Briga na feira: Metal Gear Portable Ops (PSP)

Metal Gear Portable Ops

Saudações aos destituídos.

Tá corrido, amiguinhos. Dia 31 desse mês tenho um trabalho final para ser entregue, aí tô meio doido com tudo aqui. Ah, e é um game. Quando for a hora oportuna eu mostro o material. Tá bem legal. Sigamos…

Entro em mais uma briga na feira, dando uma outra visão sobre mais um game consagrado. Sabem aquela história de compra por impulso? Pois é, caí nessa cilada do capitalismo. Acompanhem.

Antes da grande crise que começou com os compradores de casas compulsivos dos Estados Unidos e em seguida varreu o planeta, tive uma oportunidade de fazer uma viagem de alguns dias pelo velho continente, mais precisamente pela terra da rainha. Claro que em uma dessas andanças acabei passando por uma loja que tinha prateleiras recheadas de jogos, os quais dava prioridade para os portáteis, por serem mais baratos e sem problemas de compatibilidade. Pesquisando de um lado, farejando de outro e olhando por todas as caixinhas possíveis, eis que me deparo com Metal Gear Solid Portable Ops e sua ilustração de design impecável. Naquele mesmo instante me veio a mente a ótima experiência que tive com o Metal Gear Solid para GameBoy Color (já falei dele aqui no blog), e pensei com meus botões:”Hm…Metal Gear portátil? Deve ser ótimo!” Mas imediatamente tentei ponderar: “Hm…Mas por outro lado aquele MG Acid! foi um lixo…” Mas o argumento econômico foi mais forte, pois fazendo as contas me deparei com o fato de que mesmo em libras o jogo era mais bem mais barato do que um original vendido aqui no Brasil. Para piorar, havia uma promoção que me dava direito de levar mais um jogo pelo mesmo preço, bastando fazer parte de uma lista que estava estampada na prateleira. Pois é, não teve jeito. Fui vencido.

Fiquei uns dias com o jogo parado, até que quando voltei pude testá-lo. Tinha apenas uma breve idéia do que se tratava, nem olhei muito nos sites especializados, embora as notas sem dúvida foram altíssimas. No começo estava indo tudo muito bem, a animação inicial era bacana, muito bem produzida e estilosa. Mas aos poucos comecei a perceber que o jogo não era bem o que eu esperava. Não apenas isso, mas que não era aquilo tudo que anunciava ser. Não sou um profundo conhecedor da franquia, joguei MGS no Playstation e seu remake no GameCube, joguei a versão GBC e o começo de MGS 2 no Playstation 2.Mas de tudo que vi sobre esses jogos, posso dizer sem pestanejar que Portable Ops foi o mais frustrante e menos divertido. Vão achar que estou louco, mas em termos de experiência de jogo achei MGS portátil bem mais jogo. Isso porque em alguns momentos eu me perguntava se Portable Ops era realmente um Metal Gear, e não apenas um nome que foi emprestado a um game de ação comum.

O primeiro deslize do jogo começou, para variar, pelo controle do PSP, que costuma ir muito mal quando depende de precisão e velocidade de seu analógico. Some isso a mecânica naturalmente dura empregada nas versões para console de mesa (pelo menos as que joguei), e a primeira missão do jogo é lutar e vencer os controles. Mas o problema maior nem é esse e sim o gameplay mesmo, que achei muito lento e chato. Tudo bem que o foco principal do jogo eram as lutinhas online, mas não consegui ver graça nenhuma em um jogo que eu passava 70% do tempo carregando soldados desmaiados de um canto para o outro. Como cada soldado que morre é definitivamente perdido, há a necessidade de capturar outro para preencher o plantel, uma tarefa enfadonha e repetitiva. Cacetada, não me lembro de algo tão desnecessariamente trabalhoso e chato em um game, além de que ainda não consigo engolir ver um personagem como Solid Snake se sujeitando a esse papel estilo carregador de bêbados.

Bela Adormecida
Não se enganem com a ternura da cena. Demora um século para carregar o sacripanta até o caminhão

Ainda dentro disso percebi outra coisa que me irritou profundamente, que era o quanto o Snake era dispoensável nesse jogo, já que qualquer soldadinho raso fazia a mesma coisa que ele apenas com um grau ligeiramente menor de destreza, dependo da graduação do milico. Quando cheguei ao ponto de matar um chefe com um soldadinho qualquer, meu tesão pelo jogo foi definitivamente pelo brejo. Até entendo que goste de ficar arrumando grupinhos de soldados e ficar comparando diferenças mínimas de status e tal, mas isso é coisa de rpg estratégico, não de game de ação e espionagem, pelo menos a meu ver. Tirando a parte de levar as belas adormecidas para o caminhão, achei as missões chatinhas e sem inspiração, fora que o ambiente era árido e genérico, mais parecendo fruto de editor de fases de jogos de tiro em arena. Sim, eu sei que a proposta do jogo era mesmo o multiplayer, mas o single acaba se atrelando por conta dessa decisão do em relação aos soldados. Ou seja, você tomou pau em uma partida online? Dá-lhe arrastar soldadinho para o caminhão.

