Conheçam a Nintendo World Store

Saudações aos leitores.

No post anterior eu mencionei que viajaria para os Estados Unidos e que traria posts de lá. Pois bem, cumprindo a promessa que fiz, trago-lhes um post especial mostrando tudo sobre a Nintendo World Store, a loja oficial da Nintendo, que fica na sempre bela e cosmopolita cidade de Nova Iorque. Vamos em frente!

Viajar é sempre bom, sobretudo quando o destino é um país mais civilizado e desenvolvido do que nossa velha república bananeira. Pelo menos é assim que eu penso, por isso que sempre que pude, procurei conhecer destinos como Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, França e Belgica. E é por isso também que ainda quero ir a lugares como Alemanha, Austrália, Coréia do Sul e Japão. Então, aproveitando que iria para os Estados Unidos, dei um pulo em Nova Iorque, cidade que continua linda, agitada, iluminada e caótica como sempre (o transito bagunçado que o diga). Embora seja um destino clichê dos turistas novos-ricos brasileiros (a exemplo da bela Orlando, convertida em uma 25 de Março, com hordas gritando e assoviando pelas lojas, e que voltarão ao Brasil lotados de dívidas e sacolas de compras), incrivelmente não me recordo de ter ouvido português ou aquele “inglês-turístico” bizarro que os pobres funcionários americanos são obrigados a tentar entender.

Questões cucaracho-tupiniquins à parte, uma vez em Nova Iorque eu estabeleci como um objetivo da viagem (além de visitar as atrações de praxe da cidade, claro) conhecer a famosa Nintendo World Store, que fica localizada na próxima ao Rockfeller Center, entre a quinta e sexta avenidas. Após caminhar por algumas quadras e perguntando aqui e ali, enfim chego ao destino:

A fachada é bem bonita, devo dizer. A decoração com New Super Mario Bros.U ficou bem legal nas vitrines, mas também sem exagerar. Por fora a loja não parece tão grande, porém o espaço interno dela é bem amplo:

No térreo é onde fica o espaço dedicado aos portáteis, e especialmente a Pokemon. Como vocês podem ver na foto, também há um espaço pro pessoal jogar os lançamentos de 3DS, sendo que no dia havia destaque para o novo Paper Mario Sticker Star. No dia que estive lá (era um domingo) a loja estava cheia de crianças, com boa parte delas perdendo o maior tempo para falar com o Mario em uma instalação interativa:

E por falar em crianças, havia muitos bonecos de Pokemon à disposição:

Indo para o primeiro andar, chegamos a parte certamente mais interessante da loja, que é onde fica o mostruário com todos os consoles lançados pela Nintendo:

Indo da esquerda para a direita, temos a vitrine com os primórdios da Nintendo, mostrando as cartas hanafudas, Donkey Kong, o Famicom, os Game & Watch e o NES:

Na prateleira seguinte, o NES é a estrela:

Em seguida o glorioso SNES, com direito a uma televisão exibindo o clássico Super Mario RPG:

Depois temos o curioso “cantinho do fracasso”, com o eterno Virtual Boy:

Aqui temos uma prateleira dedicada ao Nintendo 64(com maior destaque) e ao GameBoy:


Os modelos de GameBoy Color

Depois vem a prateleira dedicada ao GameCube:

Na sequência vem a prateleira com o Wii e o DS:

E finalmente a prateleira dedicada ao recém lançado Wii U e o 3DS:

Voltando à primeira foto dessa sequência, vocês podem ver um balcão cheio de revistas Nintendo Power, e o famoso GameBoy “sobrevivente” da Guerra do Golfo, gloriosamente rodando o clássico Tetris:


No restante do andar o que se encontra são diversas araras com merchandises diversos da Nintendo, como camisetas, bonés, mochilas, carteiras, balas, chicletes, adesivos e tudo mais que as crianças chinesas podem produzir. Como não sou muito chegado à idéia de andar por aí com coloridas camisetas do Yoshi ou do Kirby, aproveitei esse pedaço apenas para comprar a última edição da Nintendo Power, até mesmo para guardá-la como item histórico.

Eu e Wii U, Wii U e eu

No segundo andar também havia diversos estandes com demos de jogos do recém lançado Wii U. Todos muito bonitos e elegantes, devo dizer:

Como era de se esperar, New Super Mario Bros.U era o jogo que todos queriam testar. Naquele dia especificamente estava concorridíssimo, simplesmente ninguém queria testar Nintendo Land ou Rayman. E antes que perguntem, sim eu testei o Wii U. A começar pelo controle, nunca um aparelho me causou impressão inicial tão ruim. Quando dei de cara com aquele tijolo branco logo pensei “pô, terei que jogar com essa lasanha na mão?” Porém, logo que peguei o controle, o senti nas mãos e comecei a usá-lo, notei que o Wii U Pad é surpreendentemente leve e ergonômico, e se querem saber, não parece tão grande assim.


