A oitava geração parece ter preguiça de acontecer


Saudações aos leitores.

Antes de mais nada, justifico minha ausência não apenas pela habitual falta de tempo, mas também porque não achava algum assunto que me animasse a sentar e escrever sobre. Aos poucos fui percebendo que o “problema” não estava apenas no meu desânimo, mas também na falta de grandes coisas acontecendo no mundo dos video games. Esse fato foi construindo em mim uma sensação de que a atual (oitava) geração de consoles parece ter preguiça de acontecer, e abaixo discuto alguns porquês disso na minha opnião. Vamos lá:

Avanço sim, salto não

Em toda transição de geração sempre há aquela expectativa de que haverá um grande salto gráfico e tecnológico, lemos e ouvimos gente dizer que os próximos games serão “CGs jogáveis”,e por aí vai. Pois bem, PS4 e XBone estão na praça há alguns meses já e…cadê o tal salto gráfico? É óbvio que houve avanços, mas não sei quanto a vocês, do que foi mostrado até o momento não vi nada que fosse de outro mundo ou mesmo de encher os olhos. No caso do XBone, joguei Killer Instinct e Titanfall, e não vi nada nesses jogos (principalmente no KI) que a atual geração não faça em escala reduzida. Aliás, o console da Microsoft sequer consegue exibir a maioria de seus jogos em 1080p. Falando nisso, o jogo Forza 5 precisou passar por um intenso downgrade para poder ser lançado. As coisas não mudam muito de figura no lado do PS4, que ainda passou longe de mostrar todo seu propalado poder.

É claro que a E3 desse ano mostrará coisas impressionantes e tal, mas o ponto é que fiquei com a sensação que os consoles da geração atual foram lançados um pouco antes da hora, estando muito verdes ainda. Tanto que a maioria dos games que está sendo lançada esse ano são “cross generation”, cujo exemplo mais evidente é Watch Dogs, que prometeu uma revolução e não entregou nada que já não tenha sido feito em GTA V. Claro que aparecerão jogos tecnicamente inviáveis para os consoles anteriores, não estou dizendo que não vai, mas que talvez demore mais tempo do que os jogadores estão acostumados pelo motivo a seguir:

Custos, muitos custos

Nunca custou tão caro fazer um video game considerado “AAA”, não à toa que 120 produtoras faliram nos últimos anos. O problema é que os recentes avanços gráficos não apenas tornam os custos altíssimos, como também demandam cada vez mais tempo para serem implementados em um jogo de porte grande. Isso significa apenas que menos jogos serão lançados no mesmo tempo que levava para produzir os da geração passada, além do risco embutido no lançamento deles ser maior – o que tende a tornar as publishers mais cautelosas do que são hoje.

O fracasso do kinect

Aproveitando o assunto da geração atual, não poderia esquecer do “discreto” fracasso do Kinect, cuja versão aprimorada do XBone seria uma das novidades da atual geração. Exceto por uma “meia dúzia” de fanboys e jornalistas bobinhos, ninguém caiu nesse conto, nem mesmo com a Microsoft obrigando os consumidores a comprar o Kinect via uma mal disfarçada venda casada. Como já disse há um bom tempo, o inútil acessório do vai ficar para a história como o “Sega-CD” do Xbox, ou seja, um add on caro, desnecessário e que nunca adicionou nada de verdade à experiëncia do jogador com o console. Curiosamente, depois de tanto tempo e dinheiro gastos para alardear o trambolho, a Microsoft anunciou de forma bastante discreta que seu console virá enfim em um pacote sem o acessório (considerado essencial quando o console foi lançado). Convenientemente, os principais sites especializados também trataram do anúncio com discreção, e ninguém publicou textos dando conta do porquê do fracasso, as promessas não cumpridas, a ridícula megalomania de Peter Molyneux, etc. Seja como for, essa foi a primeira das “novidades” dessa geração que foi por água abaixo. E o pior é que levou uma pancada de funcionários da Rare junto.

Os ventos da mudança

Veremos durante a próxima E3 o quanto do conteúdo que será mostrado lá será de novidades reais ou de projetos e protótipos requentados da edição anterior, e aí sim poderemos ver se essa geração vai enfim engatar a terceira marcha e “pegar”, ou se vai continuar no atual estado de fogo brando. Como mencionei acima, as dificuldades serão maiores do que nunca para os games novos – o que abre espaço para mais enrolação e menos games. Veremos.

E vocês, qual é a impressão disso? O que acham?

AvcF – Loading Time.

7 thoughts on “A oitava geração parece ter preguiça de acontecer

  1. é muito isso mesmo… sinto saudade de mais quantidade de jogos, e de mais diversidade, claro. Agora são poucos lançamentos e sendo mais do mesmo.

  2. Realmente não gosto dos rumos da Nova Geração. Os consoles precisam ser atualizados constantemente, os jogos precisam ser instalados para serem jogados, infinitos DLCs já presentes nos jogos. E tudo parecer ser o mais do mesmo, mais tiros em primeira pessoa, mais mundos abertos, mais aventuras de narrativa de cinema, Call of Dutys, Assassins Creeds, os mesmos jogos de esportes e continuações daquilo que já existe. Eu ainda me interesso pela Nintendo, embora o Wii U seja um trambolho que assusta, diferente do Wii que foi o último videogame de verdade. Ainda prefiro o mundo dos games com a Nintendo do que um mundo sem eles.

    1. Poxa, o Wii U é um console excelente, tem muitas funções e recursos interessantíssimos. Depois que peguei ele, uso muito pouco o PS3 e 360. O problema é que muitos recursos estão escondidos ou mal utilizados

  3. Comecei a ler o artigo, mas como é claramente choro de Nintendista dos anos 90 deixado de lado, não dá pra levar a sério… ‘avanço sim, salto não’ ? A única geração que teve um salto foi a transição 2D – 3D, todas, TODAS as outras foram avanços contínuos e não discretos (compare qualquer jogo do início de geração e de final, no mesmo videogame).

    A coisa vai começar a ficar interessante no final do ano, quando começam a sair jogos só para a geração atual.

    E nada contra a Nintendo, to juntando grana para o combo Mario kart 8/Zelda WW HD – por enquanto, me divertirei com Watch Dogs no meu Ps4.

  4. O Wiiu por incrível que pareça, é o melhor console da nova geração até agora, o único com jogos interessantes e divertidos, se a Nintendo soubesse explorar as capacidades do console e do controle, não teria para ninguém. Mas, até agora ela não aproveitou a chance que o PS4 e o Xone deram a ela de se reerguer como líder no mercado.

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