3 anos de 3DS: algumas surpresas e decepções

Saudações aos leitores.

É amigos, parece até que foi lançado ontem, mas o fato é essa semana vimos o Nintendo 3DS completar 3 anos de existência. Entre erros e acertos e uma fase inicial bastante turbulenta, a verdade é que o 3DS estabilizou e hoje conta com uma boa biblioteca de jogos. E por falar neles, os jogos, tratarei aqui de algumas surpresas e decepções que tive com os que joguei até hoje. Depois nos comentários vocês dizem se concordaram ou discordaram e tal.

Começarei pelas surpresas que tive até aqui:

Resident Evil Revelations

Como já havia mencionado no último texto que escrevi para esse jogo, Revelations foi uma tremenda surpresa primeiro pelas trapalhadas da Capcom, mas também pelo próprio estado que a série se encontrava na época, pois Resident Evil 5 foi abaixo do esperado (eu joguei e não tive paciência para terminar). Além disso, um video game portátil não é a plataforma ideal para um tipo de jogo que envolve terror e sustos, basta lembrarmos das toscas tentativas de portar um RE para o Game Boy Color, do insípido Silent Hill visual adventure do Game Boy Advance e da versão apenas razoável do Resident Evil 1 do DS. Então, era natural que eu encarasse Revelations com dois pés esquerdos.

Mas, caramba, que jogo! Qual não foi a minha surpresa ao notar que a Capcom não só caprichou, como também tratou Revelations como um título digno de console de mesa, o jogo ficou tão bem feito que até esqueci que se tratava na verdade de um spin-off. Além do capricho técnico, houve também um design muito bem feito, com controles bem acertados e pensados, boa utilização da tela de toque e um inteligente divisão da campanha por capítulos – contando até como uma narração que lembrava a das séries de tv (“previously on Resident Evil…”). Em Revelations a Capcom até mesmo deixou um pouco seu lado mercenário e recheou o cartucho com modos de missões extras, online e tudo mais. O conjunto da obra ficou realmente excelente.

Pokemon X e Y

Depois dos últimos jogos lançados para DS, a pergunta que não queria calar era: “e agora, como será o próximo Pokemon?”. O que estava nas entrelinhas era qual seria o nível de evolução dos próximos jogos da série. Essa evolução foi enorme, mas não apenas no aspecto técnico, mas no design também. Sim, porque se por um lado enfim os jogos principais ganharam bons gráficos poligonais, criaturas bem modeladas e belas animações(sobretudo dos golpes) durante as lutas, por outro também os aspectos que envolvem o treinamento e evolução dos pokes enfim se tornaram mais claros e acessíveis – sobretudo graças ao Super Training. Agora só falta a Nintendo se tocar e lançar um Pokemon Stadium 3.

Fire Emblem: Awakening

Nunca dei a menor pelota para Fire Emblem em nenhum console Nintendo que fosse, de mesa ou portátil, e motivo principal é que os jogos dessa série sempre me pareceram simplórios, feios e com cara de produção de times de terceira divisão. Foi então que após ver alguns videos de Fire Emblem Awakening, resolvi enfim dar uma chance ao game. Não só não me arrependi, como acho que gastei por baixo umas 70 horas no jogo. Primeiro porque vi bastante capricho com mapas bem feitinhos, menus bem desenhados, e principalmente diálogos bem escritos (embora a história tivesse uns momentos bem retardados). Embora tenha que reconhecer que o jogo exigia mais griding do que estratégia em si em algumas partes, em geral gostei bastante da forma como as missões eram estruturadas, criando alguns desafios bem complicados para aqueles que jogassem do modo tradicional (com os pers0nagens morrendo “de fato”, sem voltar na missão seguinte). Ainda bem que venci meu preconceito aqui, e digo-lhes que daqui em diante, olharei para os futuros Fire Emblem com outros olhos.

Mas como nem tudo são flores, agora vem algumas decepções que tive:

Mario & Luigi Dream Team

Falo com uma certa dor no coração, pois realmente tentei gostar de jogo, mas realmente não deu. E digo isso primeiro por ter jogado o Mario & Lugi original, o Superstar Saga, lançado para Game Boy Advance, um jogo tinha vários momentos engraçados, boa produção e um sistema de batalha bem legal. E segundo porque Dream Team tem um dos trabalhos de sprite mais bonitos e bem feitos que já vi, aliada a uma belíssima apresentação visual portátil (a atenção dada aos detalhes foi de se aplaudir). Mas em compensação o jogo…simplesmente não engrenou de forma alguma. No geral Mario & Luigi Dream Team entregou uma aventura insossa, sem graça e com um das batalhas finais mais sem graça que joguei em um jrpg. E para completar o pacote,  foi o jogo com a maior quantidade de tutoriais que vi em um jogo recente, fosse portátil ou de console de mesa – um verdadeiro porre. Infelizmente.

