Especial Bad Trip 10 idéias idiotas: N-Gage – parte 05

“Era uma vez uma gigante finlandesa do ramo de telefonia celular que queria ganhar ainda mais dinheiro do que já ganhava. O que faremos agora, chefinho? – indagou um membro da diretoria em uma decisiva reunião administrativa. Simples, hoje a noite nós vamos dominar o mundo! – exclamou o dono da corporação ao som de raios e trovões que rasgavam os céus. Para espanto dos que ali estavam, nasceu uma idéia genial: criar o primeiro aparelho híbrido, um videogame-celular. Montado como um Frankenstein, nasceu o N-Gage, a criatura destinada a derrotar o invencível Gameboy Advance e conquistar o mundo dos videogames para sempre”

Claro que não foi assim, mas bem que poderia ter ocorrido algo parecido quando a Nokia resolveu por em prática uma idéia tão estapafúrdia quanto foi o N-Gage. Lançado em 2003, com o objetivo de destronar o portátil da Nintendo da liderança no setor de consoles portáteis (que ocupava desde 1989), além do nome horrível, o N-Gage era um vexame em forma de aparelho. A idéia da empresa finlandesa era criar um aparelho que unisse o melhor que havia nos telefones celulares com o melhor dos jogos de videogames. Conseguiu criar um celular medíocre com uma das piores bibliotecas de jogos da história.

O pior de tudo é que o N-Gage é uma coleção de más decisões de design, sendo perfeito para se ensinar o que não deve ser feito na criação de um aparelho portátil. Ele é tão ruim que dá até para ser usado como exemplo nas escolas de Design Gráfico e Design de Produto. Ou melhor, deveria ser usado de exemplo até de escolas primárias: “Está vendo, Pedrinho? Se não aprender direitinho a lição, vai acabar criando N-Gage”. Pra inicio de conversa, o aparelho criou um novo conceito de comunicação, o patético side talking:

Como vocês podem observar na foto, o otari…digo usuário era obrigado a virar o N-Gage de lado caso o quisesse usar em uma ligação, algo totalmente constrangedor e ridículo comparado aos milhares de modelos decentes de celulares disponíveis por aí. Como videogame a história também começava mal, já que para inserir um dos jogos (que vinham em pequenos cartões), tinha que desligar o aparelho e retirar a bateria para inseri-los em uma entrada que ficava atrás. Nem nas anedotas de português (com todo o respeito) vi tamanha genialidade. A tela era estreita demais, o que fazia o scrolling da tela de alguns jogos ficar estranho, especialmente os de progressão lateral.

No desespero de tentar passar um pouco menos vergonha, A Nokia lançou um modelo novo, o N-Gage QD, que prometia consertar alguns dos erros do anterior. O desenho novo era menos feio e o foi o fim do side talking, porém era ainda pior. Para tapar alguns buracos, os gênios da Nokia abriram outros, e o QD ficou sem saída USB, suporte a MP3 e recepção de rádio FM. A disposição dos botões era ruim em ambos os modelos, já que tinha de ter o teclado númerico de um celular. A biblioteca era outro primor, fora algumas conversões de jogos do Gameboy Advance, os demais títulos eram rísiveis.

Tirando os pais e parentes próximos dos dirigentes da Nokia, quase ninguém caiu no conto do celular-videogame e as vendas foram pífias. Nem o rolo compressor marketereiro da empresa que incluiu a compra de informes publicitários nas revistas especializadas, propagandas na programação inteira da MTV além dos sites da internet, conseguiu algum resultado prático. A verdade é que o N-Gage era uma vergonha sob qualquer prisma, já que se alguém quisesse um videogame portátil decente podia comprar um GBA e se quisesse comprar um celular com funções multimidia, achava diversas opções melhores com faixa de preço parecida (fora os smart fones).

O final da historia todo mundo viu: a Nintendo anúnciou o DS como seu futuro portátil e a Sony anunciou sua entrada no ramo com o PSP, matando qualquer possibilidade de reação da Nokia. Hoje, a marca N-Gage acabou servindo de nome para um centro virtual de download de jogos para os celulares mais modernos da Nokia. Dizem que atualmente na Finlândia o termo “N-Gage” é uma grave ofensa pessoal que pode dar até processo por calúnia e difamação.

