Especial 10 idéias idiotas 2 – Personagens de revistas de games (parte 6)

Equipe SGP

Saudações aos ideólogos.

Agora que passamos da metade de nosso infame ranking, abrirei, digamos, um parêntese e não falarei de games ou consoles. Dessa vez tratarei de um tema um pouco diferente até do que vocês costumam ver por aqui. Falarei dessa vez, dos constrangedores e patéticos personagens das antigas e (em alguns casos) nada saudosas revistas de videogames nacionais. A molecada de hoje não tem noção da sorte que tem por não depender dessas porcarias para adquirir informação sobre jogos, consoles e afins. Acompanhem.

No final dos anos oitenta, primeiro com o Atari e jogos de DOS, depois com NES e Master System, o universo dos videogames pouco a pouco foi fazendo parte da vida de muita gente aqui no Brasil. A princípio, apareciam geralmente como seções anexas nas revistas de informática, naqueles tempos muito formais e técnicas, como uma espécie de alívio em relação à seriedade da linha editorial daquelas publicações. Até que as primeiras revistas de videogame começaram a surgir, a começar pela Ação Games e Videogame. Havia uma demanda por esse tipo de conteúdo, o sucesso dessas revistas era a prova disso, e surgiu daí um mercado das publicações sobre os videogames. No começo dos anos noventa, surgiram as primeiras revistas específicas de cada plataforma, a Game Power (Nintendo) e Super Game (Sega), uma novidade na época, já que tanto a Videogame quanto a Ação Games cobriam todos os consoles e plataformas. Em 1994 a Game Power e a Super Game se fundiram para formar a Super Game Power, passando a cobrir todo o universo gamístico. Até aí nada demais. O que frisarei aqui é a característica que de fato unia essas duas publicações: os infames e idiotas redatores-personagens, seres fictícios e sem graça, também sem qualquer utilidade editorial.

Juntando personagens de uma com os da outra, tínhamos a verdadeira revista ultra jovem, com aquela constelação de seres “da hora” dando seus comentários super transados a respeitos dos games do balacobaco (essa foi a frase mais anos noventa de todo o blog). Afinal, para que levar os leitores a sério? Qual o problema dos jornalistas e pilotos (como chamavam na época quem testava os jogos) assinarem as matérias e colocar seus nomes sob o escrutínio dos leitores? Fora que creio que qualquer ser com um mínimo de inteligência duvidasse da existência de idiotas como um mestre de jogos de luta chamado “Baby Betinho” (facepalm 1), um especialista (quê?) em RPGs “Marcelo Kamikaze” ou um genérico “papa” dos jogos de ação “Lord Mathias” (facepalm 2)? Ou que tal um chefe que nada mais era do que uma sátira mal feita dos vilões amalucados dos cartuns, sempre chefões daquelas organizações maléficas recheadas de subalternos incompetentes.

O Chefe
A equipe
Você levaria a sério uma revista editada por seres desse tipo?

Claro que também havia uma personagem feminina, uma tal “Majorie Bros” (que nome…), uma tentativa de mostrar que a revista também podia ser lida por meninas. Bacana que em nome dessa igualdade sexual, condenavam a personagem a “detonar” os games mais infantilóides e bocós da época. Certamente se a tal Majorie fizesse parte de uma revista atual, ela seria responsável pela divisão “casual”, cobrindo amplamente os jogos bobinhos de Wii e DS, deixando os games rardecores para os machos de verdade. Com as mudanças gráficas pela qual a revista passou ao longo dos anos, a personagem ganhou contornos sensuais, bastante explorados em algumas edições, como uma jogada barata para quem sabe ganhar algumas vendas com meninos polenteiros. O mais trash, contudo, eram os textos “dela” serem recheados de termos como “babado”, “um luxo”, “Gatíssimo (insira o nome de um galã aqui)”, “bichinho”, etc. Uma simulação tosca de feminilidade, mas que as vezes soava mais como um tipo de imitação homossexual. Sabe quando um cara tenta imitar mulher e faz voz fina e quebra a munheca? Mais ou menos o mesmo sentido.