Com o controle em mãos

Outra surpresa positiva foi a tela do controle, que exibia imagem bem nítida e definida, com qualidade superior ao que imaginei inicialmente. Como somente pude testar NSMB.U, não tive muito o que fazer com a função de toque da telinha, mas no pouco que a testei, me pareceu tão boa quanto as de DS e 3DS – embora ainda seja resistiva, e não capacitiva como as do iPhone. O fato é que jogar NSMB.U com o WiiU Pad foi um experiência agradável e divertida, até porque fiz a maior “pressão” quando fiz 100% em uma tela onde todos os jogadores anteriores morreram na primeira tentativa. A cara que os funcionários da loja fizeram nesse momento valeria uma foto, hehe.

Por fim…

Foi um agradável domingo, loja cheia de jogadores, pais e mães e suas crianças ávidas por experimentar as novidades da Nintendo. Por falar em novidades, fui informado pelos vendedores locais que o Wii U estava vendendo muito bem, sobretudo o pacote deluxe, que é o mais caro. Sinceramente, ficou difícil crer em tamanho sucesso quando eu podia ver muitas caixas disponíveis no estoque, além de não ter visto ninguém comprando o console (notei a mesma cena no Wallmart e Best Buy). Não que eu esteja chamando os caras de mentirosos (e não estou), mas é que simplesmente não consegui sentir esse sucesso todo em torno do novo console de mesa.

E vou ficando por aqui, amigos. Ainda devo soltar algum post antes do fim do ano, porém já deixo minhas saudações a eventuais viajantes rumo a locais sem internet wifi. Até breve amigos.

AvcF – Loading Time.

15 thoughts on “Conheçam a Nintendo World Store

  1. É, a franquia Pokémon já era mesmo. Dá só uma olhada em um dos Pokemons da foto… 😛

    Feliz Natal, AvcF! Que legal que esteja curtindo em um país menos xexelento que o nosso. Abraços.

  2. Caralho, mas tu é playboy mesmo! Por que não aproveita e fica o resto da vida nos EUA? Não entendi o desmerecimento dos “brasileiros novos-ricos” (o qual você se encaixa muito bem, afinal, duvido que com seu trabalho medíocre pós-faculdade possa te dar condições de viajar pagando do seu próprio bolso) e de ouvir ou não português em NY. Sério, uma introdução um tanto babaca, elitista e por que não burguesa para um texto que não merecia essa abordagem. Parabéns por ser esse pseudo-AVGN e o mais otários dos blogueiros de games, seu conhecimento faz jus à sua presunção.

    1. Pensei a mesma coisa. Afinal, o porque de tanto desmerecimento com o Brasil? Tá insatisfeito, faça alguma coisa para mudar ou se mude daqui, e não critique somente. Aliás, criticar é muto fácil quando se está nos “Esteites” né?
      É por essas e outras (Fanboy da nintendo) que tenho rareado minhas visitas aqui. Bloqueiro medíocre.
      Ainda se coloca no direito de criticar diversas empresas como se o seu trabalho de conclusão fosse algo realmente sensacional. Mais clichê impossível.

      AvcF: sabia que a introdução seria sensível a alguns, mas nossa, quanto chororô. Quanto ódio nesses “coraçõeszinhos” nacionalistas. Particularmente acho meio engraçado essa “ditadura feelings” de vocês, com essa argumentação na linha de “Brasil, ame-o ou deixe-o”. Quem são vocês para me dizer o que fazer ou não? Curioso isso, realmente. E para o desespero de vocês, sim eu pago minhas compras e meu “trabalho medíocre pós-faculdade” está sendo baixado por pessoas do mundo todo no App Store. Ódio faz mal, queridos. Feliz ano novo para vocês.

      1. Só de graça mesmo. Baixei e achei uma merdinha cara. Sério mesmo??? É só aquilo?

        E você falando mal da Activision, Sega, Midway e outras…. Você deve sentir vergonha dos seu posts quando relê e joga essa coisa sua heim???

        Feliz ano novo para você também.

        E não é nacionalismo descerebrado não. Nasci aqui e tenho amor pela minha terra sim.

        AvcF: Haters gonna hate.