A Nokia continuou a lançar seus ótimos aparelhos celulares e nunca mais tentou fazer algo parecido com aquela aberração. E viveu feliz para sempre.

André V.C Franco/AvcF – Loading Time

18 thoughts on “Especial Bad Trip 10 idéias idiotas: N-Gage – parte 05

  1. Hahuhauhuahauau nao sabia que ele era tao ruim assim, na época teve grande divulgaçao, mas custava mais de 1000 conto dae qq um em sa consciencia desistiu de comprar, mas se fosse mais barato… talvez virasse um master system, que e vendido até hj por aqui…

    Enfim ainda bem que nao comprei um troço destes…

  2. O aparelhinho era constrangedor mesmo. Como disse no texto, nem com todo rolo compressor marketeiro a coisa foi, isso porquê estamos falando de uma grande empresa como a Nokia.

  3. O N-Gage pecava em design, para quem se preocupa mais em aparência do que funcional e aplicabilidade. A ergonomia não era boa, mas quem aqui nunca viu alguém usando o celular como se fosse um microfone, ao invés de colocá-lo de lado ao rosto?

    E deve ser brincadeira de vocês em dizer que o N-GAGE era uma merda no funcional. A qualidade gráfica dos seus jogos equiparava-se com um Playstation 1, os poucos jogos que saíram em geral eram bons e o principal, o aparelho tinha Bluetooth, tocador de Mp3, Rádio FM com fone estéreo, funcionava como pen-drive, visualizador de imagens e o principal, sistema operacional com inúmeros aplicativos, desde Word a emuladores de NES, Mega, SNES, dentre outros programas.

    Que celular na época aqui no Brasil tinha ao menos a metade desses recursos? Motorola C333? Hahahahahaha!

    N-Gage morreu não por ser ruim, mas pela estratégia da empresa em não definir o que era o N-Gage.

  4. And,

    De fato o N-Gage tinha alguns emuladores, mas nos relatos que obtive, quase todos diziam que emulava mal, em especial os jogos mais pesados do Snes e Genesis. Difícil defender o funcional de um aparelho que se propõe para jogos e vai muito mal nisso. Gráficos de PS1? Nem de longe, cara. Quem faz gráfico nesse patamar (e boa parte das vezes acima) é o DS. Outro porém é que essas funcionalidades que você citou foram quase todas perdidas no modelo QD, que ficou sem saída USB, suporte a MP3 e recepção de rádio FM, em troca de um visual e ergonomia um pouco melhores.

    Você tem razão quando aponta que o aparelho morreu pela falta de definição da própria Nokia em relação ao aparelho, mas ele era ruim sim, fato esse demonstrados pelas suas vendas pífias e pelas inúmeras piadas dirigidas ao aparelho na época.

  5. ‘avcf’, avcf’…ao artigo estava bom….mas…para quê este comentário:

    “De fato o N-Gage tinha alguns emuladores, mas nos relatos que obtive, quase todos diziam que emulava mal, em especial os jogos mais pesados do Snes e Genesis.”

    Ai, ai ai….olhe vc estava julgando um aparelho celular e os seus jogos feitos especialmente para ele…agora, me vem aqui dizer que ‘ele não EMULAVA BEM’ ??

    E ainda comparar o PS-One com o Dreamcast ??

    O.o’

    [vejo amanhã, pessoas sorridentes onde trabalho, ao lerem isso aqui ! rs]

  6. Gilius,
    Segura essa emoção, fera!
    Acho que você entendeu errado, pois em hora alguma eu comparei PS1 com DC(que é a sigla do Dreamcast), e sim que o Nintendo DS faz gráficos de PS1, leia novamente: D”S”. Seja mais atento na leitura, ou o sorriso do pessoal do seu trabalho será por outro motivo.

  7. Nossa é mesmo ! [hehehehehe]

    É que o Dreamcast, eu sempre o ví como sendo “DREAMS”, associo ele ao Nights do Saturn…nossa…viajei legal agora…! Acho que é o sono ! [huahuahuasuahushasuhsau !!!]