Revista Videogame
Ação Games
Nas publicações sérias como a Videogame e Ação Games, os jornalistas e pilotos responsáveis pelo conteúdo não se escondiam por trás de personagens idiotas

O mais trash disso tudo é que muitas vezes os redatores ou esqueciam ou desencanavam de tentar dar alguma personalidade aos personagens, escrevendo textos genéricos ou mesmo trocando os games que cada um deveria cobrir, levando em conta a especialidade de cada personagem. Linha editorial não era mesmo o forte na maioria das edições, sei disso porque eu tenho várias SGPs em casa. A revista até que durou bastante tempo, mas foi progressivamente caindo no ostracismo, para finalmente acabar sem ninguém ter nem percebido. Durante a existência da revista também houve a adição de mais alguns personagens idiotas, que por óbvio não trouxeram qualquer alteração a qualidade das publicações. No fim, acho que os personagens até contribuíram para a queda da revista, já que conforme os leitores foram crescendo e adquirindo um pouco de massa encefálica, percebiam a babaquice toda em volta daquelas figuras.

Mas…

Não era só a Super Game Power que utilizava o expediente idiota dos redatores-personagens. A revista Gamers, seguramente a publicação mais trash da história sobre videogames, também tinha os seus. O pior é que conseguiam ser idiotas a ponto de fazer os da SGP parecem algo inteligente. No lugar do tal chefe havia um “general”, uma versão cartunesca e nada engraçada do Bison do Street Fighter II. Havia também um personagem chamado Capitão Ninja que aparecia em umas tirinhas até razoáveis. Porém, com o tempo ele passou a figurar histórias que ocupavam áreas cada vez maiores nas revistas. Além de chatas e longas, essas histórias tomavam o lugar que poderiam ser muito melhor aproveitadas com matérias sobre videogames, quesito que por sinal a Gamers foi fraquíssima do início até seu fim. Quem nunca ouviu falar dos textos chupinhados de sites estrangeiros, feitos a base de tradutores automáticos, além dos recorrentes e bisonhos erros de português?

Houve também outras publicações bisonho-trashs sempre com os infames personagens. Tinha uma tal de Joestick, com toscas histórias protagonizadas pelo personagem homônimo, e no final umas parcas páginas com um materialzinho sofrível nelas. Uma outra que, se não me engano, chamava Plug and Play, também tinha sua constelação de panacas fictícios. Nesse caso eu até entendo, pois a qualidade da revista era tão ruim e o nível editorial era tão baixo, que havia um bom motivo para os redatores se esconderem por trás dos “Game Master” e “Power Lord” da vida. Mas sem dúvida nenhuma a criação mais grotesca e de pior gosto entre todos esses personagens, foi o tal “Frango”, quando a Ação Games vivia seus piores dias. A função do galináceo imaginário, sob o pretexto tirar um sarro, era humilhar os leitores que enviavam cartas para revista, das formas mais grosseiras e mais mal educadas possíveis. Era constrangimento puro, e algumas vezes até me tirava a vontade de continuar lendo a revista. Até hoje não consigo entender qual era o sentido de criar um personagem que só servia para maltratar os leitores, que por óbvio eram os clientes que bancavam a publicação, e deveriam é ser reverenciados por isso. Pombas, eles PAGAVAM o salário do jeca que ficava na frente do computador escrevendo aquelas porcarias sem noção. Não era à toa que a Ação Games já estava em profunda decadência e acabou pouco tempo depois. Nem as dançarinas do Gugu e candidadas a felina da vida, com seus biquínis foram capazes de salvar a revista da inevitável insolvência.

Por fim…

Ainda bem que essa moda dos personagens-redatores já passou faz tempo, e de uma forma ou de outra as revistas nacionais de games evoluíram. Duvido que o pessoal daquela época tenha um pingo de saudade dessas palhaçadas editoriais. Demorou anos para perceberem que os jogadores de videogame não são débeis mentais, nem tontos infantilizados enquanto leitores. Provavelmente essa idéia idiota deve ter partido de algum figurão das antigas em alguma das editoras da época, que pensava ser genial criar personagens como se fossem os dos videogames, para “pegar a molecada”. Mas o tempo mostrou o quão furado era esse conceito.

Até o próximo post.

André V.C Franco/AvcF – Loading Time.

