Especial Mario Kart parte 2 de 2

Saudações aos lentos e rápidos.

Está publicada a segunda e última parte desse rápido especial abordando os jogos da franquia Mario Kart. De um provável spin off bobinho a referência amplamente copiada, abordo nessa parte os jogos mais recentes até chegar na versão Wii. Boa leitura e até.

Mario Kart Double Dash

Em 2003, finalmente o Gamecube recebia sua versão da franquia Mario Kart. Os fãs tiveram de esperar sete anos para que pudessem experimentar o que seria a seqüência da série nos consoles de mesa. Para suprir tanto tempo de espera, a Nintendo incluiu uma série de novidades e modificações para que Double Dash fosse mais que apenas uma mera atualização dos antigos. E é aqui que as polêmicas começam.

A primeira novidade mais aparente foi a inclusão de dois personagens por kart, onde um dirigia e ou outro ficava na garupa utilizando os items e batendo em quem passasse por perto. De cara, isso alterou radicalmente a jogabilidade e as estratégias durantes as corridas, além de pela primeira vez na série ser possível dois jogadores correrem de modo cooperativo. Outro elemento inédito era a inclusão de diversos tipos de karts, sendo possível escolher qualquer combinação entre piloto e carro. Alguns modelos eram temáticos, com seus desenhos inspirados no universo dos personagens, porém muitos deles sequer pareciam com karts de fato, desagradando muitos jogadores que consideravam uma descaracterização em relação ao conceito original da franquia.

Agora, cada dupla de corredores possuía seu item especial próprio, mais efetivo que os itens comuns. Eles eram mais raros de ser adquiridos, mas afetavam de forma mais significativa o equilíbrio das corridas, já que alguns podiam atingir vários adversários simultaneamente. Embora alguns itens fossem bem legais como o apelativo Chain Chomp ou o casco gigante do Bowser, houve uma critica geral de que eles acabavam desequilibrando muito as disputas, terminando por facilitar demais a vida do jogador, principalmente contra os oponentes controlados pelo computador. Double Dash também foi acusado de ser generoso demais com o jogador, não era tão raro conseguir uma seqüência boa de itens, propiciando viradas antes impossíveis nas versões anteriores. Mesmo nos níveis mais avançados, correr contra o computador era uma grande moleza, o desafio era bem amigável em comparação ao que era no Snes e no Nintendo 64.

O design das pistas era ótimo e possuía pontos que exigiam habilidade, porém a fraca rotina de comportamento artificial do computador e a facilidade de adquirir itens poderosos tiravam muito da graça nas partidas. Como não poderia deixar de ser, a parte técnica é impecável, com pistas, karts, pilotos e animações muito bem projetadas. As pistas possuíam excelente ambientação, refletiam melhor do que nunca o universo dos jogos Mario, tudo ocorrendo com boa velocidade e cheio de efeitos, sem quedas de frame rate e slowdowns. As músicas e efeitos sonoros mantinham o padrão de qualidade do pacote, com as vozes hilárias e temas com melodias bacanas.

Os extras e as excelentes opções multiplayer contribuíam para a longevidade do jogo, Double Dash era capaz de manter muitas horas de diversão sólida e competente. Amado por uns e odiado por outros, Mario Kart Double Dash é um título polêmico, mas que tem seu brilho e mantém com méritos o nome que a franquia carrega desde os tempos do Super Nes. Não agradou gregos e troianos, mas é um excelente game em todos os aspectos, ao menos a meu ver.

Mario Kart DS

Considerado como o mais completo e técnico da série, foi a estréia da franquia no portátil de duas telas da Nintendo. Lançado em 2005, o jogo era cercado de expectativas de como iria se comportar no console que é caracterizado pela inovação. Assim, foi o primeiro da série a ter um modo multiplayer online via rede wireless, a Nintendo Wi-Fi Connection. MK DS foi muito competente nesse aspecto, onde até quatro jogadores de diversas partes do mundo podiam competir simultaneamente, sem lags e problemas de conexão, sendo possível ainda escolher os oponentes por região ou pelo nível de habilidade do jogador (medido pela quantidade de vitórias e derrotas do mesmo).

