e já até fiz alguns. No caso da geração playstation, não é só o MM9, qualquer jogo difícil eles reclamam. É por isso que eles gostam, por exemplo, de GTA: pois basta alguns instantes para se acostumar com os controles e é só sair roubando carros e matando uns desavisados pelas ruas. Agora, nunca vi algum deles falar em realizar as tarefas do jogo e progredir na trama (sim criançada, GTA tem narrativa), já que isso requer habilidade para superar algumas missões realmente cabeludas.

  6. Bons tempos em que me matava para tentar zerar castlevania completo, com todos os itens, magias, e habilidades.

    Bons tempos o escambau, ainda tento isso com as versões DS e GBA, que mesmo mais fáceis que castlevania: Dracula X e outras versões antigassas, ainda me divertem muito!

    Que venham os bons jogos, full HD ou não, difíceis ou fáceis, simples feito donkey kong ou mario, ou intrincados feito qualquer castlevania antigo.
    Só importa o prazer de jogar, e dividir isso com os amigos.

  7. Bons tempos jamais voltarão. O mundo muda e nada pode ser feito a não ser aprender a conviver com as mudanças. O passado é apenas ilusão de um eterno saudosismo. Internet chegou e o fim do mundo foi decretado. Rock apareceu e foi dito o fim do mundo como antes fora conhecido. Assim foi com qualquer novidade ou mudança abrupta na realidade do considerado “normal”

    Normalmente os que não aceitam a mudança ou se revoltam são os “mais velhos”, ou melhor, os que vivem e desfrutam aquela realidade. Assim como nossos pais têm dificuldade para compreender essa nova onda global e tecnologia e assim como nossos avôs decretam tudo isso como “absurdo” e “inaceitável”.

    Finalizando, será que tudo é o que achamos que é? Há uma verdade aqui a ser considerada ou apenas uma constatação a ser relativizada? O mais velho ou “mais entendido” normalmente é o último a compreender a mudança (independente de ser positiva ou não), a não ser que também nos abstemos dos paradigmas por nós mantidos.

    Então, quem está certo?

  8. Olha só quem ressurgiu…quem é vivo sempre aparece. Achei que você tinha se esquecido do blog, não postou mais e tal. Essa discussão sobre geração playstation é pertinente, pois não envolve verdades nem conceitos absolutos. Pra variar, seu ponto é muito bem fundamentado, mas a linha que propus no texto é um pouco diferente. No caso do Mega Man 9, houve uma situação paradoxal, em que parte do pessoal mais novo que se dedicou a atacar o jogo porque ele tem aparência de velho. O problema para eles é que MM9 é bom, não porque foi feito como um game de NES, mas porque foi um projeto feito com qualidade. Mas mesmo assim, insistiram naqueles teses tacanhas que descrevi no texto e se deram mal.

    Como disse nesse texto, há babacas em todas as gerações, além de que o termo não generaliza todos os novos jogadores e sim esse grupo em particular que há entre eles. Como disse nesse trecho: “Tanto faz se um sujeito começou a jogar em 95, 97 ou 2002, se sua forma de pensar apresenta as características descritas aqui, ele pode ser enquadrado como geração playstation.” Já o jogador saudosista é aquele que sonha com a volta da Sega nos hardwares, que acha que nenhum Mario ou Zelda será melhor que seus clássicos do Snes, que acha que a geração 16-bit nunca será superada e que os jogos atuais não podem mais ter a “magia” de antigamente. E esse pessoal é ranzinza e chato pra burro.

  9. Entendo, mas minha posição é justamente imparcial de ambos os lados. Como o Theo disse, é triste ver que muitos apenas compram os jogos pelos achievements ou puramente pelos gráficos. Mas não podemos desconsiderar que, assim como o cinema, a indústria do entretenimento eletrônico já é grande e madura o suficiente para produzir múltiplas variações como também, por conseqüência, tipos diferentes de consumidores.

    Comprei o Braid também e achei fenomenal a produção artística do jogo, porém – novamente fazendo um paralelo com a indústria cinematográfica – deve-se considerar que diferentes posições serão tomadas com relação ao mercado, mesmo que muitos desconsiderem questões artísticas ou metafóricas da coisa. Existe Michael Gondry e Jerry Bruckheimer, os dois coexistem, porém suas intenções para com o cinema são diferentes, como também seus consumidores.