    Mas a parte que vc diz sobre a EMULAÇÃO de jogos ainda está correta…rs

    [Mesmo assim, precios de óculos ! rs]

  8. avcf, você está equivocado em dizer que a emulação era ruim. Instalando no N-GAGE

    com um programinha de 1 kb, sem palhaçada de danificar ou alterar o aparelho, era

    possível melhorar o desempenho para jogos do N-GAGE e assim emular com melhor

    qualidade emuladores como o Mega Drive e SNES. No caso, Mega Drive rodava em 90%

    (com falhas no som, em parte gráfica e velocidade, normal) e o SNES, sem som.

    Lembrando que estamos falando de um aparelho tentando emular outro. Nem o Game

    Boy Advance emulava algo. O Playstation sofria p/ emular Master. Desmerecer a

    emulação do N-GAGE é um tanto injusto, até pq em 2003 o máximo que um celular

    fazia era rodar Sodaku.

    Lembrando que estamos falando de emulação. O propósito do N-GAGE sequer era esse. Nem de videogame algum. Mas o fato de fazer, já é um crédito, afinal, o celular-videogame possuía um Sistema Operacional, coisa que nem o GBA e qualquer outro videogame anterior possuía ou era permitido instalar.

    Quanto aos gráficos de Playstation 1, reafirmo que não estava longe da

    plataforma. O 3D do N-GAGE era algo inédito para um portátil, mais inédito para

    um celular. Vide Tomb Raider, Virtua Cop, Tony Hawks. Dentre outros. Seu “concorrente”, o GBA, fazia jogos muitas das vezes abaixo da capacidade de um Super Nintendo. 3D no Game Boy sempre foi pseudo-3D. E porcamente usado.

    Por que as comparações? O N-GAGE seria um concorrente direto do GBA. Se colocar em termos de capacidade e funcionalidade, sem sombra de dúvidas que o N-GAGE era superior. Quando você diz que o N-GAGE fazia mal seus jogos, dá a impressão que você nunca esteve com um N-GAGE em mãos para ver se todos seus jogos eram descartáveis. Longe disso. A biblioteca realmente era pífia em quantidade, comparada ao GBA, mas isso se deu a impopularidade do aparelho e não pelo aparelho ser ruim. Em qualidade, só para um outro comparativo, pegue The King of Fighters do GBA e do N-GAGE e sinta a diferença. E lembrando, o aparelhinho é de 2003!

    De fato o QD perdeu muitos dos atributos, mas seu review considera o modelo Classic não? Afinal, side-talking é exclusividade desse modelo, não do QD. Então, voltemos a comparar o N-GAGE Classic, com seu Mp3 player, Media Player, Rádio (algo que começava a engatinhar por aqui em celulares), entrada USB, Bluetooth (até hoje muito celular não tem isso, o próprio I-Phone tem Bluetooth limitado), Sistema Operacional Symbian (usado até hoje pela Nokia e com milhares de aplicativos) e bons (mas poucos produzidos) jogos. O QD perde o Radio e a entrada USB, mas continua com recursos que começaram a serem vistos em celulares anos mais tarde, por preços absurdos. E o QD “deleta” o side-talking, que por mais estranho seja, poderia ser mascarado com um fone de ouvido bluetooth ou o próprio fone de ouvido (estéreo, aliás) com fio que vem com o aparelho.

    Aliás, a biblioteca total de jogos do N-GAGE pode ser um pouco controversa, se considerarmos jogos em Java que o N-GAGE é capaz de rodar. Por mais que 90% sejam casuais e ruins, só 10% dos que se destacam supera em número a biblioteca de todos os jogos juntos de todos os consoles!

    Você pode me achar um N-GAGista. Longe disso. O N-GAGE era instável e na mão de uma mula, a famosa WSOD (tela branca da morte, em inglês), um bug que matava o aparelhinho por instalar qualquer coisa sem saber e onde instalar, era super fácil de ocorrer. Para explorar toda a sua funcionalidade, era preciso dominar um mínimo de como funciona seu sistema operacional (nada complicado, algo como entender que se deletar a pasta Windows do seu PC, ele irá para a vala), para não matar o aparelho. Isso sim é uma crítica que tenho dele. Nunca faria sucesso ou seria bem usado se fosse colocado à venda no Brasil com design do I-Phone. Um monte de semi-analfabetos teriam problemas com ele, caso tentassem fazer algo a mais para ele.

