Cool Vibrations pocket: Donkey Kong Land 2 e 3 (Gameboy)

Saudações aos leitores do Loading Time.

Na postagem de hoje, aproveito para fazer uma mini homenagem a dois ótimos jogos de plataforma do saudoso Game Boy: Donkey Kong Land 2 e 3. Devido a qualidade fantástica das versões de mesa, a série Land ficou à sombra do sucesso da Country, mas nem por isso os jogos de bolso deixaram de ter seu charme. Durante a fase de ouro da Rare (que considero que começou com DKC em 94 e foi até 2001 com Conker Bad Fur Day), ela também fez bons jogos para o Game Boy, baseados nos sucessos do Super Nes.

Ao contrário de boa parte dos jogos para o GB, em que eram portados diretamente dos consoles de mesa, a Rare preferiu criar uma série spin-off, para que se pudesse lidar melhor com as limitações do portátil. Em 1995 foi lançado Donkey Kong Land, que como o próprio nome sugeria, era uma aventura diferente do Snes, embora compartilhasse dos mesmos personagens, alguns inimigos e semelhanças eventuais no design de fases. A aventura era capaz de divertir, porém algumas falhas acabaram passando, como a jogabilidade com respostas lentas, personagens grandes demais para a diminuta tela do aparelho e até desproporcionais em relação aos cenários, o que ocasionava dificuldades de visibilidade em diversos pontos das fases, resultando em mortes desnecessárias.

Na versão seguinte, lançada em 1996, a Rare a certou em cheio, melhorou sensívelmente a parte técnica e conseguiu criar uma experiência portátil muito próxima a do Super Nes. As diferenças entre os jogos era menor, e quem jogou a versão principal podia reconhecer várias fases jogando no Game Boy, o que era muito legal. A mecânica era refinada para um jogo de plataforma, e DKL 2 era bastante superior a outros jogos do gênero na biblioteca do portátil. Como era de praxe, no ano seguinte saiu Donkey Kong Land III , que conseguiu melhorar o que já funcionava bem no anterior. Era incrível notar como os personagens eram bem animados e tudo tinha um nível de detalhes que era espantoso de se ver naquela telinha monocromática. Até mesmo a estética dos 16 bits ficou muito bem representada em DKL 2 e III.Curiosamente, ainda existe uma versão japonesa exclusiva de DKL III lançada para Game Boy Color, cuja única diferença foi justamente a colorização.

Alguns anos depois, em meados de 2000, a Rare ainda fez um remake de Donkey Kong Country para o Game Boy Color, aproveitando sua maior potência e as 56 cores por tela que o portátil podia exibir. O resultado ficou muito bom também, porém não vejo muito sentido em jogar algo inferior ao que podemos ter no console de mesa. Quem tiver acesso a emuladores, seja no computador ou no Nintendo DS, dê uma chance Donkey Kong Land 2 e III, ao menos por curiosidade. Quem curte jogos de plataforma, certamente irá gostar desses dois. Até a próxima.

André V.C Franco/AvcF – Loading Time

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