    Voltando a questão do quanto eles são radicais e consumidores do que chamamos de “produtos descartáveis”, devemos levar em consideração que esses são apenas reflexos da sociedade atual. Atualmente os produtos estão cada vez mais descartáveis e o tesão momentâneo. Prega-se cada vez mais o consumo rápido, descartável e esquecível dos produtos. Não vamos entrar muito nesse assunto, pois isso é apenas uma constatação da velocidade e reciclagem de informação/ produtos que vivemos.

    Agora que venho finalmente ao meu ponto, será que nós eternos lutadores contra essa corrente de pensamento não somos iguais aos que buscam o chamado cinema “Cult”, ou quem sabe os mesmos que buscam na pintura uma metáfora ou razão de ser, ou até mesmo os que procuram na fotografia quebrar a “mesmice” e “caretice” das fotografias padrões? Digo, como qualquer indústria ou grupo grande, será que não fazemos parte de uma panelinha de resistência enquanto as coisas encaminham naturalmente no sentido atual? Podemos pensar por aí…

  10. Eu sou do grupo q começou no Atari e detesto esse povo q julga games somente pelos gráficos e notas de site/revista,realmente a maioria dos gamers de hj em dia são td pseudo ¬¬

  11. Yagami

    Note que se vc olhar no youtube e procurar por reviews caseiros de jogos, a primeira coisa que eles falam é sobre os graficos.

    Tem um desses que o cara fala que Dead Space do 360 não é um jogo de todo bom, porque o efeito de sombra é tosco e serrilhado… O que tem a ver a qualidade do jogo em si? O ato de se jogar?

    Não dá pra acreditar….é o povinho do som Emo, do funk carioca, da Britney Spears… Compra o que aparece, a nova sensação do momento sem se interessar com a real qualidade do produto.

    Isso me ´preocupa, porque é essa maioria que acaba enterrando grandes sucessos, como no já citado Okami (sem sombra de dúvida um jogo genial) o taxando como jogo tosco. Já falaram para mim, que Shadow of the Colossus é um jogo idiota porque só fica andando de cavalo. Isso veio logo de uma pessoa que não tem paciencia para acompanhar estoria nem nada….como uma pessoa que quer jogos imediatos pode falar sobre qualidade de alguma coisa?

    Gostei muito tdo texto do AVCF e só consegue juntar aqueles que realmente se preocupam com o videogame como um todo.

    Bom saber que ainda existem pessoas com discernimento no mundo dos games

  12. Obrigado pelos elogios, Alex. Não imaginava que um texto de outubro do ano passado ainda fosse lido. Você resumiu mais ou menos a idéia do texto. Não é uma questão de choque de gerações e sim do preconceito e da ignorância (esses dois sempre andam juntos) com que parte da molecada (e alguns não tão moleques já) lidam com alguns jogos, como o Mega Man 9 que citei no texto anterior a esse.

  13. Eu conheci o seu blog a pouco tempo…mas gosto do jeito que escreve….com uma sinceridade de gamer que joga porque gosta e não porque tem rabo preso.

    Isso me faz lembrar do Hype que a EGM fez em cima de Enter the Trashix…ops Matrix. Fizeram um puta estardalaço e o jogo uma porcaria…depois detonaram o jogo como se também a espectativa em cima do mesmo não tivesse sito ajudada por eles… Vergonha total.

    O primeiro post que li foi justamente o do Megaman e achei corajoso falar de um jogo a respeito da qualidade e não de grafico e tudo mais.

    Tanto que conheço pessoas que adoram certos classicos do Atari (deus o tenha) e os preferem que muito Fps de grafico absurdo e física soberba que temos hoje.

    Eu sou uma pessoa que desde muleque via o videogame como o futuro, sempre achei a ideia mais genial que alguem poderia criar para area de entretenimento, e desde ganhar meu Master (muito tempo depois do meu Odyssey) comecei a acompanhar revistas e o mercado como um todo. É ainda uma área que me interesso muito. Hoje com meu 360 e ainda meu Play 2 (nunca largarei o Resident 4, Zone of the Enders, GOW e Shadow of the Colossus) continuo procurando jogos com conteudo e que realmente valham a pena, pelo jogo, e não por qualquer outra frescura grafica ou física.

    Eu continuo lendo e me divertindo….dando muita risada por aqui e tendo algumas revelações q não imaginava que teria.

  14. Ah outra coisa…..

    seria interessante vc falar sobre ideias plagiadas entre jogos.

    Isso sendo ou estória, ou inovações que foram bem ou mal utilizadas pela primeira vez em um jogo e depois utilizadas bem ou mal em outro.