    Outro defeito é que assim como no Windows, programas ficam abertos e não se fecham. Pode não parecer defeito, mas esquecer de fechar um programa e abrir outro torna o desempenho lento e nesse esquecer chega um momento que trava. Mas é um defeito originado pela preguiça do usuário. Ao menos, existem programas a serem executados, algo muito incomum para um celular na época.

    O design fede. Não uso design para falar ou jogar (o SNES era uma caixa e veja só o que ele representou para a época), mas até mesmo para colocá-lo em um bolso de uma calça, não fica legal. Mas veja bem, isso ocorre o mesmo com o GBA, mas claro que em 2003 os celulares já eram mais comportados dentro de uma calça. De qualquer forma ele cabe. =)

    Enfim, tive um N-GAGE por alguns anos, não explorei da forma como merecia e posso afirmar que ele foi um celular a frente do seu tempo. Possuía recursos que até então para alguns leigos pareciam inúteis ou difíceis de se usarem (já me disseram que era babaquice escutar música em celular e que transferir arquivos para outro celular era bobagem, já que a maioria não tinha o que transferir). Associar um cartão de memória àquela época em um celular era algo até então inimaginável. E um pouco caro. Um cartão de míseros 250 MB (não tão para a época) custava quase 300 Reais! Sua capacidade gráfica superava a de um Game Boy Advance brincando e foi o primeiro aparelho portátil com jogos 3-D real, dignos para a sua portatibilidade. Novamente, o N-GAGE não era ruim. Sua propaganda, seu marketing que o tornou uma grande merda, sem definição do que viria a ser e sem o investimento em jogos o suficiente que o mesmo merecia.

    Finalizando, posso dizer com convicção que um N-GAGE era um canivete suíço lançado na Idade da Pedra. Foi um produto certo, lançado na época errada (na verdade, isso é relativo também para quem não se importa com o que o outro acha) com o argumento errado, para um público errado. Deveria ser um celular com Sistema Operacional e poderosa multimídea. Não um celular/ videogame que pode ser videogame e que pode ser celular.

  9. avcf, você está equivocado em dizer que a emulação era ruim. Instalando no N-GAGE com um programinha de 1 kb, sem palhaçada de danificar ou alterar o aparelho, era possível melhorar o desempenho para jogos do N-GAGE e assim emular com melhor qualidade emuladores como o Mega Drive e SNES. No caso, Mega Drive rodava em 90% (com falhas no som, em parte gráfica e velocidade, normal) e o SNES, sem som. Lembrando que estamos falando de um aparelho tentando emular outro. Nem o Game Boy Advance emulava algo. O Playstation sofria p/ emular Master. Desmerecer a emulação do N-GAGE é um tanto injusto, até pq em 2003 o máximo que um celular fazia era rodar Sodaku.

    Lembrando que estamos falando de emulação. O propósito do N-GAGE sequer era esse. Nem de videogame algum. Mas o fato de fazer, já é um crédito, afinal, o celular-videogame possuía um Sistema Operacional, coisa que nem o GBA e qualquer outro videogame anterior possuía ou era permitido instalar.

    Quanto aos gráficos de Playstation 1, reafirmo que não estava longe da plataforma. O 3D do N-GAGE era algo inédito para um portátil, mais inédito para um celular. Vide Tomb Raider, Virtua Cop, Tony Hawks. Dentre outros. Seu “concorrente”, o GBA, fazia jogos muitas das vezes abaixo da capacidade de um Super Nintendo. 3D no Game Boy sempre foi pseudo-3D. E porcamente usado.

    Por que as comparações? O N-GAGE seria um concorrente direto do GBA. Se colocar em termos de capacidade e funcionalidade, sem sombra de dúvidas que o N-GAGE era superior. Quando você diz que o N-GAGE fazia mal seus jogos, dá a impressão que você nunca esteve com um N-GAGE em mãos para ver se todos seus jogos eram descartáveis. Longe disso. A biblioteca realmente era pífia em quantidade, comparada ao GBA, mas isso se deu a impopularidade do aparelho e não pelo aparelho ser ruim. Em qualidade, só para um outro comparativo, pegue The King of Fighters do GBA e do N-GAGE e sinta a diferença. E lembrando, o aparelhinho é de 2003!