Mario Kart 7

Mario Kart decepcionante, cuma? Não escrevi bêbado, estejam certos, assim como não quero dizer de forma alguma que Mario Kart 7 é um jogo ruim. Pelo contrário, MK7 é um jogo bem feito, porém é aí que está o “problema”, pois eu espero bem mais de um jogo dessa série. Reduzindo o escopo aos jogos portáteis, considerei MK7 inferior à Mario Kart DS, pois foi menos inovador e tem menos conteúdo também. Afinal, foi no DS que vimos pela primeira vez as pistas de jogos anteriores, modo mission, e items como Bullet Bill e Giant Mushroom. O fato é que tirando o 3d estereoscópico e a “bobice” da asa delta, não tem nada que já não haviamos visto antes. E ainda com menos modos que a versão DS e com menos opções online que a versão Wii.

Novamente, não acho de forma alguma Mario Kart 7 é ruim, porém se tem uma série da Nintendo que tenho grande expectativa, essa é Mario Kart. Por sinal, veremos como se sairá a versão Wii U.

Kid Icarus: Uprising

Mostrado com grande destaque na E3 de 2010, creio que todo mundo esperava com grande interesse ao retorno do anjo Pit, que não aparecia em jogo próprio desde o longínquo Kid Icarus de NES e Game Boy. De minha parte tive interesse no jogo quando soube que seria produzido pelo time que fez Super Smash Bros. Brawl, que a parte algumas decisões questionáveis de design, era um jogo muito bem feito e com uma quantidade massiva de conteúdo. De certa forma, Kid Icarus acabou repetindo Brawl, mas com conteúdo menos massivo e decisões ainda mais questionáveis de design. Isso porque Kid Icarus tentou proporcionar dois gameplays absolutamente distintos no mesmo jogo, não funcionando bem em nenhum caso graças principalmente aos pavorosos controles. Se fosse esse o único problema do jogo, contudo, até dava para encarar, mas as fases enormes e vazias, level design sem graça e toneladas de diálogos malas e cheios de gracinhas por parte de todos os personagens foram me minando pouco a pouco, até que larguei o jogo de vez.

E vou ficando por aqui. Aproveitem a caixa de comentários para abrir um debate, citarem outros jogos, enfim, estamos aqui para isso. Até o próximo post.

AvcF – Loading Time.

8 thoughts on “3 anos de 3DS: algumas surpresas e decepções

  1. Comprei meu 3DS há um ano. Ele virou meu companheirão, não saio de casa sem ele, mesmo que seja só pra contar os passos hehe!!!

    Concordo com vc em Resident Revelations e Pokemon. Mario Kart não peguei por não ser muito fã do jogo nos portáteis, acho que não combina, mas é coisa minha. Mario e Luigi joguei a demo e desisti de pegar, achei chatinho demais hehe. Joguei muito New Mario 2, Donkey Kong 3D, Mario 3D Land e estou na dúvida de qual game pego em meio a tantas opções interessantes no console. Vou dar uma olhada nesse Fire Emblem, pois assim como você, nunca liguei muito pra série, mas pelo seu comentário, posso dar uma chance

  2. Eu sinceramente não me decidi muito se comprarei ou não um 3DS. Não que eu ache ele desinteressante, mas além da parte financeira, eu tenho o meu fiel GBA SP na mochila sempre, e mesmo ele eu quase não jogo ultimamente. E comprar portátil para jogar em casa não é para mim, ainda mais que tenho um Wii U, que já supre a minha necessidade de ter algo para jogar na cama ou sofá enquanto a esposa assiste televisão.

    Mas é fato que tem muitos jogos que eu gostaria de jogar, inclusive de DS, que eu não tive… mas até alguns deles irão aportar no U, o que faz com que cada vez mais eu desista da idéia de comprar um.

    1. Eu nunca gostei de portáteis. Tinha um DS Lite e quase não usava. Mas decidi pegar o 3DS pra jogar o Pokemon que havia sido anunciado na época e algumas outras coisas. Depois que peguei o 3DS, mudei minha relação com portáteis, levo ele pra todos os lugares, e já joguei vários jogos nele que não havia pensado em comprar, mas que se mostraram melhor que eu esperava. Eu o considero o melhor portátil que já joguei, realmente excelente. Uma dica: se quer levar o console com vc, de preferência pro modelo normal, pois o XL desanima um pouco a colocar na mochila ou andar com ele na mão por conta do tamanho, apesar da tela excelente, que é um contrapeso e tanto hehe!!

  3. fala Avcf, blzz?

    cara, venho o acompanhando algum tempo e posso dizer q curto muito o blog!

    hoje vim aqui lhe pedir (a galera do blog também, se alguém se interessar) para escutar uma REMASTERIZAÇÃO que fiz de uma track do DONKEY KONG COUNTRY 2! o link no youtube é http://youtu.be/ToAOSS8Tu5A

    a track em questão é forest interlude…. se alguém puder dar uma força! acabei de começar o canal….

    abraços!

  4. Bem interessante sua visão. Como a opinião e gosto mudam e se moldam com a gente.

    Eu ainda acho o 3DS bem aquém do DS no quesito jogos.
    O que me desanima é que franquias que gosto me decepcionaram bastante no 3DS:
    Mario 3D Land, Fire Emblem e Mario Kart. Todos foram enormes decepções, sendo Fire Emblem o pior deles.

    Pelo menos acertaram a mão (em cheio) com Animal Crossing e (bastante, mas com ressalvas) em Pokémon XY.

    Ainda falta um Advance Wars, mas tirando isso, os jogos do 3DS não serão muito lembrados no futuro.

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