Cool Vibrations: Trauma Center 2 (DS)

Trauma Center 2

Saudações aos caudatários.

Após descer a lenha em um game antigo, desta vez preferi tratar de algo recente. Darei meus dois centavos sobre Trauma Center 2, joguete muito bom que terminei a pouco.

Quando o DS foi originalmente anunciado, mesmo antes de chegar ao mercado em 2004, o portátil passou por uma fase de descrédito entre parte da imprensa especializada e dos jogadores que já se diziam rardecores. Da mesma forma foi com alguns dos jogos anunciados naquela época, entre eles Trauma Center. O conceito de usar a “canetinha”(como jocosamente muitos se referiam a jogos com mecânica baseada na tela de toque) para simular cirurgias não comoveu a rardecoridade. Mas quando o jogo saiu, surpreendeu pela mecânica inovadora e pela competência na realização de sua prposta de jogo. Um remake dessa versão foi lançado para Wii, e subsequente Trauma Center: New Blood foi um dos bons valores da linha inicial de títulos do console de mesa da Nintendo.

O jogo funciona como se fosse um anime ou uma novelinha, em cada cada cirurgia é precedida por um contexto histórico que se esforça em ser alguma coisa além de utilitário. Dividido por capítulos, cada um contém uma sub trama que quase sempre o auge se dá na cirurgia, para então a história ser fechada. O chato é que nada disso faz parte do em si (em termos de mecânica, quando realmente temos o controle da coisa), além de não fazer a menor diferença em termos práticos. Até onde tive saco para acompanhar, o que vi foi um conjunto de personagens insossos e genéricos em situações e diálogos que fariam o programa “Hoje em dia” parecer eletrizante. Pior que isso foi o rídiculo envolvimento amoroso do médico Derek Stiles (que nome, que nome!) com a enfermeira Angie, que mais parecia aqueles romancezinhos goiabas de animes femininos (daqueles que o casal demora trezentos capítulos para descobrirem estar apaixonados, outros trezentos para admitirem isso e mais uns cem para finalmente terminarem juntos).

Só depois de muito texto é que realmente o jogo começa. A única vantagem, ao menos, é não ter aquela dublagem que parece de livro de curso de inglês, presente em New Blood. Quando a ação realmente acontece, um dos méritos do jogo foi fugir do realismo, o que afastaria os jogadores e não trataria nenhum benefício para a experiência de jogo. O design foi muito bem nesse sentido, pois os órgãos e partes internas do corpo são todos imediatamente reconhecíveis e bem representados, mas de uma forma que não mexa com a sensibilidade de alguém. Mas mesmo nas operações em que há sangue e pus, as representações gráficas nunca se tornam repugnantes, um acerto e tanto da direção de arte.


Um dos capítulos do jogo. No final a cirurgia

O que achei mais interessante é que a mecânica é inteiramente pela tela de toque, sem uso de botões. A interface foi bem planejada nesse sentido, pois os ícones representando os instrumentos imediatamente comunicam aquilo que tem de mostrar, o que é essencial nas operações mais tensas e de tempo mais curto (e tem umas bem osso duro de roer). Cada instrumento tem um modo próprio de se relacionar com a tela, entre toques e arrastos. Contudo, as situações de jogo não geram tanta repetição, visto que há variedade de tipos de enfermidades a se tratar. A cirurgia progride como se fosse uma sucessão de puzzles, em que cabe ao jogador descobrir rapidamente o que está acontecendo e remediar o problema imediatamente. Se errar, for lento ou atravessar uma sequência ritmada, é punido com a diminuição da barra de indica a linha vital do paciente. Mesmo na dificuldade normal, o jogo não alivia, isso porque há também o fator tempo que pressiona o jogador.

Tecnicamente não é um game brilhante, mas usa bem as capacidades do DS. As músicas funcionam bem e ajudam a dar dramaticidade e tensão durante as cirurgias. A apresentação geral é simples e majoritariamente formada por imagens estáticas, o que ficou claro que o esforço maior da equipe de produção foi nas cirurgias, decisão que julgo acertada. Por outro lado, o jogo não é apenas uma expansão funcional do primeiro Trauma Center, realmente evoluiu o conceito e o design do original, fazendo por merecer o número dois do título.

Não se trata de uma experiência revolucionária, mas foi uma maneira inteligente de aproveitar uma interface diferente da tradicional.Trauma Center 2 provavelmente foi o último título para o DS e agora a série seguirá seu rumo no Wii, sob a mesma filosofia adotada nos games portáteis. Creio que continuará fazendo sucesso pela competência que tem. Mas bem que podiam rever aquela novelinha.

Abraços e até o próximo post.

André V.C Franco/AvcF – Loading Time

4 thoughts on “Cool Vibrations: Trauma Center 2 (DS)

  1. Eu adoro esse jogo, mas como é difícil!
    Ainda estou preso numa cirurgia onde tem que operar três pacientes de Guilt de uma vez, sempre me ferro no segundo.
    E eu até que gosto da historinha do jogo, não é maravilhosa mas entretem.

  2. Não, do Ds mesmo, na parte em que você tem de operar o vilão e os filhos dele, na mansão. Nunca passei dessa parte… 🙁

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