    De fato o QD perdeu muitos dos atributos, mas seu review considera o modelo Classic não? Afinal, side-talking é exclusividade desse modelo, não do QD. Então, voltemos a comparar o N-GAGE Classic, com seu Mp3 player, Media Player, Rádio (algo que começava a engatinhar por aqui em celulares), entrada USB, Bluetooth (até hoje muito celular não tem isso, o próprio I-Phone tem Bluetooth limitado), Sistema Operacional Symbian (usado até hoje pela Nokia e com milhares de aplicativos) e bons (mas poucos produzidos) jogos. O QD perde o Radio e a entrada USB, mas continua com recursos que começaram a serem vistos em celulares anos mais tarde, por preços absurdos. E o QD “deleta” o side-talking, que por mais estranho seja, poderia ser mascarado com um fone de ouvido bluetooth ou o próprio fone de ouvido (estéreo, aliás) com fio que vem com o aparelho.

    Aliás, a biblioteca total de jogos do N-GAGE pode ser um pouco controversa, se considerarmos jogos em Java que o N-GAGE é capaz de rodar. Por mais que 90% sejam casuais e ruins, só 10% dos que se destacam supera em número a biblioteca de todos os jogos juntos de todos os consoles!

    Você pode me achar um N-GAGista. Longe disso. O N-GAGE era instável e na mão de uma mula, a famosa WSOD (tela branca da morte, em inglês), um bug que matava o aparelhinho por instalar qualquer coisa sem saber e onde instalar, era super fácil de ocorrer. Para explorar toda a sua funcionalidade, era preciso dominar um mínimo de como funciona seu sistema operacional (nada complicado, algo como entender que se deletar a pasta Windows do seu PC, ele irá para a vala), para não matar o aparelho. Isso sim é uma crítica que tenho dele. Nunca faria sucesso ou seria bem usado se fosse colocado à venda no Brasil com design do I-Phone. Um monte de semi-analfabetos teriam problemas com ele, caso tentassem fazer algo a mais para ele.

    Outro defeito é que assim como no Windows, programas ficam abertos e não se fecham. Pode não parecer defeito, mas esquecer de fechar um programa e abrir outro torna o desempenho lento e nesse esquecer chega um momento que trava. Mas é um defeito originado pela preguiça do usuário. Ao menos, existem programas a serem executados, algo muito incomum para um celular na época.

    O design fede. Não uso design para falar ou jogar (o SNES era uma caixa e veja só o que ele representou para a época), mas até mesmo para colocá-lo em um bolso de uma calça, não fica legal. Mas veja bem, isso ocorre o mesmo com o GBA, mas claro que em 2003 os celulares já eram mais comportados dentro de uma calça. De qualquer forma ele cabe. =)

    Enfim, tive um N-GAGE por alguns anos, não explorei da forma como merecia e posso afirmar que ele foi um celular a frente do seu tempo. Possuía recursos que até então para alguns leigos pareciam inúteis ou difíceis de se usarem (já me disseram que era babaquice escutar música em celular e que transferir arquivos para outro celular era bobagem, já que a maioria não tinha o que transferir). Associar um cartão de memória àquela época em um celular era algo até então inimaginável. E um pouco caro. Um cartão de míseros 250 MB (não tão para a época) custava quase 300 Reais! Sua capacidade gráfica superava a de um Game Boy Advance brincando e foi o primeiro aparelho portátil com jogos 3-D real, dignos para a sua portatibilidade. Novamente, o N-GAGE não era ruim. Sua propaganda, seu marketing que o tornou uma grande merda, sem definição do que viria a ser e sem o investimento em jogos o suficiente que o mesmo merecia.

    Finalizando, posso dizer com convicção que um N-GAGE era um canivete suíço lançado na Idade da Pedra. Foi um produto certo, lançado na época errada (na verdade, isso é relativo também para quem não se importa com o que o outro acha) com o argumento errado, para um público errado. Deveria ser um celular com Sistema Operacional e poderosa multimídea. Não um celular/ videogame que pode ser videogame e que pode ser celular.