A tela de toque não foi usada diretamente, servindo de mapa e status dos corredores em tempo real, nada inovador, mas útil de qualquer forma. A jogabilidade voltou para um estilo mais tradicional, com apenas um corredor por kart e sem os itens especiais, valorizando bem mais a habilidade do jogador em detrimento da sorte de conseguir itens bons. Aqui as partidas voltaram a ser mais estratégicas, lembrando os bons momentos do Snes e N64, o desafio era bom com o computador ameaçando nos momentos chave das corridas. Como no Gamecube, havia uma grande quantidade de karts disponível (muitos precisavam ser destravados), com características próprias de velocidade, aceleração e dirigibilidade, as vantagens e desvantagens de cada modelo influíam no desempenho do jogador nas corridas.

Os designers da Nintendo mostraram novamente a costumeira competência na hora de projetar as pistas, ótimas e variadas como sempre. O grande destaque era a inclusão de quatro pistas de cada versão da série, era muito legal matar a saudade de jogar na Mario Circuit ou na Koopa Beach, ou ainda a possibilidade de ver as pistas do Super Circuit em terceira dimensão. Mesmo o DS sendo tecnicamente inferior ao Gamecube, as pistas do console de mesa foram perfeitamente retratadas, com o traçado idêntico e todos os detalhes em seus devidos lugares. Uma novidade interessante foi a inclusão do Mission Mode, com vários desafios que testavam as habilidades dos jogadores.
A parte técnica explorou bem as capacidades do DS, sendo graficamente superior à versão Nintendo 64. O jogo roda suave, rápido e no ritmo frenético característico da série. O multiplayer via local foi muito bem implementado, com diversos modos, até oito jogadores simultâneos podem disputar partidas com um único cartucho, sem restrições gráficas. As músicas têm boa qualidade e variedade, melhores ainda com o uso dos fones de ouvido.

Mario Kart DS entra com louvor no panteão dos clássicos da série, com sua enorme gama de opções destraváveis, pistas, pilotos e opções. Sem dúvida é o mais completo da série, podendo ser carregado para qualquer lugar e jogado com pessoas de qualquer parte do mundo. O jogo foi extremamente hábil em unir o clássico/tradicional com novidades de grande impacto, resultando em dos jogos mais vendidos do DS mesmo dois anos depois de seu lançamento. Para quem curte a franquia e tem o portátil, Mario Kart DS não é uma obrigação, é um prazer.

Mario Kart Wii

Um dos principais lançamentos do Wii em 2008, Mario Kart Wii mantém a qualidade e principalmente a popularidade da franquia, visto que foi um dos jogos mais vendidos do ano. Mas não é para menos, já que o game é realmente muito divertido.

Como a decisão de incluir dois pilotos por kart não fez tanto sucesso, MK Wii retorna ao esquema tradicional, incluindo aí a retirada dos apelativos items especiais personalizados. Mas isso não significa que a Nintendo tenha sido conservadora ou que não tenha inovado aqui. Muito pelo contrário, até. Já a princípio, pela primeira vez na série são doze corredores por corrida e não os tradicionais oito. Isso forçou uma mudança no traçado e no design das pistas, que se tornaram mais largas e com mais trechos abertos que as das versões anteriores. Outra mudança sentida foi na questão dos items, em que a chance de tirar items de ataque mais poderosos ficou um pouco mais fácil nas posições intermediárias.

Outra mudança, desta vez mais polêmica, foi a adição de motos nas corridas. “Mas como motos se o jogo se chama Mario Kart!?” Esbravejavam os mais puristas. A idéia era mesmo estranha a princípio, mas uma vez com elas no controle, essa adição se mostrou muito bem implementada ao gameplay do jogo. Por possuir algumas características diferentes em relação aos karts, correr com ambos os veículos são experiências distintas, além de tornar as corridas mais estratégicas e variadas.

