Cool Vibrations: Wild Guns (SNES)

Saudações aos desbravadores.

O post de hoje resgata mais um game esquecido dos tempos de Super NES, o Wild Guns, lançado originalmente pela Natsume em 1995. Sem perder tempo, vamos em frente com o post. Acompanhem.

Quando se pensa em no gênero do western (ou se preferirem “velho oeste”), conclui-se que a década de 1990 foi rica e variada. No cinema foram vários sucessos como Unforgiven (Os Imperdoáveis), Legends of the Fall (Lendas da paixão), Tombstone (Tombstone: A Justiça está chegando) e até Wild Wild West (As Loucas Aventuras de James West – ah como adoro esse títulos brasileiros…) pode entrar nessa lista. Nos video games não foi tão diferente, uma vez que jogos como Sunset Riders, Tin Star, Lucky Luke, Outlaws e o “trashíssimo” Mad Dog Macgree (por falar em trash, experimentem jogar Lethal Enforcers II…mas tomando um Plasil antes); isso sem contar jogos que tinham o western como tema como Alone in the Dark 3 e Wild Arms.

Wild Guns entra nessa lista como um simpático joguete de aluguel para até dois jogadores lançado pela Natsume (será que ela ainda existe?). Lá, após o jogador ser apresentado a uma história idiota qualquer, ele deve escolher entre o cowboy-funcionário-padrão com o sugestivo nome Clint (dou uma bala Juquinha para quem acertar a referência) e a mocinha Annie com o vestuário típico das mulheres daquela época e região (imaginem o calor que as coitadas passavam com esses vestidões), cuja diferença se limitava apenas aos avatares. Para quem nunca viu esse jogo, dois trechos de Wild Guns:


Como puderam ver, o gameplay é simples e direto, o que não quer dizer que o jogador não tenha alternativas de ação e escapes. O avatar do jogador fica no primeiro plano da tela atirando em tudo o que vê pela frente, cabendo ao jogador movimentar seu avatar como também sua mira. Assim o jogador precisa o tempo todo mediar suas ações entre a movimentação e o ajuste da mira para atingir os inimigos. Por outro lado, para escapar dos tiros o jogador conta com pulos, pulos duplos e rolagens laterais. Há ainda uma porrada de curta distância para pegar inimigos que tentam pegar o jogador de surpresa também se movimentando no primeiro plano. Nada muito diferente para quem era vivo nos anos 1980 e jogou Cabal:

A única diferença prática é que ao contrário de Cabal, em Wild Guns não há qualquer tipo de proteção a qual o jogador pode contar. Entretanto Annie e Clint contam com uma arma tão antiga quanto eficiente: o dinamite. A tela tá cheia e inimigos e a situação ficou preta? Os problemas se acabam assim que o dinamite explode e varre qualquer coisa que se mova. Além disso, há uma barra que vai enchendo conforme inimigos são destuídos que libera um especial cujo efeito dá invencibilidade e acesso temporário a uma arma apelona. Um detalhe interessante e não tão comum em outros jogos do SNES, era o fato de os cenários do jogo serem destrutíveis em praticamente toda extensão. Quase tudo pode ser quebrado/destruído incluindo placas, mesas, cadeiras, janelas, carroças, molduras, lustres e por aí vai. Ok, não é algo que mude o jogo, mas é bacana notar esse tipo de capricho com a produção do jogo.

Outro detalhe é a estética que mistura os elementos típicos do velho oeste com outros futuristas, como robôs gigantes, tanques de guerra e monstros metálicos. Não sei exatamente como surgiu esse tipo de mistura, mas o fato é que Wild Guns fez isso uns cinco anos antes do já citado filme Wild Wild West. Sinceramente eu gosto desse tipo de contraste entre velho e novo e tecnológico e arcaico. Deixou o jogo interessante e deu mais opçòes de criação para os inimigos e chefes. Além disso, ajudou Wild Guns a se afastar um pouco do que jogo que talvez seja sua maior inspiração: Blood Bros. de 1990:

Em resumo, Wild Guns é um games simples e curto, mas recheado de ação enquanto dura. Era o típico jogo de aluguel com qualidade para divertir bem por um fim de semana, por exemplo. Aliás, com dois jogadores ficava melhor ainda. Wild Guns não foi um grande sucesso do SNES, porém foi mais um dos bons valores da biblioteca de jogos do console. Para quem quiser experimentar, além dos emuladores, Wild Guns pode ser baixado no Virtual Console do Wii. Considerando os lançamentos de Gun e Red Dead Redemption, creio que o velho oeste não está assim fora de moda. Então se estiverem meio de saco cheio, pegar uns cowboys bandidos para metralhar pode ser uma opção interessante. Só não vale deixar de jogar com a Annie porque “ela é menina”. Aí é coisa de rardecore.

Bom feriado, amiguinhos…aproveitem. Abraços a todos.

AvcF – Loading Time.

11 thoughts on “Cool Vibrations: Wild Guns (SNES)

  1. Ri muito com o final: Só não vale deixar de jogar com a Annie porque “ela é menina”. Aí é coisa de rardecore. X-D

    De resto, ótimo jogo. Joguei muito na época.

  2. avcf disse:”Considerando os recentes lançamentos de Red Dead Revolver e Borderlands, creio que o velho oeste não está assim fora de moda.”

    JESUS AMADO,Q Q EU LI!!!

    o red dead q lanço e o redemption,e o borderlands nao tem nada de cowboys ou velho oeste cara…Oo

  3. Cê tem razão AvcF: com essa saia só mesmo um bacalhau cozido no velho oeste! ;-))

    Mas enfim, é que dificilmente um jogo de uma softhousezinha minúscula como essa Natsume poderia ser lembrado/eternizado, por melhor que ele seja. Me lembro de um jogo de luta-livre que eles fizeram pro Super NES – o Natsume Championship Wrestling. O curioso desse jogo estava no perfil, personalidade e “background” dos personagens. mas o problema era um pouco mais grave (até onde eu sei, e me lembro): o jogo em si.

  4. Boa análise, Avcf, vi esse jogo no emulador de SNES do PS2 mas o maldito travava quando eu morria. Depois vou baixá-lo, pois é um clássico! Mas essa onda de faroeste nos games não começou nos anos 90, começou antes, no NES tinha o Wild Gunman, que usava a light gun (pistola NES Zapper), e a Capcom lançou o excelente Gun Smoke para os arcades, com direito a versão para o NES ( merecia um remake, não acham?). E achei comédia quando li “por falar em trash, experimentem jogar Lethal Enforcers II…mas tomando um Plasil antes”hwa ha ha ha!

  5. Nossa pensei que só eu conhecia e curtia esse game, o povo sempre falava de Sunset Riders como o melhor jogo de velho oeste do SNES mas para mim Wild Guns dava um banho nele! Muito divertido e recordo que as músicas eram muito boas também!

  6. Mano: “Wild Guns entra nessa lista como um simpático joguete de aluguel para até dois jogadores lançado pela Natsume (será que ela ainda existe?)”

    Tá de brincadeira escrever uma palhaçada dessas…Natsume não só ainda existe, como vendeu o maior classico de nome Harvest Moon, hoje em dia Rune factory.Pesquisa um pouco…Antes de defecar na internet!

  7. @NATSUME FÃ: Calma,rapaz, quando o Avcf escreveu isso, ele não quis dizer que ninguém conhece a Natsume, aliás essa empresa é até conhecida (especialmente por causa de Harvest Moon no Ocidente), mas não tão lembrada quanto a Capcom, a SNK, a Konami, a Namco Bandai, a Sega,entre outras. E sem contar que essa empresa é mais conhecida no Japão do que no resto do mundo(que como eu falei, só se lembra da Natsume porque tem Harvest Moon no meio) ou seja, querer xingar o cara só porque ele mal conhece uma empresa que é pouco lembrada no Ocidente, é pura trollagem!

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