  10. Concordo plenamente com o post acima, posso dizer isso porque já tive um tinha jogos com gráficos infinitamente superiores aos do GBA. Tomb Raider por exemplo era uma conversão perfeita do PS1, Rayman tinha gráficos 2D lindos, Asphalt Urban GT tinham gráficos 3D bastante a frente dos jogos de GBA. Fora os aplicativos Symbian que somente agora que começa a ficar mais popular…
    Tinha um design feio (ok), era estranho o Side Talking (OK) , agora não podemos desmerecer o aparelho quanto a sua capacidade pra época… sendo que era raro celulares com MP3.

  11. Coloque raro nisso. Lembro muito bem que lá pra 2005 que amigos meus vinham “tirando onda” com seus celulares capazes de tocar mp3, mas com uma memória ridícula e muitos ainda sem cartão de memória. Existiu antes, claro, mas no Brasil isso começou a aparecer em peso nos celulares nessa época.

    E o N-Gage data de 2003…

  12. depois q fui assaltado,nunca mais quis outro~~
    ele era um trambolo q incomodava no bolso,era bisaro falar nele sem fone, pq parecia q vc tava com o controle da televisão na cara,mais ele tinha muita coisa q muitos celulares mais caros como V3 q custava 3x o preço q saiu anos depois ñ tinha.

    acho q uma pessoa q consegue falar mau desse aparelo concerteza nunca o viu pessoalmente,vou usar a largada do cara ai,ele é como um nintendoDS vc ñ intende como uma pessoa compro aquilo em vez da tela vigante do psp,se vc jogar 40minutos d zelda vc intende(ja converti algumas pessoas q estavam com o dinheiro pra dar no psp e mudou de ideia)

  13. Infelizmente um monte de comentarios de quem nunca teve um aparelho destes, ou que teve mas nao tinha capacidade de utilizar.

    Ja alguns outros comentarios muitissimo bem colocados!Soh quem teve um aparelho destesna epoca pode saber o quao avancado ele era. A merda foi feita nao pelo designe do aparelho em si para uso como celular – ok, realmente era uma *voxta* usar ele, porem voce poderia usa-lo DE LADO como uma aparelho normal de celular, a nao ser que o proprietario tivesse problemas auditivos ou deficiencia mental – e sim pela pessima estrategia da NOKIA querendo esfaquiar o cliente na compra. Eh soh pensar:

    – Qual adulto pagaria mais de R$1.000,00 em 2005 por um aparelho que nao fosse tido como um PDA/SmartPhone, e que parecia muito mais com um Video-Game + MP3 + Radio FM ( e ele ERA ISSO MESMO!) ?

    – Qual adolecente/jovem teria R$1.000,00 para gastar com celular, numa epoca em que uma ligacao te mandava para o limite do cheque-especial, e que nenhum outro garoto(a) possuia celular (a nao ser os filhos de papaizinho burga) ?

    A plataforma N-GAGE em si era excelente ! MP3, Radio FM, conexão USB e (imagine na época) Bluetooth !!!

    E os jogos eram excelentes! Reforço o que nosso amigo colocou: gráficos de PS1 na época! Claro que isso era possível graças a minuscula tela (comparada com uma TV, claro), no qual a resolução era suficiente para arregalar os olhos de quem via e falava “CARA! Nao acredito que um celular tem esses graficos!”.

    Mas em uma coisa eu concordo com a especificacao “Bad Trip” para o N-GAGE: não adianta ter uma excelente idéia se você não souber implementa-la para o mercado “bens de consumo”. Se você criar um carro super-ultra-hyper moderno – embarcado de tanta tecnologia que surpreende qualquer entusiasta – cuidado! Na hora de vender lembre-se que as pessoas tem de sentir um gostinho bom de custo x beneficio. Senao meu amigo, ja era.

    Att.

  14. N-GAGE CLASSIC É O MELHOR CELULAR DE TODOS OS TEMPOS.
    SE ALGUÉM SOUBER COMO CORRIGIR O DEFEITO DE TELA BRANCA, ME MANDEM O TUTORIAL POR E-MAIL!
    ABRAÇOS A TODOS!

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