Cool Vibrations: Guilty Gear (multi)

Guilty Gear

Saudações aos pestilentos.

No post de hoje, trago-lhes um texto do meu amigo JVGuedes falando da única série de luta 2d que ousou bater de frente com a Capcom e a SNK: Guilty Gear. Acompanhem.

Guilty Gear foi e ainda é um jogo obrigatório aos amantes da boa e velha briga de feira. Não importa se estamos nos referindo ao Guilty Gear, Guilty Gear X ou Guilty Gear XX Accent Core, o importante é que todas as versões que joguei, mesmo com poucas diferenças, foram extremamente divertidas e viciantes. O que tem de tão especial nesse jogo?

Bem, primeiramente chamo a atenção para sua trilha sonora. Enquanto os jogos de luta da Capcom optavam por musicas não tão empolgantes para uma batalha (ao cúmulo de tocar saxofone no Marvel VS Capcom 2), Guilty Gears liga o rock no último volume. Aliás, o jogo todo parece ser inspirado no ritmo pesado do rock e, logo na entrada, nos deixa bem claro que tudo no jogo será extremamente alucinante. Guilty Gear parece uma mistura de rock com diversas drogas alucinógenas. (cogumelo do sol não conta)

Os gráficos são baseados no estilo japonês de desenho e não apresentam grandes inovações, porém cumprem seu dever muito bem. Cada golpe possui seu próprio efeito pirotécnico e diversas animações ocupam todo o cenário sem atrapalhar a visão do jogador. Outro detalhe do jogo que chama muito a atenção são os cenários bizarros e bem concebidos do jogo, mostrando que existe sim uma identidade própria e bem interessante dos personagens e seus cenários correspondentes. Destaque para os divertidíssimos “fatais” que, ao pegar o adversário desavisado, além de matá-lo com sua barra de vida cheia ou não, a animação será extremamente bem divertida e executada.

Os fãs do jogo provavelmente irão me odiar depois dessa, porém, a história do jogo realmente não é lá grande coisa. O problema maior é que os jogos da franquia não revelam muitos fatos relevantes para a trama central, então deve-se buscar em outras mídias por mais entendimento. Mas sejamos sinceros: alguém se importa com a história em um jogo de luta? Certamente uma trama profunda seria bem-vinda, mas aqui não é o caso.

Sabe-se no primeiro jogo que, após 100 anos de guerra contra as armas orgânico-humanas chamadas Gears, os dez personagens entram no “The Second Sacred Order Tournament” por razões próprias. A história avança conforme os jogos, porém não é minha intenção contá-las aqui.

Entre os personagens iniciais estão Axl Low (inspirado obviamente no vocalista da banda Guns N’ Roses), Chipp Zanuff, Dr. Baldhead, Kliff Undersn, Ky Kiske (não o lubrificante, que fique claro), May, Millia Rage, o gigante Potemkin, Zato-1 e Sol Badguy. Nas versões posteriores muitos outros personagens aparecem para rechear a paleta de lutadores, inclusive um garoto australiano possuído pelo capeta e a guitarrista I-No. Os personagens são bem diferentes entre si, cada qual com seus golpes mais absurdos que outros e personalidade própria. Atualmente são mais de 20 personagens!

Guilty Gear XX
Tela de Guilty Gear XX

Bem, em tempos de seca para os amantes de luta, Guilty Gear renovou o velho estilo 2D e ainda é uma boa pedida. Suas milhares de atualizações ajudam a manter a franquia e o fato do mesmo encontrar-se em quase todos consoles existentes, facilita o acesso.

Desculpem meu pessimismo, mas a maioria dos jogos (principalmente de luta) em 2D que foram adaptados para 3D ficaram toscos. Um exemplo recente é a atrocidade que fizeram com o Metal Slug adaptando-o em 3D para o PlayStation 2. Tudo bem que até agora as imagens divulgadas estavam muito bem feitas, com cenários bem detalhados, mas justamente esse que é o problema. Como dissera antes, Guilty Gears é interessante justamente pela sua personalidade própria, porém, baseando-me nas imagens, a adaptação para os cenários tridimensionais prejudicou muito seu estilo.

Deixemos meu pessimismo de lado e voltemos ao antigo. Como já cheguei a dizer aqui, caso nunca tenham jogado esse aqui, faça um favor a si mesmo e aproveite um tempo livre para marcar uma jogatina com os amigos. Não se esqueça de que a Bridget é homem. Não entendeu? Então jogue e veja por si mesmo. E tenho dito!

João Vitor Guedes – Loading Time

18 thoughts on “Cool Vibrations: Guilty Gear (multi)

  1. Sempre gostei de jogos de luta em 2D, mas não consigo gostar de GG. Acho a trilha sonora podre (na verdade, nem me importo com isso em jogos de luta), personagens totalmente sem graça, golpes absurdamente idiotas. Já dei chance a 3 jogos da franquia, mas não consigo curtir. No geral, gosto mais até de Fighting Vipers. -_-

  2. nunca joguei esse jgo
    e acho q no fliperama do shopping tem ele XD
    que sabe….
    porem pra mim so existe uma serie de luta que gosto,q é:
    King Of Figthers

    ps:especialmente o 96,pq eu tinha pra psx 😉

  3. Fighting Vipers já é sacanagem, vai? E bem ou mal, Guilty Gears foi o primeiro jogo que me lembro de trazer uma proposta de gameplay diferente de Street Fighter e KOF, e de forma competente. E por falar em golpes idiotas, FV era aquele que você jogava com um…carro?