Mas sem dúvida a adição mais significativa foi o multiplayer online, que tal qual o DS funciona perfeitamente, sem lags e problemas de conexão. Aqui cabe apenas uma ressalva, algo muito chato que aconteceu comigo umas duas vezes e foi deveras brochante: a presença de cheaters. Infelizmente, por leniência e falta de controle por parte da Nintendo, pirateiros babacas e com necessidade de auto-afirmação, utilizam esses homebrews da vida para conseguir trapaças como estrelas e raios infinitos, estragando a partida alheia.

Outro ponto contra do jogo foi o desnecessário volante-acessório que se transformou em mais um pedaço de plástico sem uso (no meu caso), pois o controla via movimentos do wiimote foi muito mal implementado, sendo impreciso e sensível em demasia. Ainda por cima, jogar nessa configuração se mostou um tanto desconfortável e percebi uma desvantagem importante que é a impossibilidade se segurar um item (como um casco, banana ou item falso) na traseira do veículo, uma manobra defensiva que sempre foi importante nos jogos Mario Kart.

Tecnicamente o jogo foi uma boa evolução em relação a versão GameCube, com mais detalhes nas pistas e corredores, adição de widescreen e nem sombra de queda da taxa se quadros por segundo. Como no DS, existem vários corredores e veículos para serem abertos, além de algumas pistas das versões anteriores. Também é possível jogar com um dos miis criados pelo jogador, ao invés dos personagens tradicionais do Reino dos Cogumelos. Enfim, tem todos os ingredientes necessários para ser mais um clássico da série.

O especial fica por aqui. Mario Kart é uma das poucas franquias que posso afirmar sem súvidas que joguei todos os títulos pertencentes a série, e gostei de todos sem excessão. É uma franquia divertida, criativa e que tem a capacidade de encantar e divertir a todos os jogadores, sem essas distinções bocós que estão na moda graças a jogadores ignorantes e jornalistas medíocres.

Abraços e até a próxima postagem.

André V.C Franco/AvcF – Loading Time.

15 thoughts on “Especial Mario Kart parte 2 de 2

  1. joguei todos de console de mesa, os portateis n tive a oportunidade… certamente mario kart é um dos melhores jogos de corrida existentes, e está retratado com louvor em seus comentários. Porém, discordo de alguns deles, já q nao pensamos igual, não é!? 😉
    enquanto lia seu texto, encontrava algumas coisas q eu nao concordava, como por exemplo a dificuldade dos jogos. o mario kart do snes, pra mim foi o mais difícil de todos, era extremamente complicado vencer as corridas. Estando em primeiro lugar, o segundo toda hora mandava itens e aquele velho espelho era acionado para podermos enxergar quem era o safado mandando os itens. o MK64 foi o que menos joguei, porem nao menos importante. unica coisa que nao me agradou mto é q achei o jogo bastante lento em comparação aos demais. Double dash: o joguinho safado… esse realmente nao consigo imaginar alguem achando fácil esse jogo. Claro q depois de inumeras horas jogadas acabamos pegando o jeito, mas é mto difícil e os itens fazem a diferença. Já o mario kart wii, meu preferido, é bastante fácil em qualquer dificuldade no modo single player, apesar se ter atrapalhado inumeras vezes pelos adversários com os irritantes cascos azuis e raios ou pows nos lugares mais indejados, como durante um salto sobre um penhasco, por exemplo. (parece raro isso acontecer, mas não comigo, hehehe)
    Outra coisa que chateia bastante, é as desconexões que acontecem durante as partidas online, fazendo perder inumeros pontos sem ao menos começar a correr. Hj foi um exemplo, perdi + d 300 pontos nessa brincadeira, entrei na corrida e fui desconectado. algo que chateia bastante alguem que nao usa os malditos cheats pra conseguir seus suados pontos.
    Enfim, parabéns pelo texto, essa franquia realmente merece toda a atenção de qualquer gamer e foi mto bem retratada com seus 2 textos. abraço e até a próxima.