  3. Muito bacana a loja. Bonita cheia de games!. Legal ter um mini museu. Eu provavelmente ia ficar com mais vontade de comprar games antigos do que novos…
    Mas se me permite uma critica, tenho que concordar com os colegas acima sobre a introducao do texto. Nao concordo totalmente pois nao achei tao grave assim.
    Nelson Rodrigues chamada de complexo de vira-latas, inferiorizar o pais. Na verdade, condicao que existe em qualquer pais mas se mostra mais contundente por aqui.
    Vou concentrar minha critica na passagem sobre os “novos-ricos”. Nao existe problema, em absoluto, em ser um novo rico. Muito pelo contrario, eh sinal que as condicoes sociais de nosso pais permitem que pessoas entrem nessa condicao com mais frequencia. E se me permite dizer, soou como se fosse um membro da aristocracia temeroso de ver seu estatus social diminuido pela ascencao da patuleia.
    Vejo cada vez mais membros da uma elite ressentida rebaixando pessoas apenas por estes estarem melhorando de vida. Fazem isso como se ficassem mais satisfeitos com esse estatus de exclusividade da classa A. Ficam indignados com quaisquer indicios de equalizacao de classes.
    Reclamam quando vao a aeroportos e veem um bando de nordestinos viajando pro exterior, quando vao ao shopping e vem um monte de pretos comprando Iphones ou favelados comprando carros e entrando na faculdade. Fico realmente triste quando me deparo com movimentos excludentes na internet. Parecem inocentes mas carregam uma carga de preconceito muito nociva para uma sociedade igualitaria. Campanhas para nao convidar pobres para o Facebook para que ele nao fique igual ao Orkut por exemplo ou aquele comentario cliche que diz “maldita inclusao digital” que reforcam a ideia que a internet serve apenas para ricos. Internet que eh um poderoso instrumento de democratizacao da informacao nao deve excluir ninguem.
    Da mesma forma, se um novo rico trabalhou, ganhou seu dinheiro, tirou visto e passaporte, tem todo o direito de viajar e comprar o que ele bem intender. Essa visao negativa de brasileiros que antes compravam na 25 e agora compram na Florida me parece antiquada e um tanto elistista.
    Manter o status quo em prol do sentimento de exclusividade em detrimento da melhora das condicoes de milhoes de brasileiros soh fortalece nossas mazelas. Mazelas essas que sao o principal combustivel do nosso complexo de vira-latas.
    A grande maioria dos turistas estrangeiros que visitam nossa humilde republiqueta tambem compram uma infinidade de itens por aqui. De chinelos ( outrora, coisa de pedreiro, hoje “de grife”) a rendas artesanais carissimas feitas por senhoras nordestinas. Fora nossa velha cachaca (artesanal, mineira ou de Paraibuna, SP) , que nao troco por destilado nenhum nesse mundo.
    Por favor, nao estou dizendo que voce eh preconceituoso, digo apenas que me soou demasiadamente elitista e pejorativo a pessoas que simplesmente conseguiram melhorar de vida.
    Tenha um feliz ano novo!

  4. Embora seja um parágrafo clichê vindo de um turista velho-rico brasileiro ( que infelizmente existe ), incrivelmente não me recordo de ter ouvido algo tão ridículo escrito em português, ou naquele “inglês-turístico” bizarro que os pobres funcionários americanos SÃO obrigados a tentar entender.
    Ninguém nasce sabendo nenhuma língua, amigão. Qual foi tua primeira palavra quando bebê, daddy ou mommy?
    Eu não lembro de nenhum gringo me pedindo informação em português aqui no Brasil, imagine português perfeito.
    Esse nosso turismo sacoleiro que tu tanto odeia ai é uma das coisas que os EUA mais deve amar.
    Afinal, não é só matando iraquianos pra roubar petróleo que eles ganham dinheiro, turismo é importantíssimo.
    É CLARO que nós somos menos desenvolvidos em vários aspectos, mas também somos bem mais em vários outros.
    O pior é saber que isso seria um puta texto legal, apresentando a loja de games, não fosse esse segundo parágrafo odioso que você escreveu.
    Menos ódio no coração amiguinho.

  5. A introdução é sofrível mesmo, mas infelizmente há pessoas que essa mentalidade talvez alienada e que sentem-se acima do bem e do mal, quase parte já da cultura que tanto exaltam sendo que na verdade são brasileiros (e provavelmente têm vergonha disso).

    Porém dane-se, cada um pode pensar o que quiser, não fico ofendido. O que eu não entendo MESMO é a inserção do primeiro parágrafo em um artigo voltado a games e sobre a visita à loja da Nintendo. Não combina, parece choro de burguês mal amado (com todo o respeito, na boa).

    Se há espaço para essa discussão de novos ricos brasileiros e por aí vai, ótimo, a internet é o local para democracia de ideias. Entretanto o melhor então é fazer uma nova coluna, dedicada apenas a esse assunto e não misturá-lo com outro tema.

  6. Meu amigo, se o seu português é assim, imagino que o seu inglês deva ser pior ainda….
    Cresceu a base de negresco e ovo maltine, né?

    AvcF: Você cresceu engolindo crases, certo?

    1. Quando você escreveu: “Indo para o primeiro andar, chegamos a parte certamente mais interessante da loja” – esse “a” tinha crase. Mas você tava com fome!

      AvcF: bateu na trave, pequena Pasquale. A frase não cabe crase, pois verbos que indicam destino (como o “chegamos”) admite preposições, sendo o “a” uma delas. Eita pessoal obcecado.

      1. Essa regra só é verdade quando o destino em questão não é especificado – tem de ser algo vago, como “casa” (de quem?), “cidade” (qual?). Você especificou muito bem, “a parte mais interessante da loja”, por isso precisa da crase.
        Mas a verdade é que, com ou sem a crase correta, aquele terceiro parágrafo continua inconsertável!

  7. Não vejo muita diferença entre o desejo imaturo de tão bobo, em ser especial e frequentar ambientes exclusivos, e esse tal de orgulho de ser “nerd”, tão em voga ulitmamente. Freud explica…

  8. Gostava muito do blog, sempre indiquei pra todo mundo que gosta de games, mas esse comentario no inicio me fez largar de mão. Admite ai vai, foi RIDICULO.

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