  4. Nossa!!! Sou fanzasso desse game, tenho as 3 versões dele para PC. Aliás, tá ai um dos poucos games de luta para PC ( Street Fighte IV vem ai). Jogava com todos os personagens mas meu preferido era o Sol Badguy, os combos são muito legais. Esse game caiu como uma luva para o Cool Vibrations. Valeu AvcF!

  5. FV era ruim mesmo, não nego XD. Mas eu achei divertido. Foi numa época que tiraram o Virtua Fighter do shopping onde eu ia, então acabei acostumando com ele. Não lembro de carro, mas tinha um cara com guitarra.

  6. ps:nunca fui exatamente um fã de jogos de luta,porem so kof me fez gostar mesmo do genero
    ps2:kof e bom,vicia mais,porem tekken 5 e o tenho pra ps2,e que geralmente eu tento aprender os golpes,liberar as coisas e talz

    ou seja
    kof e pra divertir
    tekken pra mim já é pra zerar

    ps3:soul calibur 3 tb e bom,poreme dificiooooooo de dominar,mas acho q jogando o 4 vo melhorar,porem preciso do ps3 antes 😉

  7. o avcf,queria deixar ake meu twitter pra vc e o pessoal do Loading Time acompanhar o q acontece no dia-a-dia do meu trabalho.
    o meu blog se chama:”Diario de um Pacotero”
    e conta a vida do pacotero/quebra-galho/marceneiro/outras coisas que um pacotero faz num super-mercado
    http://twitter.com/NitroxxBR
    espero q vc nao bloquei ess mensagem 😉

  8. Eu jogo desde o 1 para playstation que tinha um grafico absurdamente bom para um jogo de psx. Naquele se vc acertava o destroyer acabava a luta e vc podia tentar quantos quiser , mas diferente do atual so dava para escapar do destroyer com um comando especifico . Essa semana eu coincidentemete to jogando o acent core plus do wii (com um controle de arcade). Esse jogo é muito bom e ainda de bonus ele ainda vem com o modo historia que ajuda a ficar mais confuso que já é

  9. “Ky Kiske (não o lubrificante, que fique claro)” – ri demais com isso.

    Também não acho história em jogos de luta algo essencial, inclusive acho patético pessoas que discutem esse tipo de coisa.

    GG é muito foda, só não to jogando ele no PC por estar sem manete para tal (jogar no teclado é pedir pra ficar com a mão doendo).

  10. Pôxa, eu gosto muito das trilhas sonoras da Capcom. Falo das músicas dos Street Fighter (não conheço as do 1, 3 nem do 4, e não gosto das do Alpha 3), e dos cross over (não as de mvc 2, aí também não, né?). Elas meio que fazem parte dos personagens, não dá pra pensar em lutar contra um lutador sem lembrar de sua música.

  11. Quanto à história nos jogos de luta, eu acho legal a gente ter um certo envolvimento com os lutadores, um certo sentimento associado a eles. Não é só sua história, mas sua aparência, seu estilo, seus movimentos, sua voz, tudo isso faz parte de um personagem. Concordo que a história de cada personagem não precisa ser complexa, uma curtinha e simples serve, mas é legal que exista uma. E uma historinha geral para todo o jogo é legal, principalmente se houver continuações (cujas histórias não baguncem tudo).
    As historinhas de quando a gente zerava Street Fighter 2 já eram suficientes para este propósito.

  12. Eu, como grande fão de fighting games considero Guilty como uma das melhores, se não a melhor, franquia do genero, quem diz não gostar dele, é porque não conseguiu aproveitar nem 20% do que ele tem a oferecer, a trilha sonora é bem feita e ocmbina com o jogo, até lhe da uma emplogação a mais à cada luta, e a respeito de história, qualquer jogo precisa de historia, jogo sem historia é um jogo vazio, e o mesmo se encaixa para fighting games, a historia do guilty é boa, mas complexa de mais, e como foi dito, não muito bem explicada nos jogos, ai voce se perde e fala:a … a historia é uma bosta ‘-‘. Contudo, é um otimo jogo, combos alucinantes + metal + personagens realmente criativos = very gooda!!! xD

  13. Guilty Gear *0* conheci ele ouvindo algumas das musicas em uma radio de anime e depois de pesquisar o que era,comprei o ultimo para a psp (o desespero para jogar foi tanto que comprei a versao japa XD) *-* mesmo nao sendo uma apaixonada de jogo de luta,esse daì vale a pena,è muito bom mesmo *-*

  14. Só faltou mencionar o Guilty Gear Isuka, que inovou ao trazer lutas com até 4 personagens lutando ao mesmo tempo na tela. Imagine a confusão…

    Eu já fui “viciado” nessa franquia, e estou doido para por as mãos na sua “pseudo” continuação: BlazBlue. o/

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