42 thoughts on “Especial 10 idéias idiotas 2 – Personagens de revistas de games (parte 6)

  1. cara eu tmbm detestava esses carinhas. Quando eu li o título do post sem ver a foto me lembrei de todos, principalmente a Marjorie Bros, que respondia as cartas dos leitores desse jeitinho meigo que vc mencionou hehe. Triste, muito triste isso huahua!!!! Graças a Deus, hoje temos bons profissionais (nem sempre) cobrindo esse assunto de uma maneira muito boa e bem feita.

  2. a única coisa que prestava (e nem sempre) eram uns quadrinhos que saia…. e só….
    tenho algumas SGP e Ação Games em casa (tipo a só dicas do MK1) hehehehe Tenho um poster maneiro do Metal Gear… que infelizmente tem a foto desses personagens atrás… então é ele mesmo que tem que ficar… hehehehe

    O único personagem que eu realmente achava legal era o ninja da gamers…. mas era a ÚNICA coisa que eu lia na revista, pq a estrutura da revista era feia demais!!!

  3. ah… tipow… a gamers no começo era meio tosquinha msm… mas depois era at legal… e falava de coisas q nenhuma das outras falava…

  4. Tinha uma publicação na época, a HERÓI, que hj em dia é site, que falava sobre coisas como anime, cartoons, filmes e games, que veio na onda dos cavaleiros do zodiaco. Era uma boa publicação, falava sempre dos assuntos respeitando o leitor, principalmente quando ela retornou como Heroi 2000 e Herói.com.br. Eu comprava todo mês, ficava ansioso pra chegar o dia do lançamento, e as vezes chegava uns dois dias antes, ficava importunando o jornaleiro huahua. E seguindo a onda dela vinha umas como Ultra-Jovem e outras parecidas que eram uma porcaria!!!! Contava o final de todos os animes, coisa que a Heroi não fazia, falava coisas absurdas sobre os mesmos (hj com mais informação sabemos o quanto eram absurdas) e quando falava sobre games, elogiava todos, até mesmo bombas como o 007 Tomorrow never Dies do PS1. Péssimo huahua!!!

  5. peguei essa época. lembro bem dos personagens e das revistas, mas era gurizão demais pra dar bola para o que eles escreviam, só queria saber dos jogos pra alugar na locadora da esquina.

    a única coisa que eu tinha certeza na época é que a gamers não prestava, por mais que eu gostasse do capitão ninja. na verdade, gostava de tudo que envolvia um ninja, desde jaspion a aquele gibi do pequeno ninja.

  6. Po, a Gamers num era tão ruim assim… na época pra quem não sabia nada de inglês e nem tinha computador, aqueles detonados com traduções das histórias dos jogos quebravam um galho, problema é que levavam várias edições pra terminar!

  7. Eu adorava a Gamers, principalmente quando abandonaram aquela ideia de personagens e começaram a fazer reportagens de verdade. Numa época que ainda não existia internet, era ela que tinha as melhores noticias, traduções, sem falar que gostava muito dos detonados de até seis edições (FFVII).

  8. Pior que eu lembro direitinho desses redatores.Quando eu era criança, eu já não ia muito com a cara dessas revistas.Depois de grande…

    E tem gente que ainda tem a audácia de falar que “revistas de games decairam”, ou que “as antigas eram melhores”.
    É rir para não chorar desse saudosismo ridículo…

  9. Não peguei essa época do Frango da Ação Games (seria um presságio do conflito “hardcore” vs “casual”?), mas também eu tinha um ódio daquele povo que mandava uma carta com dúvida e no final escrevia “por favor, não publiquem essa carta”

  10. antigamente as revistas eram “casuais” hoje elas são “criticas”
    ou seja uma evolução,ants era brincadeira,agora e trabalho serio.o que melhorou em muito as revistas

  11. Putz!!! Cara me lembro de toda essa m… aí!!!
    Lembro que no Multishow tinha um programa chamado Stargame… e tinha um personagem-mala chamado mãozinha… alguem lembra disso???

  12. Thales eu tmbm morria de raiva das pessoas que mandavam “eu sei que vcs nem vão ler minha carta, muito menos publicá-la” AAAAAAAHHHHHHHHH fala sério. Mas funcionava, a maioria que escrevia isso tinha a carta publicada huahua!!!!