Mal cheguei na metade do jogo e quando notei que a coisa não engrenaria mesmo, desisti de vez. Metal Gear Portable Ops terminou como mais uma caixinha encostada na estante, que provavelmente sofrerá a maldição de permanecer eternamente fechada. Talvez parte do problema tenha sido eu ter comprado o jogo apostando mais no nome do que na informação, mas também por outro lado não me pareceu que Portable Ops tenha sido esse sucesso todo de vendas. Não sou do tipo que se diverte comparando fichas de soldados genéricos com os quais eu não deveria me importar. Diferente de Tales of Symphonia, que eu até me esforcei em gostar, esse nem chegou a me comover.

Vou ficando por aqui. Abraços e até o próximo post.

André V.C Franco/AvcF – Loading Time.

8 thoughts on “Briga na feira: Metal Gear Portable Ops (PSP)

  1. não cheguei a jogar, mas vou tentar….. se rola jogar online…. aí eu jogo hehehehe
    até agora no metal gear 4 eu joguei mais online que offline xD

  2. Sabe o que é pior? Eu até que gostei do jogo…

    Confesso que jamais o terminei. Na verdade ele se tornou repetitivo demais quando estava ainda na metade das missões, mas só o fato de não ter que agüentar a narrativa exarcebada, com furos totêmicos de seqüência e um roteiro extremamente enjoado digno de Kojima, eu já havia me interessado. (há ainda quem diga que ele é um ótimo contador de história, mas acredito que falte leitura e conhecimento em quem defende essa teoria).

    No fim ele acabou encostado também, mas me divertiu moderadamente enquanto durou. O que acabou definitivamente com ele foi quando comprei o Tekken 5 Dark Resurrection. Esse sim é animal.

    Sem mais.

  3. larga o psp,e pega um ds
    e assim q der pega um ps2(se vc tem deixa ~~) e pega o mgs3,uns dos melhores jogos q eu ja joguei ~~
    chefes [email protected],história [email protected],jogabilidade perfeita,e por ae vai…muito perfeito,e da pra rir bastante com a história
    e o CQC(nao o da band) é muito util pra quem gosta de ser um “espião/ninja” perfeito!

    SPOILER:quando vc vai preso(quase todo mgs vc e preso ¬¬),vc vai pegar um garfo,e vc vai zuar demais com ela se vc souber usa-la! ~~

  4. entendo sua frustração
    mas esse jogo eh um parte mto importante para a cronologia do jogo, creio que voce nao chegou a jogar o mgs3 correto ?
    talvez por isso tenha ficado frustrado pois somente pela historia ja valeria jogar para poder acompanhar a ordem historica da serie(confesso que carregar os soldados pra la e pra ca eh mto chato mas mto importante para começar a entender como o BIG BOSS começou OUTER HEAVEN), pois a partir desse jogo começamos a perceber como se inicia os fatos ocorridos em MG1, MG2 (MSX), apesar de que ainda falta este proximo MGS que sera lançado para PSP e completar a cronologia.
    o ceonselho que dou eh: jogue o mgs3, vc nao vai se arrepender isso eu garanto, o snake do mgspo eh o mesmo do mgs3 (naked snake ,que por sua vez acabo por se tornar BIG BOSS, e nao o solid snake).
    espero ajudar a tirar esse jogo da estante ^^

  5. De fato não joguei Metal Gear 3, até porque não disponho de um Playstation 2 para isso. Mas por outro lado, não entro nessa de “para gostar do jogo x você tem que ter jogado o jogo y”. Simplesmente não compro esse argumento. Quando o jogo é realmente sólido, não tem essa.

  6. A saga Metal Gear é extremamente complexa. Um jogo depende do outro para q o todo faça-se entendido.
    Na minha opnião o todos os jogos da saga são perfeitos e com sua parte de importancia no contexto do jogo.
    Quem naum curtiu Portable Ops naum curti este estilo de jogo, AÇÂO/ESPIONAGEM, eh um estilo q poucos gostam por ser meio “parado”. A maioria, como pude ver aqui, gosta de pancadaria e tiros, e esse naum eh o propósito de MGSaga.

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