    Por exemplo: o Halo 3 tem criaturas que infectam corpos mortos, tem alguns inimigos que parecem cabeças com tentáculos, tem um tipo de entidade que as controla e os monstros são decepados quando os matamos com tiros ou na base da porrada.

    Isso é simlpesmente o conceito por tras do Dead Space, inclusive tem os mesmo inimigos que no caso são cabeças humanas com tentaculos nas extremidades.

    isso sem contar o efeito de telecinese, que se não em engano, vem do Psy Ops (ótimo jogo de play 2 por sinal)

    O Stasis vem do God of War 2. Isso sem contar plagio de diversos filmes com a mesma temática.

    isso foi só pra dar uma ideia

  15. Alex, o “efeito de telecinese” do Dead Space se não me engano veio do Half-Life 2, lembra da gravity-gun? Então é a mesma coisa portanto não é telecinese e sim uma gravity-gun, que no caso do Dead Space é no traje. Mas é por ai mesmo, como dizem: Nada se cria tudo se copia. Abraços

  16. Acho que pra ser honesto, tinha um outro jogo que era de primeira pessoa que teve essa ideia primeiro. Ainda por cima esse mesmo foi plagiado pelo Condemned.

    Não consigo lebrar o nome, mas se não me engano era da Namco, e todo em primeira pessoa o qual tinha lances de porrada em primeira pessoa e poderes psíquicos.

    É…nada se cria mesmo….principalmente nos dias de hoje….vai no que dá dinheiro certo

  17. Era sim….

    Lembro que tinha uma cutscene na qual o personagem vomitava e vc via tudo em primeira pessoa e tal.

    Como foi um jogo que nunca achei para vender e as revistas falaram até bem do jogo, mas não deram muita atenção tb…então acabei esquecendo do nome.

    Se eu não estiver enganado ele ganhou até uma continuação

  18. Era esse mesmo, eu lembro do game, muito bom por sinal. é bem dificil de encontrá-lo mesmo, mas é facinho de achar para baixar em algum lugar. Abraços

  19. Ah…hoje tá meio complicado eu sair procurar jogo de play 2 para jogar cara…

    Agora com o 360 (que adorei) mando bala no Condemned e em breve no Fear 2 (adoro FPS)

    Se tem um jogo velho que eu quero baixar pra jogar de novo é o Calstelvania Symphony of The night do play 1…que muita saudade me deixou

  20. Cara isso que você falou foi fera, eu concordo plenamente. Apesar de ter nascido em 88, e ter começado a me ligar em games pouco antes do ps1, eu sempre tive esse censo crítico, não só com games mas com tudo, e sempre fui fã do old school. Pô tenho todos os mega man em emulador, e vivo dizendo que antigamente os jogos eram beeeem mais difíceis. Vejam por exemplo o que fizeram ao resident evil por exemplo (apesar de vc ter citado como jogo violento e adorado pela geraçao ps, é um dos meu favoritos), mudaram o estilo de jogo, e ficou fácil demais. Apesar de ter coisas legais como o modo mercenaries e desabilitar novas armas, enfim…

    Mas o que eu realmente gostaria de falar é que a “geração ps” não é assim só com games, o problema dessa geração inteira é gostar da nova moda, seja música, seja game, seja no futebol. É ridículo, bonito é o último que saiu na capa da revista, o último campeão do big brother, o messi que é o melhor de todos os tempos, e por assim vai, isso de melhor de todos os tempos é o que mais me irrita e é o que essa geração insiste em rotular. Fico revoltado, e como você acabei indo além do que ia escrever, mas é que tenho ainda muito mais a falar…

    Enfim, Abraço e parabéns pelo blog

  21. Pô, só agr vi que o post era antigaaaasso, mas é que curiosomente eu citei esse termo “geração playstation” num fórum sobre futebol poucos dias atrás. E estava procurando pelo meu post que deve ter causado alvoroço por aí, e não lembrava o site. Procurei no google e caí aqui. Agr vou dar uma lida por outras matérias…Enfim, só pra ficar claro o porque do meu comentário tardio. Abrass

  22. Recentemente comprei um Nintendinho com o clássico Super
    Mario Bros. 3 e hoje prefiro mil vezes jogar NES do que PS3.
    Não acho legal os consoles desta geração (apesar de eu ter
    um Wii). Para minha surpresa, um adolescente de 13 anos
    ficou admirado ao me ver jogar Duck Hunt no velho Ninten-
    dinho com a pistola Zapper. Como ele é da geração PlaySta-
    tion, ele odeia os Castlevania do NES, mas pelo menos ele
    adora TMNT 2, Duck Hunt e Yo! Noid. Vai entender…

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