  13. Essa coisa das seções de cartinhas das revistas era uma piada a parte. Além dessas com a chantagem emocional clássica, mas mais legais e engraçadas eram as com dúvidas. Quanto mais sem noção fosse, melhor. Aquelas do tipo “comprei um cartucho de Mega Drive, como faço para encaixá-lo no meu Atari?” Ou “meu primeiro falou que no Japão já saiu Super NES com CD, é verdade?” Disso aí para baixo, era uma diversão só. Se um dia eu tiver saco e falta do que fazer, selecionarei várias desse naipe para fazer um post. Renderia boas risadas.

  14. Por um tempo, a Gamers foi uma das melhores publicações nacionais, mas isso só perto de seu fim, quando ela passou a ter uma qualidade decente de arte de capas e dicas e detonados bem detalhados (ainda lembro de uma matéria sobre grandia 2, de dreamcast, e ainda tenho os detonados de breath of fire 4 e crono cross).
    O problema dela é que geralmente levava uns 2 meses ou mais para soltar uma matéria sobre determinado jogo, enquanto outras revistas já o faziam imediatamente.
    Na época, ação games (já decadente), nintendo world e egm brasil (ambas novatas) só traziam breves notícias sobre o mundo dos jogos, geralmente algo como “aconteceu e não me importa”.
    Essa indiferença, que tornava as matérias vagas e superficiais nas outras revistas fez eu acompanhar a Gamers até seu fim, se não me engano entre 2000 e 2001.

  15. Eu peguei a época do frango na Ação Games, aliás eu tinha uma assinatura dessa bagaça! Mas teve uma época que ela era a melhor, só empatava com a Nintendo World, mas essa só falava da Nintendo né então perdia pontos por sempre proteger demais os consoles da Big N.

    Hoje eu acompanho a EGW (antiga EGM brasil), mas ainda fico puto com uns erros de português e diagramação que insistem em acontecer!

  16. Eu costumo fazer comentários sérios e tudo mais, porém diante dessa matéria eu apenas repetirei aqui o que se passou em minha mente no momento que li a chamada:

    – ” PUTA QUE PARIU como isso era rídiculo pra caralho hahahaha. Lord Mathias velho…de onde tiraram essa porra?? Eu odiava isso. Simples assim.

  17. a EGW,fico nota 8.5 agora,antes quando era a EGM era nota 9.5
    fico com menos coisa sobre games,mais sobre filmes e coisas q so tinha no site herois(nao tem acento)
    mas continua muito boa

  18. Com essa coisa toda de revistas, entrei novamente no site da Heroi que há muito não acessava. Os textos estão fraquissimos, elogiando filmes ruins e metendo o pau em filmes bons, e o mesmo pra jogos. Não entendi essa hehe!!! Dei uma reolhada nas minhas Heroi antigas e percebi que era a mesma coisa, tentavam formar opiniões sem mostrar realmente os fatos que levam a mesma. Hj em dia não leria uma publicação como aquela. Ou estou muito exigente, ou cresci e percebi coisas que não via antes hehe!!!

  19. golts,teve um cara da egm americana q fez a maior zuação possivel…
    ele falo q tinha um personagem secreto no jogo,mas pra liberalo teria q fazer coisas impossiveis,zerar o jogo no hear sem apanha,so dar certos golpes,milhares de pessoas ficaram furiosas quando revelaram q era uma brincadeira,o foda de tudo e q foi no mes de abril q a revista foi pras bancas,e todos acreditaram…

  20. @NitroxxBR

    Mas isso é coisa de primeiro de abril, já faz parte da cultura 😛

    Não era uma história de que era possível ver o Shen Long, mestre do Ryu e do Ken no cenário da Chun Li?

  21. Cara, vc anda muito mal humorado..revista sobre games na década de 90 era uma coisa mais infantil e por isso a linha editorial da maioria das revistas seguia esse formato…não vejo mal nenhum nisso…

    rídiculo mesmo é, nessa altura do campeonato, marmanjo ter que criar avatar no videogame…

  22. ninicius,e pros grandinhos,pros tios da epoca q jogavam desde o atari?!?!?
    iriam ter q aguentar coisa de criança….?
    isso q estamos debatendo,algo maduro e nao sempre infantil

  23. Então, Nitroxx pelo menos minha visão é assim..na geração 8 e 16bits, não lembro de ninguém nem perto dos 20 anos que jogava vg..

    tenho primo 10 anos mais velho e irmão 8..de vez em quando os via jogando e tal mas nunca se interessaram muito..comprar revista, então??nem se fala..