  2. Então não consigo por nada segurar itens com o volantinho. Para segurar os iten vc recomenda o q? Controle do cube? Ou o tradicional? Bagaceira jogar sem segurar o item… :S.. valeuuu

  3. Super Mario Kart é mesmo o mais difícil, sem dúvidas. Além do computador ser o mais tenso da série, ainda tinham duas coisas que contribuíam: a necessidade de recolher moedas e a quantidade limitada de items.

    Mario Kart 64 lento? Acho que não, hein?

    Sério que você achou Double Dash difícil? Cara, sem gozação, eu NUNCA perdi uma corrida nesse jogo estando sozinho contra o computador. Sempre achei aquilo mleza demais, ainda mais com aqueles items especiais. Eu na maioria das vezes pegava a dupla Yoshi/Daisy com aquele carrinho fófis dela (úi) e era um verdadeiro massacre.

    Também acho que Mario Kart Wii se tornou a melhor versão de mesa. Achei o online satisfatório, funcionou bem comigo e uma conexão meia boca do interior de São Paulo. Foda foram os cheaters mesmo.

    E obrigado pelos elogios ao texto.

  4. avcf, o MK 64 em si não é lentoooo, eu disse que em comparação aos outros é o mais lento, dos que eu joguei pelo menos. A sensação de velocidade dentre os citados pra mim é a menor.
    Quanto ao DD, sério mesmo q achei + difícil… sei lá, vai ver é tipo streets of rage 3, onde a versão japonesa é infinitamente mais difícil q a versão americana ou vice-versa, nao lembro direito.
    Mas o q eu tenho aqui (alternativo) realmente nao é mto fácil nao, e eu nao me considero um jogador ruim de mario kart.

    O Online do wii é mto bom, nao tenho reclamações de lag ou coisa do tipo. o que me encomodou mesmo foram as diversas vezes que cai sem motivo nenhum, me fazendo perder pontos. Sem contar os cheaters mesmo, não sabem jogar e precisam disso pra se realizarem… LOSERS!!

  5. O Double Dash eu achei bem divertido, as vezes eu tinha preguiça de dirigir, então só ficava enfiando porrada. Me lembrava o Road Rash: Jailbreak do PSone, era muito legal ficar no segundo player enfiando porrada em todo mundo, fora que você também tinha que ajudar a virar a moto com o seu peso, mas voltando para a terra……. O do Wii é o que eu achei mais divertido, mas como tinha dito antes, o controle em forma de volante é lamentavél . Abraços

  6. Jogo só com o wiimote, e para ‘segurar’ um item para se protejer eu aperto o direcional p/ baixo ↓, e o item fica na traseira do carro, caso aperte o direcional para cima ↑ ele lança o item. Faço uso apenas do direcional, já aboli o uso do gatilho.

  7. É eu pluguei e só jogo com o nunchuk agora tb. Só o wiimote é podrera… E weslei.. no meu aqui apertando para baixo só no wiimote ele lança o item para trás e não fica preso no carrinho!! abraços

  8. Para aqueles que querem segurar o item na traseira (como banana e cascos), não é para baixo, e sim para o lado do direcional digital.

    Você segura para o lado e o item fica com vc na parte de tras do kart.

    Achei a versão do wii a mais chatinha de se vencer, mas não a mais difícil, o modo online compensa bastante.

    Não gosto de joga-lo com o nunchuk ou o controle de gamecube, acho que perde muito a graça. Para mim, habituar-me a sensibilidade do wii remote é o que torna este mario kart realmente novo. Testei todas as combinações. Quando coloquei o controle de gamecube, percebi como era fácil ganhar todas as corridas em 150cc sem perder e fazer aquela distancia em relação ao do pc, e isso me fez lembrar o double dash, e por isso coloquei na cabeça que me tornaria viciado so com o wii remote.

    Bom, ainda não consigo fazer o mesmo, mas progredi bastante.

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