    Não acredito em gete com mais de 1 5comprando revistas de games na época…eu mesmo depois de um tempo abandenei elas e assinei a Showbizz e a Super Interessante quando era adolescente..

    Fora que a galera mais velha começou a descobrir jogos mais adultos no PC..

    Sei lá se é somente saudosismo e tal, mas achava os personagens bacanas na época..o problema é vcs quererem comparar com a quatidade de infos e abordagens diferentes que temos hoje..daí fica ridículo mesmo..

    abraço!

  24. Put’z , pode crer a “Gamers” chupinhava e “maltraduzia” os as matérias , dava pra ler português e inglês ao mesmo tempo … nussss …rsrsrs

  25. só pra defender uma… eu lembro (e se pá ainda tenho) a revista Playstation… falando de um jogo do donald…. falando que é um jogo para irmão mais novo, e que ele iria gostar…. eu gostei do comentário e me fez passar longe do jogo… apesar de ser da disney (joguei depois e é MUITO fácil! hehehe tipo tin tin)

  26. Revistas de videogame, lembro-me de comprar só para ter noção do que alugar. Acho que o fim das locadores tornou, um pouco, as revistas insustentáveis. Pode parecer que não. Mas na época meu principal motivo para a compra de uma revista era para quais os jogos novos e o que esperar. Não havia internet (acessível) como há hoje.

    Eu gostava de poucas coisas dentro de uma revista, lembro pouco de revistas mais velhas como ação games ou super game power, mas lembrei desses personagens e na época pouco lia a parte dedicada as cartas ou a esses comentários bobos (desses personagens). Até mesmo as notas dos jogos era ignorada por mim. Lembro de apenas ficar “babando” pelas fotos dos games. Uma coisa que detestava na gamers era que as fotos eram em geral muito pequenas.

    Dizer que ela ficou melhor nos seus últimos anos, tenho minhas dúvidas. Lembro de ter comprado uma edição de 2000 (falava sobre o lançamento de tekken tag tournament, para ps2), e até chegar na matéria do game, passou algumas matérias com várias imagens digitais, imensas e fotos do tamanho de dois polegares do jogo. Putz…

    Sempre detestei as sessões de reviews (de todas as revistas), considerava desnecessárias na maioria dos casos, principalmente me publicações como EGM brasil, onde eram paginas e paginas (e a maioria dos jogos eram fracos e destacavam 1 a 2 jogos de cada console em páginas inteiras ou em duplas páginas). Para mim isso soava como falta de assunto ou mesmo de bons redatores ou ainda de pessoas que conheciam algo sobre jogos e que pudessem expressar ali.

    Ainda sobra a EGM brasil, lembro da primeira edição que comprei (acho que era a nona ou décima, coisa assim), e tinha um tipo de matéria (capa da revista) “metal gear solid x splinter cell”, por essas e outras (idiotices) que eu não gostava de revistas. Matéria simplesmente imunda e tudo para vermos os “escritores” de revista dizerem suas preferencias ou ainda pior se fazerem de indiferentes.

    Minha opinião particular sobre revistas de games. Elas deveriam ser sim mais sérias (menos coloridas, sério, revistas de games tem ar de revistas infantis e o discurso em muitas delas hoje é “games não é mais coisa de criança”, porém a capa da revistas e as muitas imagens coloridas dizem o contrário).

    Acho que na época final da ação games, ainda vi uma revista que me chamou a atenção, seu visual para a época era dark e isso transmitia certa seriedade (porém não durou muito e a revista sumiu). Todavia, gostaria de ver revistas de games sendo levadas como revistas realmente especializadas (e não apenas ditas como “feitas por quem entende de games”… oras até eu entendo de games o suficiente então para fazer uma revista!!). Não, eu não faria uma revista porque o que entendo de games é o quanto gosto de uns jogos e outros não, e não gostaria de comprar uma revista “especializada” por alguém como eu.

  27. Comprei muitas revistas de games na época do nes e do SNES. Gostava mais da gamepower e odiei qdo ela se uniu à super games, pq so tinha o snes e ela deixou de ser especializada nintendo. pra quem tinha os dois consoles poderia ser ótimo, mas pra quem tinha grana so pra um melhor seria ser especializada.
    há pouco tempo tive acesso à uma revista nova e fiquei chocado. Sinceramente preferi as antigas. Erros grotescos de portugues, piadas infames, trocadilhos de duplo sentido. Horrivel. Lembro da pior piada/trocadilho quel algum editor podia fazer… Ao comentar o jogo Zenga de wii, o piadista disse “Cuidado para nao trocar o Z de Zenga por um B”… Humor idiota, bestificado. como permitem isso? Revista de game pra mim tinha de ser seria, como uma revista de cinema ou de musica. pra que as piadinhas idiotas? Acredito que querem ser “descolados”… Portanto, as revistas modernas nao me atrairam nao. Pra as bobagens daquela época,como personagens-editores, foram substituidas por piadinhas idiotas….

    Comentário do AvcF: pela sua descrição, parece-me que você se referiu a uma edição da revista N Gamer. Se for isso mesmo, eu tenho duas aqui e realmente essas piadinhas sem graça e pueris aborrecem minha leitura. A revista é boa, mas o telento deles para o humor é menor do que o dos redatores da Praça é Nossa ou Zorra Total.

  28. Me lembro da finada Progames (que em meados de 1994, mudou de nome e virou gamers) que tinha vários macotes como o General Wolferrá, o Capitão Ninja (que era o namorado da Chun LI, vejam vocês) e o Daikon (o namorado da Cammy). Ô piada!! 😀

  29. Eu coleciono revistas antigas de videogame (admito, sou rato de sebo) e, à despeito do conteúdo infantilizado, gostava delas principalmente porque a maioria trazia um visual mais chamativo (embora tosco). Eu era gurizão na época, sei lá, eu gostava. Me divirto vendo essas revistas antigas até hoje.

    Cresci e comecei a comprar a EGM, pois as outras continuavam infantis apesar de quererem ser mais sérias, ou seja, ficaram artificiais. Mas eu sempre estranhei a forma “jornalística” da EGM, até de certa forma arrogante. A gota d’água foi numa seção (sessão? sempre confundo) de cartas. O sujeito escreveu reclamando da edição anterior, onde um redator colocou um palavrão ao fazer um review, e que a irmãzinha dele lia a revista. Simplesmente responderam que a irmã dele não deveria ler porque a revista era “voltada para o público adulto”. Primeiro, na minha opinião uma revista de games devia ser universal, para todas as idades, nem por isso ela deixa de ser séria. Segundo, colocar um palavrão num review mostra que o cara não tem argumentos. Sempre questiono esse negócio de que “jogos para o público adulto”, sendo que a maioria começou a jogar quando gurizão. No mínimo, um contrasenso.

    Sobre as besteiras que eram escritas, sou obrigado a citar uma. Na Supergame nº 5, que tinha o Ayrton Senna na capa (1992, acho), tinha uma seção chamada “Canto da Cobra”(que nome, heim?), que falava de novidades sobre games e sei lá o quê. Nesta edição eles falavam sobre uma nova mídia: o CD-ROM, que vinha substituir a mídia em cartucho. Até aí tudo bem. Só que eles emendam dizendo que “o CD-ROM representaria o fim da pirataria”, pois segundo a revista, fazer a cópia de um CD custaria em torno de “Cr$ 100.000.000,00”. É… acertaram em cheio…

  30. @Onyas: De fato, e a EGM publicava reviews voltados para o público infantil. É que tem cara lá (e em outros meios) que se formam numa faculdade mequetrefe de jornalismo que o pai pagou e já ficam se achando os especialistas em games. O foda é o frenesi que (sempre) fazem quando um jogo novo (supostamente bom) sai; dão 10 sem nem ao menos terem digerido o jogo (tudo bem que às vezes o jogo realmente merece, mas…).

    Quanto à declaração “o CD-ROM representaria o fim da pirataria” eu até concordo – foi gradativamente o fim da pirataria de CARTUCHOS!!! 😀 😀 😀 😀

  31. me desculpe mas nao concordo com vc na questao dos personagens muitos compravam a revista e ate jogavam muitos jogos de luta esperando um dia encontrar com o baby betinho para tirar uns contras e talz, a marjorie veio numa época que as meninas eram muito mais descriminalizadas do que hj. enato aquilo surtia um efeito bom querendo vc ou nao, comprava sempre a revista e ela sempre foi pra mim e pra galera do colégio a melhor(super game power) entao respeito sua opniao mas nao concordo blz

  32. Idiotisse total é o título e a materia publicada por esse tal de André V.C Franco/AvcF
    O cara me faz uma matéria dando sua própria opinião ridiularizando uma revista que foi um dos maiores sucessos na época de ouro do videogame.
    A questão dos personagens deu tão certo que todo mundo que comprava a SuperGame Power se identificava com algum ou alguns personagens.
    Eu tenho 37 anos e guardo com carinho a coleção quase completa da SuperGame Power, e ainda leio pra relembrar os bons tempos do 8 e 16 bits !
    Tenho PC parrudo e ja tive quase todos os videogames lançados, tenho coleções de emuladores e roms, e digo sem medo de errar que muitos jogos jamais serão substituidos pela sua essencia como por exemplo Contra (nes), Castlevania (nes), Legend of Zelda (Snes).,Tetris (nes), Sonic (Mega Drive), Mario Bros (nes), Supermario World (Snes), Prince of Persia (Snes), Gun Star Heroes (Mega Drive), Super Mônaco GP (Mega Drive), F-Zero(Snes), Super Metroid (Snes), Chrono Trigger (Snes), Top Gear 1 e 2 (Snes), International Super Star Soccer (Snes) entre outros.
    No Pc alguns como Sam and Max, Day of Tentacle, Wolfeintein 3D, Duke Nuken 3D, Doom, etc.
    Alguns da geração 32 Bits e 64 bits tb são referencia como Resident Evil, Final Fantasy VII, Parasite Evo, Parappa The Rapper, Silent Hill, Legend Of Zelda: Ocarina of Time, Super Mario Kart, 007 Golden Eye, etc.
    Depois a geração 128 Com os consoles principais – Playstation 2, Xbox, GameCube, DreamCast, NeoGeo CD e varios jogos de peso.
    Vivi intensamente ate essa época dos 128 bits, eu cheguei a colecionar quase 500 jogos de Xbox (jogos piratas obviamente), mas acabava não jogando quase nenhum e sempre queria mais.
    Na época do Atari 2600 por exemplo eu lembro que eu emprestava um jogo pra um amigo e pegava um emprestado dele e jogava ate não querer mais.
    No Snes mesmo ja existindo a pirataria, os cartuchos não eram tão baratos assim, então cheguei a ter no maximo 10 jogos, e fazia rolo nas feiras ou locadoras.
    Falando em locadoras essa tb foi uma das coisas que só quem viveu sabe como era sensacional a sensação de alugar um jogo e não conseguir terminar e ter que devolver por não ter grana pra renovar a locação kkkk
    Cara era bom demais essa epoca.
    Hj temos jogos à rodo, eu tenho um HD de 1 TB lotado de games baixados, mas qse não jogo e alguns nem instalei.
    Jogo mais os classicos Battlefield(s), Call of Duty(s), e jogos de estrategia tipo Command & Conquer. StarCraft etc.
    Mas vira e mexe toh jogando emuladores com jogos que pra mim jamais serão substituidos.
    Bom, me empolguei demais aqui, mas essa é a minha opinião e nada mais alem disso, muitos podem conconrdar ou discordar, mas o mais importante é respeitar a opinião de cada um e não querer impor como se a sua opinião fosse a certa.
    Diferentemente do que essa materia quis impor, na minha opinião a SuperGame Power foi a melhor revista de games do Brasil e os personagens eram talves uma das principais caracteristica para o sucesso da revista.
    Pra finalizar aqui está uma materia muito interessante dos reais personagens da revista, que de alguma maneira fizeram parte da minha adolescência de gamer e me ajudaram com os seus “Detonados” que eu só recorria quando não encontrava mais nenhuma alternativa para passar de fase de algum jogo.

    http://jogos.uol.com.br/ultimas-noticias/2012/09/20/conheca-a-historia-da-supergamepower-e-descubra-quem-foi-a-marjorie-bros.htm#comentarios

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.